Subiu
Vale

Desceu
Petrobras

Ibovespa
Depois de galgar 2.100 pontos nas cinco sessões de alta anteriores, o Ibovespa, enfim, passou por uma realização de lucros. Mas tímida e insuficiente para afastar o índice para longe dos 55 mil pontos, patamar com o qual flertou insistentemente na quarta, sem conquistar. Petrobras, que acumulou ganhos bem mais consistentes nestas cinco sessões, foi o catalisador para as ordens de vendas, mas o cansaço das bolsas norte-americanas também fez preço na fraqueza doméstica. Vale, após balanço, e OGX subiram.

Giro
O Ibovespa terminou o dia com desvalorização de 0,04%, aos 54.96,32 pontos. Na mínima, registrou 54.792 (-0,35%) e, na máxima, 55.544 pontos (+1,02%). No mês, acumula perda de 2,46% e, no ano, de 9,83%. O giro financeiro totalizou R$ 7,316 bilhões.

Vale
O sinal positivo predominou na bolsa doméstica, influenciado pelo comportamento das bolsas internacionais. Os dados melhores de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e da economia do Reino Unido influenciaram as ações na Europa e nos EUA, enquanto, aqui, o balanço da Vale foi o principal driver positivo do pregão.

EUA
As bolsas norte-americanas operaram o dia todo em alta, mas exibiram 'cansaço' à tarde, reduzindo os ganhos. O Dow Jones fechou com variação positiva de 0,17%, aos 14.700,80 pontos, o S&P subiu 0,40%, aos 1.585,16 pontos, e o Nasdaq, 0,62%, aos 3.289,99 pontos.

Petrobras
Aqui, essa perda de fôlego das bolsas em Wall Street abateu principalmente as ações da Petrobras. Mas os profissionais das mesas de renda variável consultados explicaram que os papéis da estatal tinham gordura para queimar e passaram por uma realização de lucros. A ação ON acumulou alta de 16,9% nas cinco sessões anteriores e a PN, 13,3%. Ontem, fecharam, respectivamente, em queda de 0,89% e de 1,29%. Hoje, depois do fechamento do mercado, a empresa divulga seu balanço trimestral.

OGX
OGX teve melhor desempenho ontem. Subiu 11,26% e liderou as altas do Ibovespa.

Destaque
Vale foi o destaque da sessão, com o mercado reagindo em alta ao balanço considerado bem melhor do que as projeções. A ação ON subiu 1,94% e a PN, 1,40%. A mineradora teve lucro líquido de US$ 3,109 bilhões, 18% inferior ao resultado apurado em igual período do ano passado. O desempenho mais fraco é resultado principalmente da queda no preço do minério de ferro, carro-chefe das vendas da companhia.

Vedete
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, ressaltou que o esforço da companhia na redução de custo gerou um efeito positivo de US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre do ano. Em teleconferência com analistas, o executivo lembrou que a redução de custo foi a vedete do resultado pela primeira vez em 40 trimestres.

Câmbio
O dólar à vista no balcão fechou em baixa de 0,45%, a R$ 2,0080. A mínima foi de R$ 2,0050 (-0,59%). A taxa máxima ficou em R$ 2,0140 (-0,15%). Perto das 17 horas, o dólar para maio de 2013 caía 0,17%, a R$ 2,0095, tendo oscilado de R$ 2,0155 (+0,13%) a R$ 2,0060 (-0,34%). O giro financeiro no mercado à vista era de US$ 2,078 bilhões, sendo US$ 1,782 bilhão com liquidação em dois dias úteis. Na BM&FBovespa, o dólar pronto fechou em baixa de R$ 0,36%, a R$ 2,0074.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (167.620 contratos) marcava 7,42%, de 7,40% no ajuste anterior e após oscilar entre 7,38% e 7,44%. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (900.605 contratos) apontava 7,93%, de 7,83% ontem e após bater na mínima, pela manhã, de 7,80%. Nesses patamares, os juros precificam cerca de 50% de chance de a Selic subir 0,50 ponto porcentual no encontro de maio e um ciclo de aperto que pode totalizar 150 pontos-base. Até então, as chances de um aperto mais intenso na próxima reunião eram mínimas e o ciclo mostrado pela curva estava em 1 ponto porcentual.

Futuro
O juro com vencimento em janeiro de 2015 (659.745 contratos) indicava 8,36%, de 8,28% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (257.100 contratos) marcava 8,96%, ante 8,89% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (13.075 contratos) estava em 9,56%, ante 9,54% no ajuste.

(Agência Estado)

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