MERCADO FINANCEIRO
Sobe
Bovespa
Desce
Bolsa chinesa
Bovespa
Apesar de algumas bolsas internacionais marcarem novo recorde ontem, a Bovespa segue sem muito entusiasmo: subiu, mas sem retomar o patamar dos 55 mil pontos. Realização, exercício de opções sobre ações na próxima semana, preocupações sobre a China e falta de entusiasmo para comprar Bovespa foram as razões apontadas para tal comportamento.
Percentuais
O Ibovespa fechou com alta de 0,40%, aos 54.666,82 pontos. Na mínima, registrou 54.327 pontos (-0,22%) e, na máxima, marcou 55.030 pontos (+1,07%). No mês, acumula perda de 2,22% e, no ano, de 10,31%. O giro financeiro totalizou R$ 8,022 bilhões.
Recordes
No exterior, Dow Jones, S&P e a bolsa alemã fecharam em patamares recordes. Foram bons o índice de confiança das pequenas empresas dos EUA, da Federação Nacional de Empresas Independentes (NFIB), que subiu para 92,1 em abril, de 89,5 em março, superando a previsão dos economistas de alta para 91,0, e também a produção industrial da zona do euro, que cresceu 1,0% em março ante fevereiro, superando a previsão de alta de 0,4%.
Dow Jones
O Dow Jones fechou com ganho de 0,82%, aos 15.215,25 pontos, o S&P avançou 1,01%, aos 1.650,34 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,69%, aos 3.462,61 pontos.
Brasil
No Brasil, Vale caiu 1,94% na ON e 2,36% na PNA. Petrobras ON avançou 0,27% e a PN subiu 0,83%. OGX também fechou em alta, de 5,39%. Um profissional comentou que, depois de a bolsa ter elevado para 45% o total do free float liberado para aluguel de ações, há um temor do mercado de que esse porcentual seria diminuído. "Assim, há alguns investidores reduzindo sua posição alugada (o que contribui para a alta do papel)", explicou.
Europa
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta ontem, beneficiadas pelo avanço dos índices acionários norte-americanos e por alguns balanços bons, como os do banco italiano Intesa Sanpaolo e da fabricante de aviões EADS. A forte demanda atraída pela emissão de bônus de dez anos do governo da Espanha também contribuiu para o tom positivo dos mercados.
Índices
O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,39%, para 305,66 pontos, encerrando a sessão no nível mais alto desde junho de 2008. No início do dia, as bolsas europeias foram pressionadas pela alta menor que a prevista no índice Zew de expectativas econômicas na Alemanha, que subiu para 36,4 em maio, ante previsão de 39,5. Por outro lado, a produção industrial da zona do euro cresceu 1,0% em março, a maior expansão mensal desde julho de 2011.
China
Os mercados de ações da Ásia fecharam em direções divergentes ontem. A China liderou as perdas na região em meio a preocupações sobre os dados econômicos anunciados recentemente. Por outro lado, os pregões de Sydney e Seul terminaram em terreno positivo influenciados pelo câmbio.
Câmbio
Apesar do início da sessão em baixa, o dólar passou a subir ante o real no período da tarde, alinhando-se ao movimento visto no exterior. O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,30% no balcão, cotado a R$ 2,0160. No mês, a moeda acumula valorização de 2,34% e, no ano, queda de 1,42%. Na cotação mínima de ontem, verificada às 11h31 de ontem, o dólar à vista marcou R$ 2,0040 (baixa de 0,30% ante o fechamento de ontem) e, na máxima, às 15h13, atingiu R$ 2,0180 (avanço de 0,40%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +0,70%.
BM&F
Perto das 16h40 de ontem, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 3,322 bilhões, sendo US$ 2,882 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F subiu 0,38%, para R$ 2,0164. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,0250, em alta de 0,47%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (210.810 contratos) marcava 7,48%, de 7,46% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (361.930 contratos) apontava 7,96%, de 7,93% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (435.580 contratos) indicava 8,41%, de 8,34% na véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (266.745 contratos) marcava 9,11%, ante 8,97% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (15.485 contratos) estava na máxima de 9,79%, de 9,62% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





