MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Vale
Desceu
Bolsa de Tóquio
Alta
A alta das bolsas norte-americanas foi um incentivo ao investidor doméstico recuperar parte da perdas acumulada nos cinco pregões negativos anteriores na Bovespa. O Ibovespa, assim, subiu, com destaque para papéis que divulgaram balanços, como Light e Gol, a recuperação de siderúrgicas e bancos.
Giro
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,45%, aos 55.671,39 pontos. Na mínima, registrou 54.879 pontos (+0,01%) e, na máxima, 55.763 pontos (+1,62%). No mês, acumula perda de 3,05% e, no ano, de 8,66%. O giro financeiro totalizou R$ 6,131 bilhões.
Trégua
A avaliação dos profissionais do mercado é a de que a Bolsa doméstica aproveitou os indicadores positivos nos EUA e a trégua externa para recuperar parte das perdas recentes. "Foi muito mais uma correção de preços do que o cenário externo puxando", avaliou Marcio Cardoso, sócio-diretor da Título Corretora.
EUA
Dos indicadores divulgados nos EUA, destaque para os dados de encomendas de bens duráveis e do setor imobiliário dos EUA, que ajudaram a puxar os índices em Wall Street para cima. O Dow Jones terminou o pregão com ganho de 0,77%, o S&P teve valorização de 0,78% e o Nasdaq subiu 0,53%.
Siderúrgicas
Aqui, Vale e siderúrgicas ontem operaram em alta, essas últimas com alta na casa de 4%. Gerdau PN subiu 4,25%, Metalúrgica Gerdau PN, 4,42%, Usiminas PNA, 4,49%. CSN ON avançou menos, 1,66%. Vale ON terminou com ganho de 0,58% e a PNA, de 1,07%.
Petrobras
Petrobras operou volátil e em boa parte da sessão em baixa. Profissionais citaram que uma das razões foi o relatório da Fitch que manteve a nota de crédito da estatal em BBB, dentro da faixa de grau de investimento, apesar de a estatal ter revelado alta na alavancagem e na dívida durante o ano passado. Para a Fitch, empresa terá necessidade de financiamento acima de US$ 12 bilhões ao ano, previstos no plano de negócios da empresa, para financiar seu plano de negócios e isso acabou pressionando os papéis, comentou um gestor.
Melhora
Após o fechamento de Nova York, no entanto, os papéis voltaram a melhorar e acabaram fechando em +0,06% na ON e em -0,21% na PN.
OGX
OGX, que divulga balanço ontem, teve um pregão extremamente volátil, operando entre a mínima de -2,18% e a máxima de 4,37%. Fechou em alta de 0,44%.
Bancos
O setor financeiro também subiu, estimulado pelos dados de crédito do Banco Central. Bradesco PN, +1,37%, Itaú Unibanco PN, +1,06%, BB ON, +0,79%, e Santander unit, +0,91%.
Câmbio
O dólar ante o real fechou em alta e na cotação máxima do dia, a R$ 2,0170 (+0,20%) no balcão. No mercado futuro, a moeda também ampliou os ganhos. Por volta das 17 horas, o dólar para abril de 2013 renovou a máxima, a R$ 2,0185 (+0,20%).
Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (318.905 contratos negociados) estava em 7,17%, ante 7,15% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2014 (285.150 contratos) marcava 7,79%, ante 7,78% do ajuste, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (132.900 contratos) tinha taxa de 8,52%, ante 8,50% do ajuste. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (133.270 contratos) marcava 9,33%, igual ao ajuste, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 (13.410 contratos) tinha taxa de 9,86%, também igual ao ajuste anterior.
Japão
As ações da Bolsa de Tóquio fecharam em terreno negativo, uma vez que o nervosismo sobre o resgate do Chipre manteve o iene firme contra outras moedas, resultando em uma realização de lucros de exportadores como Tokyo Electron e a Bridgestone. O índice Nikkei caiu 0,6%, para 12.471,62 pontos, após ganho de 1,7% na sessão anterior.
Negócios
O volume de negócios foi robusto, totalizando pouco menos de 3 bilhões de ações e cerca de 2,1 trilhões de ienes em valor.
Itália
O sistema financeiro da Itália tem mostrado uma "notável resiliência" em face da prolongada recessão e da grave crise europeia, mas seus bancos precisam aumentar provisões para empréstimos inadimplentes, que estão crescendo, afirmou ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI).
(Agência Estado)





