MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Dow Jones
Subiu
Dólar
Volatilidade
A Bovespa trabalhou com muita volatilidade ontem. Mas, se pela manhã ainda existiam dúvidas sobre qual seria o sinal de fechamento, à tarde esse comportamento se transformou na certeza de queda. A inversão para baixo das bolsas norte-americanas pressionou o índice doméstico, que já vinha recuando com a pressão sobretudo de OGX. O Ibovespa, no entanto, conseguiu se afastar das mínimas da sessão, melhorou no fim e sustentou o patamar de 55 mil pontos.
Giro
O principal índice à vista da Bolsa paulista fechou com perda de 0,64%, aos 55.447,56 pontos. Na mínima, registrou 54.905 pontos (-1,61%) e, na máxima, 56.072 pontos (+0,48%). No mês, acumula perda de 0,83% e, no ano, de 9,03%. O giro financeiro totalizou R$ 6,725 bilhões.
Vaivém
OGX teve mais um dia de intenso vaivém, ainda com a pressão pelo aumento do porcentual de papéis para aluguel, de 30% para 45% do free float, e também em razão da perspectiva negativa para o balanço que sairia na noite de ontem. O papel recuou 6,25%, a segunda maior baixa do índice.
Gordura
Segundo profissionais das mesas de renda variável, o mercado doméstico engatou uma realização de lucros em função da piora externa. "Mas Wall Street vem operando nas máximas, há gordura para queimar", lembrou um operador ao justificar a queda de Nova York. Luis Gustavo Pereira, da Futura Corretora, acrescentou que há uma resistência forte nos 56 mil pontos, sobretudo no futuro, e isso acaba penalizando o índice à vista.
EUA
Ontem, o Dow Jones fechou em baixa de 0,15%, aos 15.082,62 pontos, o S&P recuou 0,37%, aos 1.626,67 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 0,12%, aos 3.409,17 pontos. Saiu lá ontem que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 4 mil, para 323 mil, na semana até 4 de maio, após ajustes sazonais, ante previsão de 335 mil solicitações. O número da semana anterior foi revisado para 327 mil, de 324 mil.
China
Antes, a China havia informado que a inflação no país ficou em 2,4% na comparação anual, de 2,1% em março. O número superou a previsão de 2,2% e afasta a possibilidade de estímulos monetários pelo governo do país. O indicador puxou as bolsas europeias, na maioria, para baixo, assim como as commodities como metais.
Londres
As bolsas de valores europeias fecharam a sessão majoritariamente em baixa. O índice Stoxx Europe 600 fechou praticamente estável a 303,74 pontos, em comparação com 303,67 pontos ontem, renovando a máxima desde junho de 2008.
Blue chips
Por essa razão, Vale acabou trabalhando boa parte do dia em baixa, mas se recuperou nos ajustes e subiu 0,54% na ON e 0,09% na PNA. Petrobras também melhorou nos minutos finais: a ON avançou 0,21% nos ajustes e a PN caiu 0,25%.
Câmbio
O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,40% no mercado de balcão, cotado a R$ 2,0130. Na cotação mínima de ontem, às 14h33, o dólar à vista marcou R$ 1,9980 (queda de 0,35% ante o fechamento de quarta-feira). Às 15h57, a moeda já oscilava no território positivo e registrava a máxima de R$ 2,0160 (alta de 0,55%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +0,90%.
Euro
Às 16h50, o euro era cotado a US$ 1,3038, ante US$ 1,3150 do fim da tarde de ontem. A moeda americana subia para 100,53 ienes, ante 99,01 ienes de quarta-feira. No mesmo horário, o dólar americano subia 1,05% ante o australiano, avançava 0,48% ante o canadense e tinha alta de 0,53% ante o neozelandês.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (167.185 contratos) marcava 7,45%, de 7,43% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (273.960 contratos) apontava 7,88%, de 7,86% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (286.295 contratos) indicava 8,24%, de 8,19% na véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (162.840 contratos) marcava máxima de 8,87%, ante 8,76% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (13.270 contratos) estava em 9,47%, de 9,34% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





