MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Ibovespa
Subiu
Vale
Bovespa
A Bovespa acompanhou de perto a queda das bolsas internacionais e voltou a fechar no nível de 55 mil pontos, já registrado no início do mês. Desta vez, no entanto, o índice voltou ao menor patamar desde novembro do ano passado, pressionado por Petrobras, bancos e siderúrgicas. Vale, ao contrário, subiu. Lá fora, Chipre e indicadores de atividade europeus penalizaram as ações ao redor do globo.
Giro
O Ibovespa terminou em baixa de 0,81%, aos 55.576,67 pontos, menor nível desde 16 de novembro do ano passado (55.402,33 pontos). Na mínima, registrou 55.382 pontos (-1,16%) e, na máxima, 56.044 pontos (+0,02%). No mês, acumula baixa de 3,22%, e, no ano, 8,82%. O giro financeiro foi mais fraco e totalizou R$ 6,504 bilhões.
Mau humor
O mercado doméstico acompanhou o mau humor do exterior, diante da indefinição sobre a situação de Chipre. No final da tarde, a S&P rebaixou o rating da ilha de CCC+ para CCC, com perspectiva negativa. Para a agência, é crescente o risco de default pelo país. Também à tarde, o Eurogrupo anunciou que está pronto para discutir o esboço de uma nova proposta com as autoridades cipriotas e pediu que o governo do Chipre apresente tal proposta o mais rápido possível. Pela manhã, o BCE alertou que ofertaria liquidez aos bancos do país apenas até segunda-feira.
Bolsas
Além da situação do país europeu, pressionaram as bolsas para baixo os fracos índices de atividade divulgados na Europa, que neutralizaram os dados positivos conhecidos nos EUA. O PMI norte-americano, no entanto, subiu, ao contrário dos europeus. Mas as bolsas em Wall Street fecharam em baixa, de 0,62% no Dow, de 0,83% no S&P, e de 0,97% no Nasdaq.
EUA
No geral, os indicadores divulgados ontem nos EUA foram positivos, entre eles, o dado regional na Filadélfia e o índice dos indicadores antecedentes.
Petrobras
Aqui, Petrobras ON perdeu 1,74% e PN, 1,70%. Vale, por outro lado, subiu 0,84% na ON e 0,39% na PNA, com profissionais justificando que os papéis podem estar sendo opção de compra em troca de Petrobras. As siderúrgicas também recuaram, com exceção para Usiminas, que ficou estável na PNA. A ON fechou com ligeira queda de 0,09%. Gerdau PN perdeu 0,67%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,70%, CSN ON, -3,18%.
Bancos
O setor financeiro foi um dos destaques negativos da sessão, influenciado pelo mercado externo e tendo como pano de fundo o rebaixamento do BNDES e Caixa pela Moody's. BB ON caiu 0,07%, Bradesco PN, -0,91%, Itaú Unibanco PN, -1,11%, e Santander unit, -0,80%.
Câmbio
O mercado de câmbio doméstico encerrou os negócios à vista há pouco com o dólar acima de R$ 2,00. A moeda ante o real fechou a R$ 2,0070 no balcão, com alta de 0,75% e no maior valor desde 24 de janeiro (a R$ 2,0310). Em 25/1, o dólar encerrou a R$ 2,030, mas não vale em termos de comparação porque a liquidez foi muito baixa nesse dia, devido ao feriado em SP. No mercado futuro, às 16h41, o dólar para abril de 2013 testava a máxima intraday, a R$ 2,0135 (+1,03%).
Dólar
O resultado do dólar à vista representa uma distorção em relação ao desempenho do dólar ante outras moedas correlacionadas a commodities, ressaltou um operador de tesouraria de um banco. Mesmo assim, o Banco Central não interveio com leilão de swap cambial, que tem efeito de venda de dólares no mercado futuro, como foi cogitado por alguns analista no começo da tarde.
Juros
No encerramento da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros (69.075 contratos negociados) com vencimento em julho de 2013 estava em 7,18%, ante 7,19% da máxima de ontem e 7,18% do ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2014 (232.365 contratos) marcava 7,84%, ante 7,85% da máxima e 7,81% do ajuste, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (241.660 contratos) tinha taxa de 8,59%, ante 8,61% da máxima e 8,54% do ajuste. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (154.430 contratos) marcava 9,42%, ante 9,45% na máxima e 9,34% do ajuste, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 (10.505 contratos) tinha taxa de 9,92%, ante 10,00% na máxima e 9,81% do ajuste anterior.
(Agência Estado)





