MERCADO FINANCEIRO
Desce
Ibovespa
Sobe
Petrobras PN
Repercussão
Declarações dos presidentes do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, John Williams, levaram a Bovespa a encerrar a sessão em queda. O primeiro sinalizou alta dos juros brasileiros e o segundo, redução nas compras de bônus já no meio do ano. Mais cedo, os indicadores mais fracos do que o esperado nos EUA deixaram a percepção de que a compra de bônus seguiria e as bolsas subiam nessa esperança. A queda do minério de ferro pressionou as ações da Vale, que pesaram o dia todo sobre o Ibovespa.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com desvalorização de 0,30%, aos 54.772,62 pontos. Na mínima, registrou 54.592 pontos (-0,63%), e na máxima, 55.539 pontos (+1,10%). No mês, acumula perda de 2,03% e, no ano, de 10,14%. O giro financeiro totalizou R$ 7,865 bilhões.
Aperto
Segundo profissionais consultados, a fala de Alexandre Tombini fez preço nas bolsas. "A primeira reação é a de que mais alta de juros é ruim para a renda variável e isso prejudicou a Bolsa brasileira", comentou um operador. O presidente do BC disse que a autoridade monetária está vigilante e que fará o que for necessário, com a "devida tempestividade", para que o declínio da inflação persista no segundo semestre. O mercado interpretou a declaração como um aperto na taxa de juros - os contratos mais curtos de DI subiram.
Fed
A Bovespa, que já vinha sendo penalizada pela venda dos investidores estrangeiros e pela baixa das ações da Vale, sentiu a reação. Mas não só. O recuo das bolsas norte-americanas após declarações de Williams também deu sua contribuição para o desfecho dos negócios. O presidente do Fed de São Francisco afirmou que o banco central americano pode começar a diminuir as compras de bônus no meio do ano.
Dow Jones
O Dow Jones terminou o pregão com perda de 0,28%, aos 15.233,22 pontos. O S&P recuou 0,50%, aos 1.650,47 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,18%, aos 3.465,24 pontos.
Vale
No Brasil, Vale foi pressionada pela queda do preço do minério de ferro, que entrou no "bear market" (recuo de 20% desde sua máxima histórica). Vale ON fechou em baixa de 2,34% e Vale PNA, 2,43%.
Petrobras
Petrobras trabalhou boa parte do dia com ganhos, mas acabou perdendo força: a ação ON fechou com retração de 0,53%, mas a PN se segurou e subiu 0,92%. OGX teve volatilidade elevada e, depois de altas e baixas, caiu 4,79% no fechamento, a segunda maior queda do Ibovespa.
Câmbio
O dólar abriu a quinta-feira em alta ante o real e outras moedas com elevada correlação com commodities, mas perdeu força gradativamente, reagindo aos números ruins da economia norte-americana. Entre os dados, destaque para os pedidos de auxílio-desemprego na semana até 11 de maio, que subiram 360 mil, abaixo dos 330 mil esperados. Já as construções de moradias iniciadas caíram 16,5% em abril nos EUA, ante previsão de queda de 6,4%.
Às 14h38, a moeda já subia mais de R$ 2,030 e, às 14h54, ela marcou a máxima do dia de R$ 2,0340, em alta de 0,39%. Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +0,54%.
Mercado futuro
Com a compra de dólares no mercado futuro, a cotação da moeda para junho recuou, também puxando para baixo as cotações no mercado à vista. Na máxima do dia, o dólar para junho foi cotado a R$ 2,04350 (+0,74%). Às 17h07, a moeda era cotada a R$ 2,0340, em alta de 0,27%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (com expressivos 1.630.980 contratos) marcava 7,51%, de 7,48% no ajuste anterior e de 7,47% antes das palavras de Tombini. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (618.540 contratos) apontava 8,06%, de 7,98% ontem e de 7,96% antes do presidente do BC.
O juro com vencimento em janeiro de 2015 (653.210 contratos) indicava 8,47%, de 8,43% na véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (271.455 contratos) marcava 9,09%, ante 9,13% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (12.175 contratos) estava em 9,72%, de 9,80% no ajuste anterior (Agência Estado).
(Agência Estado)





