Desceu
Accor

Subiu
Deutsche Post

Fragilidade
As bolsas de valores da Europa fecharam em alta ontem, em meio às expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) adote novas ações de estímulo na sua reunião da próxima semana, após indicadores recentes ressaltarem a fragilidade da economia do bloco. Notícias sobre a situação política na Itália também ajudaram. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 0,68%, fechando a 294,63 pontos.

Empresas
Ontem o instituto Ifo divulgou que o índice de confiança das empresas da Alemanha caiu para 104,4 em abril, de 106,7 em março. O resultado ficou abaixo da previsão dos economistas, que esperavam uma leitura de 106,2. Na Itália, as vendas no varejo caíram 0,2% em fevereiro ante janeiro, segundo dados do instituto nacional de estatísticas Istat.

EUA
Os indicadores divulgados nos Estados Unidos também não foram positivos ontem. As encomendas de bens duráveis caíram 5,7% em março ante fevereiro, para um valor sazonalmente ajustado de US$ 216,28 bilhões, segundo afirmou ontem o Departamento do Comércio. Analistas consultados pela Dow Jones tinham previsto uma queda bem menor, de 2,9%.

Juros
Os dados negativos, entretanto, dão suporte à análise de que o BCE será obrigado a agir na sua próxima reunião. Essa hipótese ganhou força há uma semana, quando o presidente do banco central da Alemanha, Jens Weidmann, surpreendeu parte do mercado ao dizer que a economia europeia vai levar cerca de uma década para superar completamente a atual crise. Considerada realista, a avaliação foi seguida pela afirmação de que o BCE pode voltar a cortar os juros se os dados econômicos mostrarem que o movimento é necessário.

Política monetária
Ontem, o vice-presidente do BCE, Vitor Constâncio, afirmou que a política monetária pode ser ajustada para refletir as quedas nas taxas de inflação. "Estamos observando 360 graus para ver o que podemos fazer e continuamos prontos para agir se as condições econômicas se deteriorarem", comentou. "A política monetária é acomodatícia e, como dissemos, vai continuar a ser acomodatícia para responder às condições presentes, nas quais a inflação está caindo significativamente", acrescentou.

Itália
Enquanto isso, a situação na Itália parece estar se encaminhando para uma resolução do impasse político. Ontem o presidente do país, Giorgio Napolitano, deu ao ex-ministro de Assuntos Europeus Enrico Letta o poder para tentar formar um governo. Em pronunciamento no palácio presidencial, Letta disse que vai conversar hoje com os principais partidos políticos da Itália e trabalhar para obter amplo apoio do Parlamento a um eventual novo gabinete. Se obtiver adesão suficiente, Letta disse que vai aceitar formalmente o cargo de primeiro-ministro e começar a nomear o ministério.

Bolsas
Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt ganhou 1,32%, fechando a 7.759,03 pontos. O Deutsche Post teve valorização de 4,49%, resultado de uma elevação na recomendação dada pelo JPMorgan. Entre outros destaques de alta aparecem SAP, com ganho de 3,10%, e ThyssenKrupp, que avançou 2,90%.

Paris
Na Bolsa de Paris o índice CAC-40 avançou 1,58% e fechou a 3.842,94 pontos. A seguradora AXA teve alta de 3,30%, após anunciar a compra de uma fatia de 50% na Tian Ping Auto Insurance Company. A France Telecom ganhou 2,73%, depois de manter suas projeções para o atual ano fiscal. Já o grupo hoteleiro Accor perdeu 1,91%, após o conselho administrativo demitir o executivo-chefe, na noite de terça-feira.

Londres
Em Londres, o índice FTSE teve alta de 0,40%, encerrando a sessão a 6.431,76 pontos. A Standard Life saltou 8,00%, depois de divulgar resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre. O Lloyds Banking Group avançou 1,70%, ao anunciar o colapso das negociações para vender 630 agências para o Co-operative Group.

Madri
O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, subiu 0,44%, para 16.563,43 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 avançou 1,21%, a 8.389,30 pontos. Na Bolsa de Lisboa o índice PSI-20 ganhou 1,74%, a 6.132,36 pontos.

Ásia
Os mercados acionários da Ásia fecharam em alta ontem, com destaque para a Bolsa de Sydney, que obteve o maior ganho em cinco semana. Além disso, os outros pregões da região foram puxados para cima pelos resultados positivos de Wall Street na terça-feira.

(Agência Estado)

mockup