Desceu
Juros

Subiu
Cosan

Ativos de risco
Os fracos indicadores divulgados ao redor do globo, entre eles números da China, acabaram tendo efeito contrário sobre os ativos de risco. As ações subiram em todo o mundo em meio à percepção de que talvez as economias tenham que adotar medidas para estimular a atividade, entre elas, uma possível redução de juros pelo Banco Central Europeu. A Bovespa seguiu o comportamento e fechou em alta, puxada por Vale e Petrobras.

Giro
A Bolsa doméstica terminou o pregão com alta de 1,08%, aos 54.884,75 pontos. Na mínima, registrou 54.165 pontos (-0,24%) e, na máxima, 55.282 pontos (+1,81%). No mês, acumula perda de 2,60% e, no ano, de 9,95%. O giro financeiro totalizou R$ 10,190 bilhões.

PMI
O clima positivo no exterior surgiu depois que os índices de gerentes de compras (PMI) decepcionaram, entre eles o da China, que recuou para 50,5 na leitura preliminar de abril, de 51,6 em março. Ao invés de gerar mau humor nos mercados, como costuma acontecer, houve a percepção de que os números frágeis podem levar os governos a adotarem medidas de estímulo, entre elas a redução dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) já na sua próxima reunião, em 2 de maio.

Bolsas
As bolsas norte-americanas superaram 1% de ganhos. O Dow Jones fechou com avanço de 1,05%, aos 14.719,46 pontos, o S&P teve alta de 1,04%, aos 1.578,78 pontos, e o Nasdaq terminou com elevação de 1,11%, aos 3.269,33 pontos.

Londres
As bolsas de valores europeias fecharam em forte alta ontem, impulsionadas por um leilão bem-sucedido da Espanha, por balanços positivos e pelas expectativas de que as autoridades da região deixarão de lado a austeridade e se aproximarão mais de políticas que estimulam o crescimento econômico.

Alta
No Brasil, Petrobras, Vale e OGX se encaminhavam para repetir o comportamento do pregão da véspera, quando, ao lado do exterior, puxaram o índice Bovespa para cima. Mas OGX, que subia, acabou virando para baixo com notícias sobre a falta de interesse da russa Lukoil em seus ativos.

Etanol
OGX, chegou a ter expansão de 7,45%, recuou 4,35%, a segunda maior do Ibovespa. Petrobras diminuiu o ímpeto de elevação e avançou 2,56% na ON e 2,18% na PN. Os papéis foram puxados pela expectativa positiva com relação ao balanço trimestral, a ser conhecido na sexta-feira, e também com as medidas de estímulo anunciadas pelo governo para os setores de etanol e químico.

Destaque
Por causa dessas medidas, Braskem PNA subiu 8,30% e liderou as altas do Ibovespa ontem. Cosan ON teve valorização de 3,20%.

Mineração
Vale ON avançou 2,58% e PNA, 2,21%. Na tarde de ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que a proposta do governo para o novo código da mineração deve ser conhecida na primeira quinzena do mês de maio. Segundo ele, o texto será enviado ao Congresso Nacional por meio de medida provisória.

Alerta
O sinal de alerta foi acionado no mercado, ontem, quando o dólar atingiu a máxima de R$ 2,0280 (+0,40%), a mesma cotação que fez com que o Banco Central atuasse com leilão de swap cambial no dia 27 de março. Desta vez, no entanto, não houve intervenção do BC e o dólar desacelerou a valorização para fechar em alta de 0,15%, a R$ 2,0230.

Câmbio
Na mínima, o dólar no balcão chegou a R$ 2,0140 (-0,30%). Perto das 17 horas, o giro financeiro na clearing da BM&F era de US$ 1,865 bilhão, sendo US$ 1,562 bilhão com liquidação em dois dias úteis (D+2).

Futuro
No mercado futuro, o dólar para maio de 2013 tinha desacelerado e subia 0,07%, a R$ 2,025. O dólar pronto na BM&F fechou em alta de 0,42%, a R$ 2,0264, na máxima.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (126.735 contratos) marcava 7,39%, de 7,40% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (609.795 contratos) apontava máxima de 7,81%, de 7,82% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (263.890 contratos) indicava 8,25%, de 8,29% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (216.505 contratos) marcava 8,87%, ante 8,89% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (19.085 contratos) estava na máxima de 9,50%, ante 9,51% no ajuste.

(Agência Estado)

mockup