Subiu
Dólar

Desceu
Juros


Sinal positivo
A indefinição que marcou a primeira parte do pregão foi trocada pela firmeza do Ibovespa em alta à tarde, apesar de os ganhos não serem muito pronunciados. Petrobras e Vale foram ações-chave na sessão, ao comandarem a condução do índice, tanto em baixa quanto em alta. OGX ontem contribuiu positivamente, ao disparar 18%. Todo o ganho, no entanto, só foi possível pelo sinal positivo das bolsas europeias e depois que Wall Street deixou em segundo plano a repercussão dos indicadores fracos divulgados mais cedo.

Giro
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 0,68%, aos 54.297,73 pontos. Na mínima, registrou 53.420 pontos (-0,94%) e, na máxima, 54.298 pontos (+0,68%). No mês, acumula perda de 3,65% e, no ano, de 10,92%. O giro financeiro totalizou R$ 6,246 bilhões.

EUA
As bolsas norte-americanas fecharam em alta, depois de titubearem com indicadores mais cedo. Dow Jones avançou 0,14%, aos 14.567,17 pontos, S&P subiu 0,47%, aos 1.562,50 pontos, e Nasdaq teve valorização de 0,86%, aos 3.233,55 pontos.

Federal Reserve
Saíram o índice de atividade nacional do Federal Reserve de Chicago, que recuou de 0,76 em fevereiro para -0,23 em março, e as vendas de moradias usadas nos EUA, que tiveram queda inesperada de 0,6% em março ante fevereiro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 4,92 milhões. Analistas projetavam uma alta de 0,8%.

Firmeza
Aqui, Petrobras e Vale operaram firmes, a primeira ainda estimulada por uma leitura recente do mercado de que os papéis estão baratos e de que compensa retomar posições na estatal. As ações ON avançaram 2,51% e as PN, 1,57%. Vale subiu menos, 1,43% na ON e 1,73% na PNA.

OGX
O grande destaque foi OGX, que disparou 18,38% em meio a notícias sobre uma possível venda de participação para uma empresa russa. A OGX estaria tentando atrair a Kukoil, quarta maior petroleira privada do mundo, como sócia e ceder participação de 40% no capital total. "A empresa estaria nas mãos de profissionais", comentou um operador.

Bancos
No setor financeiro, Bradesco, apesar de ter registrado um lucro em linha com as expectativas, acabou fechando estável, após operar em queda à tarde. A instituição anunciou lucro líquido contábil de R$ 2,919 bilhões, cifra 4,5% maior que a de janeiro a março de 2012, de R$ 2,793 bilhões. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, foi obtida leve expansão de 0,9%. Itaú Unibanco PN caiu 0,33%, Santander Unit, -0,62%, e BB ON, -0,15%.

Câmbio
O dólar à vista no balcão fechou em alta ante o real, influenciado pelo ambiente mais cauteloso no exterior. Diante de um quadro persistente de fluxo de saída de recursos do País, o resultado da balança comercial, que voltou a ficar negativo na terceira semana de abril, ajudou a manter o fôlego da moeda norte-americana.

Otimismo
No exterior, os mercados mostraram otimismo bem moderado após indicadores fracos sobre a economia dos Estados Unidos e o balanço trimestral pior do que o esperado da Caterpillar.

Alta
No mercado à vista, o dólar ante o real fechou em alta de 0,50%, a R$ 2,0200, tendo oscilado entre uma mínima de R$ 2,011 (+0,05%) e uma máxima de R$ 2,021 (+0,55%). No mercado futuro, o dólar para maio subia 0,42%, a R$ 2,022. A mínima foi de R$ 2,0115 (-0,12%) e a máxima, de R$ 2,0240 (+0,50%). O dólar pronto na BM&F teve alta de 0,43%, a R$ 2,018, na máxima.

Ptax
A taxa Ptax de ontem fechou em R$ 2,0154, com alta de 0,32% em relação ao fechamento de sexta-feira (R$ 2,0089). A taxa Ptax diária é resultado de quatro coletas feitas no decorrer da primeira metade dos negócios que, ontem, foram de R$ 2,0129 (10h11), R$ 2,0174 (11h14), R$ 2,0174 (12h11) e R$ 2,0139 (13h13).

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (302.215 contratos) marcava 7,40%, de 7,41% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (273.700 contratos) apontava 7,82%, de 7,87% na sexta-feira. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (301.075 contratos) indicava 8,29%, de 8,35% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (89.075 contratos) marcava 8,89%, ante 8,96%, e o DI para janeiro de 2021 (7.245 contratos) estava em 9,51%, ante 9,56% no ajuste.

(Agência Estado)

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