MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Bovespa
Desceu
Dólar
Em recuperação
Os indicadores positivos divulgados nos EUA ajudaram a Bovespa a devolver parte da queda da véspera. O índice teve alta firme, perto de 2%, mas insuficiente para recuperar o nível de 54 mil pontos. Vale, Petrobras e siderúrgicas, alguns dos papéis mais castigados na segunda-feira também comandaram a recuperação de ontem, dia em que apenas cinco ações do índice recuaram.
Em alta
O Ibovespa terminou o pregão em alta de 1,97%, aos 53.990,83 pontos. Na mínima, registrou 52.953 pontos (+0,01%) e, na máxima, 54.095 pontos (+2,16%). No mês, acumula perda de 4,19% e, no ano, de 11,42%. O giro financeiro totalizou R$ 6,089 bilhões.
Patrocinada
A alta da Bovespa de ontem foi patrocinada pelos dados divulgados nos EUA, que também favoreceram os ganhos das bolsas por lá. O Dow Jones terminou com variação positiva de 1,08%, aos 14.756,78 pontos, o S&P subiu 1,43%, aos 1.574,57 pontos, e o Nasdaq avançou 1,50%, aos 3.264.63 pontos.
Construção
Os destaques foram as construções de moradias iniciadas, que subiram 7% em março ante o mês anterior, para o maior nível desde junho de 2008, e ante previsão de acréscimo de apenas 1,7%. Além disso, o resultado de fevereiro foi revisado para aumento de 7,3%, de um ganho estimado em 0,8% na leitura original. A produção industrial norte-americana, por sua vez, apresentou alta de 0,4% em março ante fevereiro, maior do que o aumento de 0,2% esperado por analistas.
Sustentação
Aqui, Petrobras e Vale deram sustentação ao Ibovespa: Petrobras ON, +1,92%, PN, +2,73%, Vale ON, +2,28%, PNA, +2,76%. OGX ON subiu 3,70%. As siderúrgicas acompanharam: Gerdau PN, +4,01%, Metalúrgica Gerdau PN, +3,14%, Usiminas PNA, +2,04%, e Usiminas ON, +4,25%. CSN ON foi exceção. Caiu em boa parte do dia e fechou em -1,92%. Gafisa ON liderou as quedas do Ibovespa, ao cair 4,95%, após divulgar prévia operacional do primeiro trimestre de 2013.
Câmbio
O dólar à vista no balcão fechou em queda de 0,05%, a R$ 1,9940. A mínima foi de R$ 1,9830 (-0,05%) e a máxima, de R$ 2 (+0,25%). Perto das 17 horas, o giro financeiro à vista era de US$ 2,669 bilhões, sendo US$ 2,409 bilhões com liquidação em dois dias (D+2). No mesmo horário, no mercado futuro, o dólar para maio de 2013 caía 0,52%, a R$ 1,9955. A moeda oscilou de R$ 1,9875 (-0,92%) e R$ 2,006 (estável).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (1.221.330 contratos) marcava 7,63%, de 7,60% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (572.920 contratos) apontava máxima de 8,23%, de 8,21% de segunda-feira. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (499.845 contratos) indicava 8,66%, de 8,70% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (156.270 contratos) marcava 9,25%, ante 9,27% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (5.485 contratos) estava em 9,70%, ante 9,71% no ajuste. A curva de juros precifica alta de cerca de 44 pontos para a Selic hoje.
Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, uma vez que os fracos preços das commodities, as explosões em Boston e o dólar enfraquecido prejudicaram exportadores como a Toyota Motor. Além disso, uma onda de vendas nos papéis do Softbank pesaram sobre o sentimento do investidor. O índice Nikkei registrou uma queda de 0,4%, aos 13.221,44 pontos, após um recuo de 1,6% no pregão anterior.
Ações
Os níveis de participação se mantiveram fortes, totalizando 4,36 bilhões de ações e superando a marca de 4 bilhões de ações pela nona sessão seguida. O valor total passou de 3,4 trilhões de ienes. Desde a abertura, a ações já mostravam uma ampla e nítida queda após o forte recuo nos preços do ouro e de outras commodities na segunda-feira - em grande parte pressionados por preocupações sobre o crescimento da China. Além disso, as notícias de explosões em Boston também pesaram sobre o mercado. O dólar caiu ante o iene abaixo dos níveis de segunda-feira logo no início da sessão.
(Agência Estado)





