MERCADO FINANCEIRO
Sobe
Petrobras
Desce
OGX
Altas
Os indicadores que sustentaram as bolsas internacionais em alta nesta sexta-feira também canalizaram compras à Bovespa. O Ibovespa, entretanto, não se afastou muito do piso dos 55 mil pontos, ajudada ontem por Vale, que recuou nas cinco sessões anteriores. Petrobras também subiu, mas OGX terminou em baixa após ser rebaixada pela Fitch.
Ibovespa
O Ibovespa terminou em alta de 0,72%, aos 55.164,27 pontos. Na mínima, registrou 54.780 pontos (+0,01%) e, na máxima, 55.489 pontos (+1,31%). Na semana, fechou praticamente no zero a zero, com pequena variação de +0,10%. No mês, acumula perda de 1,33% e, no ano, de 9,50%. O giro financeiro totalizou R$ 6,939 bilhões.
Índice
A alta da Bovespa ontem foi influenciada pelos números sobre a maior economia do planeta. Saiu o índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, que avançou para 83,7 na leitura preliminar de maio, de 76,4 no fim de abril - o resultado foi o mais alto desde julho de 2007 e superou a previsão de alta para 78,0. E também o índice de indicadores antecedentes do Conference Board, com alta de 0,6% em abril ante março, acima da previsão de elevação de 0,3%.
Europa
Os números norte-americanos reforçaram os dados também positivos divulgados antes na Europa e causaram ganhos generalizados nas ações. Os destaques foram as vendas de veículos, com o primeiro aumento desde setembro de 2011, de 1,7% em abril ante igual mês do ano anterior, e o primeiro superávit comercial da Espanha desde 1971, de 634,9 milhões de euros em março.
EUA
Nos EUA, o Dow Jones subiu 0,80%, aos 15.354,40 pontos e avançou 1,56% na semana. O S&P teve valorização de 1,03%, aos 1.667,47 pontos (+2,07% na semana) e o Nasdaq ganhou 0,97%, aos 3.498,97 pontos (+1,82% na semana).
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo negociados na bolsa mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) também fecharam em alta nesta sexta-feira após os dados nos Estados Unidos melhores do que os esperados. O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para junho, subiu US$ 0,86 (0,9%), fechando a US$ 96,02 por barril. Na semana, porém, ficou estável (recuou apenas 0,02%). Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para julho também teve alta de US$ 0,86 (0,8%), encerrando a sessão a US$ 104,64. Na semana, avançou 0,7%.
Brasil
Aqui, Vale subiu 0,96% na ON e 0,71% na PNA. Petrobras ON teve valorização de 1,33% e a PN, de 1,01%. OGX, ontem, recuou 1,12%, pressionada pelo rebaixamento de sua nota pela Fitch. A agência de classificação de risco rebaixou o rating da OGX para B-, de B, com perspectiva negativa.
Câmbio
A moeda americana terminou a sexta-feira em alta de 0,39% no mercado à vista de balcão, cotada a R$ 2,0380. Na semana, a moeda acumulou alta de 0,54% e, no mês, avanço de 1,80%. Na cotação mínima de ontem, verificada no início da sessão, o dólar à vista marcou R$ 2,0280 (queda de 0,10% ante o fechamento de anteontem) e, na máxima, às 13h16, atingiu R$ 2,0420 (avanço de 0,59%).
Dólar
A moeda manteve-se no território positivo ante o real durante praticamente toda a sessão. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,841 bilhões, sendo US$ 2,515 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F subiu 0,61%, para R$ 2,03710. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,0440, em alta de 0,54%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (976.515 contratos) marcava 7,52%, de 7,51% no ajuste. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (com expressivos 1.107.040 contratos) apontava 8,10%, de 8,06% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (472.935 contratos) indicava 8,52%, de 8,47% na véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (197.665 contratos) marcava 9,12%, ante 9,09% na quinta-feira, e o DI para janeiro de 2021 (8.810 contratos) estava em 9,73%, de 9,72% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





