Subiu
Ibovespa

Desceu
Bolda de Tóquio


Terreno positivo
A Bovespa acompanhou o sinal negativo do exterior no começo do pregão, mas logo depois passou a subir e não abandonou mais o terreno positivo. A alta de Petrobras foi determinante para o desempenho do pregão, mas siderúrgicas ajudaram. Vale, no entanto, oscilou e operou predominantemente em queda. Bancos também caíram.

Valorização
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 0,54%, aos 53.165,91 pontos. Na mínima, registrou 52.392 pontos (-0,93%) e, na máxima, 53.474 pontos (+1,12%). No mês, acumula perda de 5,65% e, no ano, de 12,77%. O giro financeiro totalizou R$ 6,873 bilhões.

Recuperação
As ações da Petrobras chegaram a trabalhar no vermelho, mas conseguiram se recuperar e operaram em grande parte do dia com elevação acima de 3%. Um profissional comentou que o papel ficou mais leve após o exercício de Ibovespa futuro, ontem. Luis Gustavo Pereira, da Futura corretora, comentou ainda que, gradualmente, o mercado vem melhorando o humor com relação às ações da estatal, que se encontram com preços bastante atrativos. Petrobras ON fechou em alta de 4,14% e PN, de 3,79%.

Contribuição
OGX, ontem, também deu seu naco de contribuição, ao operar entre estabilidade e alta durante quase toda a sessão. Fechou com ganho de 0,80%, a R$ 1,26. O destaque dentre as empresas do grupo foi MMX, que subiu 1,66%, após ter concluído, junto ao BNDES, a última etapa do processo de contratação da suplementação do financiamento de longo prazo para o Superporto Sudeste, no valor de R$ 935 milhões.

Sem sustentação
Vale chegou a operar em alta, mas não sustentou. Caiu, repercutindo o relatório de produção, divulgado quarta. Um profissional comentou que na quarta o mercado já vinha antecipando nos preços dados mais fracos, mas um movimento técnico fez as ações fecharem com alta, na contramão do mercado. "Hoje (ontem), ela devolveu", explicou. Vale ON caiu 1,73% e PNA, 1,74%. No setor siderúrgico, Gerdau PN subiu 4,08%, Metalúrgica Gerdau PN avançou 3,31%, Usiminas PNA, 1,67%, e CSN ON, 1,56%.

Estopim
O setor financeiro operou o dia todo em baixa. Pereira, da Futura, comentou que o mercado precificava uma alta mais forte da taxa Selic no encontro de quarta do Copom e isso pode ter sido usado como estopim para um movimento de realização de lucros no setor. Bradesco PN, -1,90%, Itaú Unibanco PN, -3,43%, BB ON, -2,79%, e Santander unit, -0,07%.

Câmbio
Além do pessimismo no cenário externo, o dólar subiu ante o real ontem com o ajuste de posições de investidores que esperavam uma alta maior da Selic e terminou a R$ 2,018 (+0,90%), a maior cotação desde 3 de abril (R$ 2,024).

À vista
No mercado à vista, a mínima foi de R$ 2,0090 (+0,45%) e a máxima, de R$ 2,020 (+1,00%). Perto das 17 horas, o giro financeiro no mercado à vista era de US$ 2,086 bilhões, sendo US$ 1,796 bilhão com liquidação em dois dias úteis (D+2). O dólar para maio de 2013 tinha alta de 0,72%, a R$ 2,020, após oscilar de R$ 2,0115 (+0,29%) a R$ 2,0265 (+1,05%). O dólar pronto na BM&F encerrou em alta de 1,00%, a R$ 2,0215, na máxima. O euro subia a US$ 1,3055, de US$ 1,3033 no fim da tarde de ontem.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (1.462.735 contratos) marcava 7,39%, de 7,63% no ajuste anterior e mínima intraday de 7,38%. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (1.968.815 contratos) apontava 7,84%, de 8,23% da quarta-feira e mínima de 7,82%. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (790.195 contratos) indicava 8,30%, de 8,63% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (334.920 contratos) marcava mínima de 9,00%, ante 9,18% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (67.345 contratos) estava em 9,60%, ante 9,65% no ajuste.

Tóquio
Ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda nesta quinta-feira, uma vez que o nervosismo sobre os resultados de empresas norte-americanas e a instabilidade do dólar beneficiaram as ondas de vendas. Com isso, exportadores de tecnologia, como a Kyocera e a Toshiba, recuaram na sessão e pesaram sobre o pregão. O índice Nikkei caiu pela quarta vez nas últimas cinco sessões, perdendo 1,2%, para 13.220,07 pontos.

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