Desceu
Ibovespa

Subiu
Dow Jones

Contramão
A fraca produção industrial de fevereiro pressionou o mercado acionário brasileiro e a Bovespa, mais uma vez, fechou na contramão do mercado externo. O principal índice à vista aprofundou as perdas após o encerramento dos negócios em Wall Street e cai abaixo dos 55 mil pontos. O sinal vermelho se espalhou por todo o mercado, com poucas ações em alta, e se intensificou após o fechamento de Wall Street.

Giro
O Ibovespa terminou com perda de 1,81%, aos 54.889,10 pontos. Na mínima, registrou 54.809 pontos (-1,96%) e, na máxima, avançou 0,64%, aos 56.257 pontos. No mês, acumula perda de 2,60% e, no ano, de 9,95%. O giro financeiro totalizou R$ 6,433 bilhões.

Indústria
A produção industrial, medida pelo IBGE, caiu 2,5% em fevereiro ante janeiro, resultado próximo do piso das projeções dos analistas do mercado, de quedas entre 0,70% e 2,70%. Na comparação com fevereiro de 2012, a atividade da indústria caiu 3,2%.

Ruim
"A produção industrial foi ruim. E os investidores, que vêm esperando por indicadores melhores, acabaram ficando ainda mais desanimados. Daí o comportamento contrário da Bovespa em relação ao exterior", comentou Hersz Ferman, da Yield Capital.

Incógnitas
Para Rodolfo Amstalden, analista da Empiricus Research/Investmania, há muitas incógnitas que impedem a valorização da Bolsa e a produção industrial é uma delas. "Os dados podem ter desanimado muitos investidores, que depois de esperarem uma melhora todo o primeiro trimestre, agora estão vendendo", avaliou.

Retração
Esse movimento de retração acabou ofuscando o noticiário positivo de papéis como Petrobras, que anunciou produção recorde e até chegou a operar em alta depois disso. Mas as vendas prevaleceram e as ações recuaram 2,53% na ON e 1,88% na PN.

Vale
Vale teve mais um dia de retração, ainda pesada com a expectativa em relação às novas regras de royalties para a mineração. Além disso, os metais fecharam em baixa. Vale ON caiu 2,18% e PNA, 1,76%.

Nova York
As bolsas de Nova York fecharam em alta ontem, com o Dow Jones e o S&P 500 superando suas máximas históricas, registradas pela última vez na quinta-feira da semana passada. O otimismo se deu com o crescimento das encomendas de bens manufaturados à indústria norte-americana, o que sinaliza a continuação da recuperação econômica do país. Os índices norte-americanos também receberam suporte do relaxamento dos termos do pacote de resgate internacional ao Chipre e do otimismo do mercado acionário europeu.

Dow Jones
O índice Dow Jones ganhou 89,16 pontos (0,61%) e fechou a 14.662,01 pontos - um novo recorde. O S&P 500 avançou 8,08 pontos (0,52%) e fechou a 1.570,25 pontos, após chegar perto, durante a sessão, da sua máxima intraday histórica de 1.576,09. E o Nasdaq fechou com alta de 15,69 pontos (0,48%), a 3.254,86 pontos.

Câmbio
O dólar ante o real fechou hoje em alta de 0,10%, a R$ 2,0220 no balcão. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio da BM&F até 16h43 era de US$ 2,092 bilhões, sendo US$ 1,796 para liquidação em dois dias. O dólar pronto negociado na BM&F fechou em R$ 2,0220 com alta de 0,17% e 11 negócios. Além disso, o dólar futuro para maio de 2013 subia 0,07%, a R$ 2,031. Ao longo do dia, o dólar no balcão oscilou entre R$ 2,0150 (-0,25%), na abertura, e R$ 2,0240 (+0,20%), marca alcançada durante a tarde.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (158.570 contratos) marcava máxima de 7,17%, igual ao ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (565.800 contratos) apontava 7,75%, de 7,78% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (309.740 contratos) marcava 8,44%, de 8,49% na véspera. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (150.825 contratos) apontava 9,29%, ante 9,37% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (19.575 contratos) estava em 9,92%, de 10,00% no ajuste.

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