MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Ibovespa
Onda de venda
Os dados fracos do PIB do primeiro trimestre da China e da produção industrial de março do País fizeram com que uma onda de venda de ações varresse o globo. As bolsas europeias fecharam em baixa e também as norte-americanas, pressionadas ainda por um dado ruim de atividade industrial. Também pressionaram as bolsas à tarde explosões em Boston, onde acontecia sua tradicional maratona. Nesse cenário, a Bovespa renovou as mínimas e acabou fechando com perdas superiores a 3%, no pior nível desde julho do ano passado.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a segunda-feira na mínima pontuação do dia, com perda de 3,66%, aos 52.949,93 pontos, menor nível desde 25 de julho do ano passado, quando terminou em 52.607,54 pontos. Na máxima, registrou 54.952 pontos (-0,02%). No mês, acumula perda de 6,04% e, no ano, 13,13%. O giro financeiro totalizou R$ 9,957 bilhões, dos quais R$ 2,48 bilhões referente ao vencimento de opções sobre ações.
Bombas
"Não faltava nada para acontecer hoje (ontem)", comentou um profissional no meio da tarde após as notícias de bombas que explodiram depois do término da Maratona de Boston. O mercado - e o público - ainda não tinha maiores informações sobre o incidente e, na dúvida, resolveu vender ativos, temeroso de um atentado terrorista.
PIB chinês
O estopim das vendas, no entanto, foi o PIB chinês, que cresceu 7,7% de janeiro a março ante igual período do ano passado, abaixo da previsão de alta de 8%. A produção industrial aumentou 8,9% em março, também aquém das expectativas. Nos EUA, decepcionou principalmente o índice de atividade industrial Empire State, calculado pelo Federal Reserve de Nova York, que ficou em 3,05 em abril, abaixo dos 9,2 de março e da previsão de 7,5 dos economistas.
EUA
O Dow Jones perdeu 1,79%, aos 14.599,20 pontos. O S&P recuou 2,30% aos 1.552.36 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,38%, aos 3.216,49 pontos.
Vale
Aqui, Vale foi uma das principais baixas, recuando com a queda das commodities metálicas em função do desempenho chinês. As ações ON da brasileira caíram 6,13% e as PNA, 6,47%. No setor siderúrgico, Usiminas PNA desabou 6,28% e ON, 6,17%. Gerdau PN, -3,86%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,99%, e CSN ON, -4,28%.
Petrobras
Petrobras ON fechou com retração de 4,63% e PN, de 4,06%. No mesmo setor, OGX, perdeu 12,90%, renovando seu preço mínimo histórico, ontem de R$ 1,35.
Câmbio
O dólar à vista fechou em alta de 1,27%, a R$ 1,9950, na máxima do dia. A mínima foi de R$ 1,9730 (+0,15%). Perto das 17 horas, o giro financeiro à vista era de US$ 2,393 bilhões, sendo US$ 2,100 bilhões com liquidação em dois dias (D+2). No mercado futuro, perto das 17 horas, o dólar para maio de 2013 subia 1,37%, a R$ 2,002, depois de oscilar entre R$ 1,9770 (+0,10%) e R$ 2,004 (+1,46%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (872.210 contratos) marcava 7,60%, de 7,52% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (506.465 contratos) apontava 8,21%, de 8,17% na sexta-feira. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (416.855 contratos) indicava 8,70%, de 8,67% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (152.400 contratos) marcava 9,27%, ante 9,26%, e o DI para janeiro de 2021 (15.730 contratos) estava em 9,71%, ante 9,73% no ajuste.
Europa
As bolsas europeias fecharam em queda ontem, pressionadas pelo crescimento abaixo do esperado da China no primeiro trimestre e pela queda nos preços das commodities provocada pelo dado chinês. As ações das mineradoras tiveram o pior desempenho e também prejudicaram as bolsas, assim como dados ruins dos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 0,67%, aos 290,43 pontos, após ter recuado quase 1% na sexta-feira.
Positivo
O dado positivo do dia, mas que foi ignorado pelos mercados, veio da zona do euro. A região teve superávit comercial de 10,4 bilhões de euros (US$13,6 bilhões) em fevereiro, o maior superávit para o mês desde 2004. No ano passado o superávit em fevereiro havia sido de 1,3 bilhão de euros. O resultado positivo, porém, foi gerado por uma forte redução na demanda dos consumidores.
(Agência Estado)





