MERCADO FINANCEIRO
Desceu
JUROS
Subiu
PETROBRAS
Em baixa
A Bovespa mais uma vez ignorou o comportamento externo e fechou em baixa, no menor patamar desde julho do ano passado. O giro mais fraco trouxe amplitude a vendas de papéis como OGX. Petrobras, por outro lado, subiu, num movimento de troca com os da Vale - a mineradora, no entanto, melhorou no finalzinho -, enquanto siderúrgicas e bancos fecharam em sentidos contrários, os primeiros em baixa.
Giro
O Ibovespa terminou o dia com desvalorização de 0,60%, aos 55.243,40 pontos. Esse é o menor nível desde 26 de julho (54.002,72 pontos). Na mínima, registrou 55.098 pontos (-0,86%) e, na máxima, 55.893 pontos (+0,57%). Na semana, perdeu 2,86%, no mês, acumula baixa de 3,80% e, no ano, de 9,37%. O giro financeiro somou R$ 6,133 bilhões, o segundo mais baixo de março.
Chipre
A Bovespa chegou a abrir em alta e a renovar as máximas pela manhã, estimulada pelo sinal positivo no mercado externo diante da percepção de que poderia sair algum acordo para ajudar o Chipre. Mas as horas foram passando e o noticiário mostrava que nada havia de mais concreto apesar do prazo apertado para que o País resolva seus problemas - o BCE disse que proverá liquidez ao País apenas até segunda-feira, caso nenhum acordo saia.
Ratings
À tarde, a Moody's rebaixou para Caa3, de Caa2, os ratings de depósitos e da dívida sênior não garantida de três bancos de Chipre, o Bank of Cyprus Public Co.Ltd., o Cyprus Popular Bank Public Co. Ltd. e o Hellenic Bank Public Co. Ltd. Esses ratings também foram colocados em revisão para possível novo rebaixamento. Além disso, o governo do Chipre decidiu não submeter o projeto de taxação de depósitos ao Parlamento para votação ontem e pedirá um voto separado hoje, afirmou uma fonte do governo.
As bolsas europeias fecharam sem unidade, umas em alta e outras em queda, mas sem fugir muito da estabilidade. As norte-americanas, por outro lado, subiram, ajudadas por resultados corporativos: +0,63% o Dow Jones, +0,72% o S&P, e +0,70% o Nasdaq. O petróleo também avançou, 1,36%, para US$ 93,71, o contrato para maio negociado na Nymex.
Petrobras
Aqui, Petrobras fechou com ganho, de 0,35% na ação ON e de 0,54% na PN. Vale operou quase o dia todo em baixa, mas melhorou no finalzinho e encerrou em +0,20% na ON e -0,69% na PNA. Nas siderúrgicas, apenas Usiminas teve baixa, de 0,87% na PNA e de 1,28% na ON. Gerdau PN subiu 1,15%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,24%, CSN ON, 1,97%.
Bancos
Os bancos, ao contrário, tiveram um dia no vermelho. Bradesco PN perdeu 0,17%, Itaú Unibanco PN, -1,23%, BB ON, -0,75%, Santander unit, -1,41%.
OGX
OGX abriu em alta, mas virou para baixo e foi aprofundando as perdas até atingir 12% de queda. No final, a queda ficou ligeiramente menor, de 9,20%, a segunda maior do Ibovespa. Outras empresas do grupo também estavam nesta lista: LLX ON caiu 11,11%, na liderança, e MMX ON, 8,30%, na terceira colocação.
Câmbio
O dólar à vista oscilou acima do patamar de R$ 2,00 o dia todo ontem e, por mais um dia, não incomodou o Banco Central. No mercado à vista, o dólar fechou em alta, pela terceira sessão seguida, cotado a R$ 2,0140 (+0,35%) no balcão. Este é o maior valor de fechamento desde 24 de janeiro (a R$ 2,0310). Na semana, o dólar subiu 1,56% ante o real; em março, acumula alta de 1,92. Em 2013, porém, ainda exibe queda de 1,52%. No mercado futuro, às 17h22, o dólar para abril de 2013 caía 0,07%, a R$ 2,0095, após subir até R$ 2,0215 (+0,52%) no começo da tarde. A mínima foi de R$ 2,007 (-0,20%).
Juros
No encerramento da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (186.620 contratos negociados) estava em 7,15%, ante 7,18% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2014 (344.900 contratos) marcava 7,77%, ante 7,84% do ajuste, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (199.715 contratos) tinha taxa de 8,52%, na mínima, ante 8,59% do ajuste. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (122.655 contratos) marcava 9,37%, ante 9,42% do ajuste, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 (13.775 contratos) tinha taxa de 9,91%, ante 9,92% do ajuste anterior.
(Agência Estado)





