Desceu
Mediobanca

Subiu
Banco da China


Impasse
As bolsas de valores europeias encerraram o pregão de ontem com perdas generalizadas, desta vez mais pressionadas pelo impasse político na Itália do que pelas incertezas criadas pelo acordo de resgate ao Chipre. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com queda de 0,45%, aos 292,44 pontos.

Itália
Embora o Chipre ainda seja fonte de preocupação, a Itália teve influência maior ontem nos negócios após o fracasso do líder da coalizão de centro-esquerda do país, Pier Luigi Bersani, em formar uma aliança de governo. O pedido de apoio feito por Bersani foi rejeitado pelo Movimento Cinco Estrelas, que tem no comando o ex-comediante Beppe Grillo. Como o próprio Berlusconi excluiu a possibilidade de formar uma grande coalizão com o grupo de centro-direita liderado pelo ex-premiê Silvio Berlusconi, não lhe restam opções.

Leilão de bônus
O revés acabou afetando o leilão de bônus realizado logo cedo na Itália, que vendeu menos que o máximo pretendido e pagou o custo mais alto desde outubro por um dos papéis oferecidos. Além disso, o yield (retorno ao investidor) dos bônus italianos de dez anos subiu no mercado secundário e as ações de bancos italianos despencaram, levando o índice FTSE Mib a recuar 0,92% na Bolsa de Milão, para 15.353,85 pontos. No setor financeiro, os destaques negativos foram Banca Monte dei Paschi di Siena (-4,3%), Banca Popolare dell'Emilia Romagna (-4,2%) e Mediobanca (-3,6%).

Queda
No entanto, quase todos os outros mercados tiveram um desempenho ainda pior do que o de Milão. Em Lisboa, o índice PSI 20 registrou a maior queda, de 1,84%, para 5.823,06 pontos. Na Alemanha, o índice DAX, que reúne as ações mais negociadas em Frankfurt, recuou 1,15%, para 7.789,09 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 perdeu 1,13%, para 7.900,40 pontos. O índice CAC 40, de Paris, caiu 0,99%, para 3.711,64 pontos.

Londres
A bolsa inglesa teve a melhor performance relativa, com um pequeno declínio de 0,18% do índice FTSE 100 em Londres, para 6.387,56 pontos, principalmente num dia em que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) revelou que o setor bancário britânico tem déficit de capital estimado em 25 bilhões de libras.

Zona do euro
Também pesou ontem nas transações europeias o índice de sentimento econômico da zona do euro, que caiu para 90,0 em março, de 91,1 em fevereiro, na primeira queda desde outubro do ano passado.

Ásia
Os mercados de ações asiáticos fecharam em terreno positivo ontem, depois de uma forte alta em Wall Street. Além disso, as ações em Xangai e Hong Kong avançaram com a progressão da temporada de resultados corporativos da China.

Hong Kong
O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, subiu 0,7%, para 22.464,82 pontos, e o índice Xangai Composto ganhou 0,2%, a 2.301,26 pontos, após os investidores analisarem os recentes ganhos de algumas das maiores empresas da China. O índice Shenzhen Composto avançou 0,2%, para 955,24 pontos.

China
Em foco na China estavam os bancos do continente, com o Banco Agrícola da China e o Banco da China avançaram 0,5% e 2%, respectivamente, em Hong Kong, apesar de relatarem uma desaceleração no crescimento do lucro. O Banco da China disse que seu lucro líquido subiu 12% em 2012, resultado maior do que as expectativas dos analistas. O lucro líquido em 2012 do Banco Agrícola da China ficou um pouco abaixo do que as expectativas.

Taipé
As ações na Bolsa de Taipé terminaram em alta, com o índice Taiwan Weighted avançando 0,5%, para 7.894,12 pontos. A HTC subiu 0,8%, a AU Optronics ganhou 1,9% e a TSMC fechou em alta de 1,5%.

Sydney
Além dos sinais positivos da economia dos Estados Unidos, a Bolsa de Sydney foi ajudada pelas ações de mineradoras, levando o índice S&P/ASX 200 a fechar em alta de 0,9%, aos 4.995 pontos. A Fortescue Metals Group ganhou 4,5% depois que a empresa foi elevada para "Outperform" pelo JPMorgan. A BHP Billiton e a Rio Tinto avançaram 0,8% e 0,5%, respectivamente.

Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em alta ontem, uma vez que as expectativas sobre mais medidas de flexibilização monetária do Banco do Japão continuaram a enfraquecer o iene. Com isso, o pregão foi marcado pela ascensão de grandes empresas do setor imobiliário, como a Mitsubishi Estate.

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