MERCADO FINANCEIRO
Desceu
IBOVESPA
Subiu
DOW JONES
Recuperação
A Bovespa acompanhou o sinal negativo das bolsas internacionais apenas na primeira metade do pregão. À tarde, diante de preços considerados atrativos pelos investidores, o Ibovespa engatou uma recuperação que foi renovando as máximas até o finalzinho do pregão. OGX, em queda livre, conteve o desempenho da Bolsa.
Alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,74%, aos 55.050,60 pontos. Na mínima, registrou 53.794 pontos (-1,56%) e, na máxima, 55.227 pontos (+1,06%). No mês, que coincide com a semana, acumula perda de 2,31% e, no ano, de 9,68%. O giro financeiro totalizou R$ 7,669 bilhões.
Repique
Para profissionais, o mercado teve ontem um repique, compra de oportunidade, já que os preços estavam bastante atrativos. A recuperação, por exemplo, foi vista nas ações da Petrobras, que saíram de queda pela manhã para alta de 0,25% na ON e de 0,45% na PN no fechamento. Vale estava melhor e apenas aperfeiçoou a alta, com 1,08% na ON e 0,74% na PNA. Siderúrgicas seguiram a mesma trilha: Gerdau PN, +2,50%, Metalúrgica Gerdau PN, +3%, Usiminas PNA, +0,91. CSN ON, exceção, caiu 2,20%.
Mau Humor
O que azedou o humor das bolsas globais ontem foi o desempenho do mercado de trabalho nos EUA. O relatório indicou a criação de 88 mil vagas em março, número bastante inferior ao total de 200 mil postos esperado. A taxa de desemprego, no entanto, veio melhor do que o previsto, ao recuar para 7,6% ante a estimada estabilidade em 7,7%. Trata-se do menor nível desde dezembro de 2008.
Federal Reserve
Os números azedaram os mercados internacionais e, embora os índices norte-americanos tenham fechado longe das mínimas, a percepção que cresceu no mercado ontem é de que o fraco relatório de emprego suspende temporariamente as discussões sobre possíveis mudanças na política monetária do Federal Reserve.
EUA
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,28%, aos 14.565,25 pontos. O S&P recuou 0,43%, aos 1.553,28 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 0,65%, aos 3.203,86 pontos. As Bolsas europeias também caíram, na sua maioria, nesta sexta-feira.
OGX
Aqui, o grande destaque de baixa foi OGX. Com a credibilidade para lá de arranhada, a empresa de petróleo de Eike Batista dia a dia perde uma parte de seu valor. Na mínima do dia, ontem, caíram 17,17%, a R$ 1,64, mas fecharam um pouco melhores: -13,64%, a R$ 1,71.
Câmbio
O dólar voltou a ficar abaixo de R$ 2,00 ontem, pressionado pelos sinais de fraqueza da economia dos Estados Unidos trazidos pelo indicador de criação de emprego, o payroll. A notícia enfraqueceu a moeda norte-americana em relação à maior parte das divisas, com exceção do iene, que segue em trajetória de franca desvalorização após o Banco do Japão resolver adotar ontem um programa ainda mais agressivo de política monetária.
Dólar
O dólar à vista no balcão fechou em queda de 1,34%, a R$ 1,9880. A mínima foi de R$ 1,9870 (-1,39%) e a máxima, de R$ 2,0150 (estável), atingida logo após a abertura. Às 16h30, o giro financeiro total à vista somava US$ 2,509 bilhões, sendo US$ 2,260 bilhões para liquidação em dois dias úteis (D+2).
Futuro
No mesmo horário, o dólar futuro para maio de 2013 caía 1,36%, a R$ 1,995. A mínima foi de R$ 1,9935 (-1,43%) e a máxima, de R$ 2,0265 (+0,20%) no começo da sessão. O dólar pronto na BM&F fecha na mínima, a R$ 1,9883 (-1,30%).
Ptax
A taxa Ptax de ontem ficou em R$ 2,0035, com queda de 0,82%em relação ao fechamento de ontem (R$ 2,0201). A taxa Ptax é resultado de quatro coletas feitas no decorrer da primeira metade dos negócios que, hoje, foram de R$ 2,0145 (10h04), R$ 2,0095 (11h09), R$ 1,9968 (12h05) e R$ 1,9930 (13h09).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (227.080 contratos) marcava 7,19%, de 7,22% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (398.255 contratos) apontava 7,76%, de 7,85% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (366.670 contratos) indicava mínima de 8,40%, de 8,53% na véspera. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (300.630 contratos) marcava 9,10%, ante 9,26% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (53.855 contratos) estava em 9,61%, ante 9,82% no ajuste.
(Agência Estado)





