Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Indicadores
A ausência de uma agenda relevante de indicadores, tanto no Brasil quanto nos EUA, não impediu que as bolsas fechassem com elevação que, no caso da Bovespa, a remeteu de volta ao nível de 56 mil pontos. Os olhos se voltaram ontem para a Alemanha, com um indicador melhor do que o esperado, e para balanços corporativos positivos na Europa, que garantiram fechamento em alta para as bolsas da região. Mas o corte inesperado de juros pelo Banco da Reserva da Austrália, o banco central local, também serviu de incentivo, sobretudo às ações da Vale, em meio à percepção de que estímulos serão tomados para incentivar o crescimento do país.

Ibovespa
O Ibovespa fechou a sessão em alta de 1,52%, aos 56.274,66 pontos, melhor nível desde o encerramento de março, em 28 de março (56.352,09 pontos). Na mínima, registrou 55.207 pontos (-0,40%) e, na máxima, 56.450 pontos (+1,84%). No mês, acumula alta de 0,65% e, no ano, perda de 7,67%. O giro financeiro totalizou R$ 7,143 bilhões.

Vale
Vale ON subiu 3,02% e PNA 2,39%, depois que o banco central australiano cortou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 2,75%. O objetivo é justamente estimular outros setores além da mineração, tendo em vista a desaceleração do investimento de recursos neste ano. Mas foram as mineradoras os destaques de alta nas bolsas globais.

Petrobras
Petrobras também manteve sua trajetória recente de ganhos e ontem subiu 0,82% na ON e 1,33% na PN. Mas outra petrolífera, a OGX, teve um pregão muito volátil e acabou adicionando vaivém também ao Ibovespa. Do lado negativo, a empresa divulgou dados fracos de produção. Por outro lado, o investidor segue na expectativa de um anúncio de venda de parte do campo de Tubarão Martelo para a Petronas, empresa da Malásia.

OGX
OGX fechou com desvalorização de 1,02%, a R$ 1,95. Na mínima, operou a R$ 1,87 (-5,07%) e, na máxima, a R$ 2,09 (+6,09%).

Bancos
Também acompanhando seus pares no mercado externo, os bancos tiveram alta firme, recuperando-se da queda da véspera. Bradesco PN terminou com elevação de 2,99%, Itaú Unibanco PN, de 2,94%, BB ON, 4,27%, e Santander unit, 3,82%.

EUA
Nos EUA, o Dow Jones fechou em alta de 0,58%, pela primeira vez no patamar de 15 mil pontos, aos 15.056,20 pontos. O índice levou 1.460 sessões para subir dos 14 mil pontos aos 15 mil pontos. O S&P avançou 0,52%, aos 1.625,96 pontos, novo recorde, e o Nasdaq avançou 0,11%, aos 3.396,63 pontos.

Câmbio
A moeda americana fechou a terça-feira em baixa de 0,45% no mercado de balcão, cotada a R$ 2,0060. O recuo do dólar no Brasil esteve em sintonia com a alta da Bovespa, enquanto no exterior o movimento da moeda americana em relação a outras divisas foi mais ameno.

Cotação
Na cotação máxima do dia, na abertura dos negócios, o dólar à vista marcou R$ 2,0150 (estável ante o fechamento de segunda) e, na mínima, às 15h01, atingiu R$ 2,0050 (+0,50%). A moeda permaneceu em baixa durante todo o dia. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,717 bilhões, sendo US$ 2,440 bilhão em D+2. O dólar pronto da BM&F fechou a R$ 2,00830 (-0,25%), com apenas nove negócios realizados. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,0160 no horário acima, em baixa de 0,17%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (48.020 contratos) marcava 7,43%, igual ao ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (309.625 contratos) apontava mínima de 7,85%, de 7,89% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (465.060 contratos) indicava 8,19%, de 8,24% na véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (242.785 contratos) marcava 8,76%, de 8,78% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (17.200 contratos) estava em 9,33%, de 9,36% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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