MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Ibovespa
Subiu
Petrobras
Lucros
Apesar de devolver ontem boa parte dos ganhos acumulados em três das quatro sessões anteriores, a Bovespa teve um fechamento positivo na semana. Com isso, conseguiu interromper uma sequência de três quedas semanais, na qual acumulou retração de 4,30%. Ontem, o principal índice à vista passou por uma realização de lucros puxada por Usiminas, siderúrgicas e Vale. Petrobras e OGX, entretanto, subiram e amenizaram as perdas. O PIB mais fraco nos EUA influenciou o apetite por risco e as ações globais recuaram.
Giro
O Ibovespa terminou em baixa de 1,29%, aos 54.252,04 pontos. Na mínima, registrou 54.147 pontos (-1,49%) e, na máxima, 55.034 pontos (+0,13%). Na semana, subiu 0,60%, mas, no mês, acumula perda de 3,73%. No ano até agora, a Bolsa tem retração de 10,99%. O giro financeiro totalizou R$ 6,608 bilhões.
Sinal vermelho
O sinal vermelho das bolsas externas foi puxado pela alta menor do que a prevista da economia norte-americana no primeiro trimestre. Os analistas esperavam elevação de 3,2%, mas o PIB subiu 2,5%.
EUA
O Dow Jones, no entanto, trabalhou a maior parte do dia com pequeno ganho, contrabalançado pelo sentimento do consumidor dos EUA, melhor do que o previsto. O indicador de março medido pela Reuters/Universidade de Michigan caiu para 76,4 na leitura final de abril - de leitura preliminar de 72,3 -, ante previsão de economistas de leitura de 73,8.
Bolsas
O Dow Jones terminou o dia com elevação de 0,08%, aos 14.712,55 pontos, acumulando, na semana, ganho de 1,13%. S&P recuou 0,18%, aos 1.582,24 pontos (+1,74% na semana), e Nasdaq perdeu 0,33%, aos 3.279,26 pontos (+2,28% na semana).
Europa
Na Europa, as bolsas terminaram no vermelho, pressionadas, além dos dados dos EUA, pelo anúncio da Espanha de que vai adiar os esforços para reduzir seu deficit fiscal e pela falta de novidades na reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ).
Vale
Aqui, o reflexo das bolsas internacionais se fez sobretudo em Vale, que devolveu parte dos ganhos acumulados com a expectativa - e depois efetivação - do balanço. As ações ON recuaram 3,21% e as PNA, 2,67%.
Siderúrgicas
As siderúrgicas também tiveram perdas ontem, mas as perdas foram puxadas pelo balanço ruim apresentado pela Usiminas, que se refletiu sobre as demais companhias. A Usiminas anunciou prejuízo líquido de R$ 122,7 milhões no primeiro trimestre de 2013, 232% maior do que o apurado no mesmo período do ano passado. Usiminas ON recuou 3,83% e PNA, 5,27%. Gerdau PN caiu 1,69%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,10%, CSN ON, 1,40%.
Petrobras
À espera do balanço que saiu ontem, Petrobras ON subiu 0,78% e PN, 0,47%. A previsão média dos analistas é de um lucro líquido de R$ 6,55 bilhões no período.
OGX
OGX foi o grande destaque de alta, ao subir 8,93%, liderando os ganhos dos papéis que compõem o Ibovespa. Há expectativa de que a participação dos papéis aumente na nova composição do Ibovespa, o que demanda compra de papéis por parte dos gestores.
Câmbio
O dólar à vista no balcão encerrou em queda de 0,45%, a R$ 1,990. A mínima foi de R$ 1,9960 (-0,60%) e a máxima, de R$ 2,0030 (-0,25%). O giro financeiro era de US$ 2,645 bilhões, sendo US$ 2,326 bilhões com liquidação em dois dias úteis (D+2). No mercado futuro, o dólar para maio de 2013 caía 0,15%, a R$ 2,0005, tendo oscilado de R$ 1,9970 (-0,32%) a de R$ 2,0055 (+0,10%). O dólar pronto na BM&F fechou em queda de 0,44%, a R$ 1,99850. A taxa Ptax de ontem fechou em R$ 2,0119, com queda de 0,62% em relação ao fechamento de ontem (R$ 2,0244).
Juros
Ao término da negociação regular na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (185.000 contratos) marcava 7,42%, igual ao ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (834.665 contratos) apontava 7,91%, de 7,93% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (400.045 contratos) indicava mínima de 8,28%, de 8,36% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (159.460 contratos) marcava mínima de 8,87%, ante 8,96% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (18.710 contratos) estava na mínima de 9,51%, ante 9,56% no ajuste.
(Agência Estado)





