Subiu
Bolsa de Sydney

Desceu
Bolsa de Frankfurt


Europa
As bolsas europeias fecharam com fortes quedas ontem, recuando pela quarta sessão consecutiva. O aumento do desemprego no Reino Unido e a forte queda nas vendas de automóveis na Europa pressionaram os índices, que ainda reagem à piora das previsões para a região anunciadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Além disso, comentários do presidente do Banco Central alemão (Bundesbank), Jens Weidmann, de que a recuperação da zona do euro ainda deve demorar, acentuaram a queda das bolsas no fim da manhã. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 1,54%, aos 283,73 pontos.

Veículos
A Associação de Montadoras Europeias anunciou ontem que as vendas na região despencaram 10,2% em março na comparação com igual mês do ano passado. E esse recuo do mercado não é responsabilidade dos países periféricos. No mês, a Alemanha liderou a queda das vendas: o mercado alemão encolheu 17,1% na comparação anual. Outra grande economia da zona do euro, a França, amargou queda de 16,2%. Entre os demais países, Espanha registrou recuo de 13,9% e a Itália teve queda de 4,9%.

Liquidez
Além disso, foi divulgada ontem a ata da reunião do início do mês do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). O documento mostra que o comitê permaneceu dividido e três votos foram a favor do aumento do programa de injeção de liquidez na economia em 25 bilhões de libras. Entre os que apoiam o aumento da compra de ativos no mercado para tentar ajudar no crescimento da atividade, está o presidente do BC inglês, Mervyn King. Todos os nove votos do Comitê optaram por manter o juro britânico no piso histórico de 0,5% ao ano.

Austeridade
Também do Reino Unido, vieram dados que desagradaram os investidores. Em um duplo golpe para os planos do governo do país de manter as duras medidas de austeridade, os dados mostraram que o emprego diminuiu no país pela primeira vez em mais de um ano e que o crescimento dos ganhos médios foi o menor já registrado.

Recessão
Antes disso, as bolsas já operavam em queda, ainda repercutindo a previsão do FMI de que a Europa não sairá da recessão em 2013. Pelas novas estimativas da instituição, a economia da zona do euro deve ter contração do Produto Interno Bruto de 0,3% neste ano. Antes, o FMI previa queda de 0,1%.

Crise
No fim da manhã, as quedas se acentuaram após o presidente do BC alemão afirmar que a crise de dívida da Europa vai levar cerca de uma década para ser superada, rejeitando a visão mostrada recentemente por alguns líderes europeus de que o pior já passou.

Frankfurt
Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt caiu 2,34% e fechou a 7.503,03 pontos. Segundo traders, o fato de o índice ter perdido mais que os outros indica maiores quedas no futuro. As ações da Infineon recuaram 4,8% e as da HeidelbergCement tiveram queda de 3,9%.

Londres
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE perdeu 0,96%, encerrando o dia a 6.244,21 pontos. Novamente, as mineradoras lideraram as perdas, pressionadas por preocupações com a economia global. A Tullow Oil teve queda de 8,4% e a Tesco após resultados que desagradaram os investidores.

Paris
Em Paris, o índice CAC-40 recuou 2,35% e fechou a 3.599,23 pontos. As ações dos bancos recuaram, com BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole caindo 4,6%, 3,8% e 3,1%, respectivamente. A EADS contrariou a tendência, subindo 4,9%.

Lisboa
Já a Bolsa de Lisboa caiu 1,77% e fechou a 5.700,96 pontos. A Bolsa de Madri teve queda de 1,83%, a 7.803,00 pontos. E o índice FTSE-Mib da Bolsa de Milão perdeu 0,96% e fechou a sessão a 15.383,76 pontos.

Ásia
Os mercados acionários da Ásia fecharam majoritariamente em alta ontem, com uma certa recuperação de algumas ações relacionadas a recursos naturais após uma melhora nos preços das commodities.

Sydney
O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, subiu 1,1%, para 5.004,60 pontos, com alta em todos os setores, menos nos números gerais de energia e materiais. A BHP Billiton caiu 0,3%, apesar de anunciar que sua produção de ferro subiu 6% nos três meses até março em relação ao mesmo período do ano anterior. A Atlas Iron perdeu 5%, mesmo após a empresa dizer que vendeu um montante recorde de minério de ferro no mesmo período apesar dos efeitos do mau tempo.

(Agência Estado)

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