Desceu
Petrobras

Subiu
Gafisa

Queda
A melhora das bolsas norte-americanas na segunda metade dos negócios não foi suficiente para empolgar a Bovespa, que operou no negativo durante toda a sessão. Em um dia de noticiário fraco e com o mercado carente de tomador final, as blue chips caíram em massa, com destaque para Petrobras, Vale, OGX e siderúrgicas. Das 71 ações que compõem o Ibovespa, apenas 28 subiram. O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em queda de 0,61%, aos 55.107,80 pontos.

Giro
Assim, a Bovespa termina a semana em queda de 0,69%, anulando parte dos ganhos da semana anterior, em que subiu 2,28%. Durante o pregão de ontem, o índice variou entre a máxima de 55.446 pontos (estável) e os 54.832 pontos (-1,11%), na mínima. O giro financeiro totalizou R$ 7,182 bilhões. No mês de maio, o principal índice da Bolsa contabiliza perda de 1,43% e, no ano, tem desvalorização de 9,59%.

Vale
As ações ON e PNA da Vale encerraram em queda de 2,59% e de 1,96%, respectivamente. No mercado internacional, os contratos futuros de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em direções divergentes, após uma sessão com baixo volume de negociação.

Petrobras
Petrobras ON e PN recuaram 0,47% e 1,43%, nessa ordem, em linha com o preço do petróleo no exterior. Em relatório, a Opep disse que a demanda pela commodity no primeiro trimestre foi mais fraca do que se esperava e advertiu que a desaceleração da economia da China e da zona do euro ameaçam debilitar ainda mais o crescimento mundial.

OGX
Após a divulgação de um balanço fraco, os papéis ON da OGX fecharam em baixa de 1,21%. A companhia reportou prejuízo de R$ 804,58 milhões no primeiro trimestre, o que representa um prejuízo 455,6% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de R$ 73,824 milhões, foi o primeiro resultado positivo na geração de caixa da companhia medida por este indicador. Segundo operadores, a geração de caixa continua a ser a principal preocupação do mercado em relação à empresa de Eike Batista.

Ibovespa
O ranking de quedas do Ibovespa foi liderado por MMX ON, que recuou 8,12%, seguida por B2W ON (-7,74%), Vanguarda Agro (-5,00%), Usiminas ON (-4,83%) e Brookfield ON (-4,62%).

Valorização
Na outra ponta, Gafisa esteve à frente no índice, com valorização de 4,47%, seguida por PGD Realty ON (+4,09%), Suzano PNA (+3,15%), Ctip ON (+2,63%) e Hering ON (+2,05%).

EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones marcou alta de 0,24%, na máxima do dia, assim como o S&P 500, que subiu 0,43%. O Nasdaq, por sua vez, avançou 0,80%.

Câmbio
O dólar fechou a sexta-feira em alta de 0,70% ante o real, cotado a R$ 2,0270 no mercado de balcão. Na semana, a moeda americana acumulou elevação de 0,75% e, no ano, recuo de 0,88%. Na cotação mínima de ontem, verificada às 9h50, o dólar à vista marcou R$ 2,0170 (alta de 0,20% ante o fechamento de ontem) e, na máxima, às 12h22, atingiu R$ 2,0310 (aumento de 0,84%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +0,69%.

Dólar
Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,908 bilhão, sendo US$ 1,575 bilhão em D+2. O dólar pronto da BM&F não foi negociado ontem. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,03250 no horário acima, em alta de 0,54%.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (327.350 contratos) marcava máxima de 7,48%, de 7,45% no ajuste anterior. Com isso, cresceu para mais de 50% a chance de a Selic ser elevada em 0,50 ponto porcentual no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), em 28 e 29 de maio. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (459.025 contratos) apontava 7,96%, também máxima, de 7,88% nesta quinta-feira, 9. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (522.015 contratos) indicava 8,35%, de 8,24% na véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (278.950 contratos) marcava 9,00%, ante 8,87% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (10.250 contratos) estava em 9,64%, de 9,47% no ajuste anterior.

(Agência Estado)

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