MERCADO FINANCEIRO
Subiu
OGX
Desceu
CSN
Ibovespa
Depois de um começo fraco, no qual chegou a flertar com os 54 mil pontos, a Bovespa se recuperou e conseguiu se segurar no patamar de 55 mil pontos, praticamente apagando as perdas da sessão. Petrobras, principalmente, Vale e OGX ajudaram a segurar o índice - este último papel saiu do vermelho para ganho próximo a 8% - , enquanto siderúrgicas e bancos caíram e pesaram sobre o Ibovespa. A alta tímida em Wall Street e a fraqueza das bolsas europeias favoreceram uma pequena realização de lucros no Brasil, ajudada ainda pela agenda leve.
Giro
O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,10%, aos 55.429,88 pontos. Na mínima, registrou 54.652 pontos (-1,51%) e, na máxima, 55.542 pontos (+0,10%). No mês, acumula perda de 0,86% e, no ano, de 9,06%. O giro financeiro totalizou R$ 7,653 bilhões.
Lucros
"O mercado aproveitou o dia mais tranquilo em termos de noticiário e agenda e engatou uma realização de lucros", comentou um operador ao citar os ganhos acumulados pela Bolsa na semana passada.
Destaque
OGX foi um dos destaques da sessão. Depois de cair 5,46% na mínima do dia, em meio a um noticiário de venda de parte do campo de Tubarão Azul, o papel se recuperou e fechou com valorização de 7,65%, a maior do índice. E como desde ontem possui mais participação na composição do Ibovespa - de pouco mais de 5% -, a ação acaba dando um naco maior de contribuição para a condução do índice.
Petronas
Saiu mais cedo a notícia de que a empresa Petronas, da Malásia, teria acertado, por US$ 850 milhões, a compra de 40% do campo de Tubarão Martelo. À tarde, circulou no mercado a informação de que a companhia teria também interesse em entrar no capital da OGX, e não apenas neste campo.
Petrobras
Petrobras também se manteve no azul durante toda a sessão, favorecida pela fase melhor por que passa a empresa diante dos olhos dos analistas. A ação ON fechou com ganho de 2,26% e a PN, de 1,75%. Vale também subiu, 0,09% na ON e 0,25% na PNA.
Penalidades
Os setores financeiro e siderúrgico penalizaram a Bolsa ontem. Usiminas PNA recuou 2,87%, ON, 0,73%, CSN ON, 1,03 %, Gerdau PN, 0,39%, mas Metalúrgica Gerdau PN subiu 0,87%. Bradesco PN caiu 1,58%, Itaú Unibanco PN, 0,15%, BB ON, 1,69% e Santander unit, 0,70%.
Exterior
No exterior, as bolsas europeias fecharam em baixa, na maioria, com indicadores fracos. Nos EUA, o Dow ficou praticamente estável, ao cair 0,03%, aos 14.968,89 pontos. S&P avançou 0,19%, aos 1.617,50 pontos, Nasdaq terminou com ganho de 0,42%, aos 3.392,97 pontos.
Câmbio
Em um pregão marcado pelo giro reduzido, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 2,0150 no mercado de balcão brasileiro, em alta de 0,15%. Com o movimento de ontem, a moeda americana acumula queda de 1,47% ante o real em 2013.
Dólar
Na cotação mínima do dia, na abertura dos negócios, o dólar à vista marcou R$ 2,0120 (estável ante o fechamento de sexta-feira) e, na máxima, às 11h55, atingiu R$ 2,0180 (+0,30%). Da mínima para a máxima, a moeda americana oscilou apenas +0,30%, em um claro sinal de que os negócios foram limitados. Às 16h38 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,454 bilhão, sendo US$ 1,180 bilhão em D+2. O dólar pronto da BM&F fechou a R$ 2,01330 (+0,16%), com apenas quatro negócios realizados. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,02150 no horário acima, em alta de 0,17%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (55.645 contratos) marcava 7,43%, igual ao ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (175.495 contratos) apontava 7,89%, de 7,93% na sexta-feira. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (170.520 contratos) indicava 8,24%, de 8,27%. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (63.665 contratos) marcava mínima de 8,78%, de 8,82% antes, e o DI para janeiro de 2021 (4.220 contratos) estava em 9,36%, de 9,40% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





