MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Ibovespa
Subiu
OGX
Chipre
A situação do Chipre ficou o dia todo no radar dos investidores globais e, da mesma forma que levou a Bovespa para as mínimas da sessão, também ajudou na melhora perto do final da tarde. A recuperação veio da notícia de que o Banco Central Europeu deve prover liquidez para o país, numa decisão divulgada após o parlamento rejeitar o imposto sobre os depósitos no país. As bolsas norte-americanas melhoraram, com o Dow pisando no positivo, e a Bovespa aliviou a queda. O tombo de Vale, CSN, juntamente com o recuo de Petrobras impediram o índice de ir além. OGX, ontem, subiu.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com queda de 1,07%, aos 56.361,24 pontos. Na mínima, registrou 56.100 pontos (-1,53%) e, na máxima, 57.038 pontos (+0,11%). No mês, acumula perda de 1,85% e, no ano, de 7,53%. O giro financeiro totalizou R$ 6,949 bilhões.
EUA
As bolsas norte-americanas melhoraram com a notícia de que o BCE vai prover liquidez para o Chipre. A decisão foi tomada após o parlamento do país ter rejeitado o pacote de resgate que inclui o imposto sobre depósitos bancários como condição para a obtenção de 10 bilhões de euros (US$ 12,9 bilhões) em ajuda financeira.
Mercado doméstico
O mercado doméstico monitorou a situação externa, mas sofreu com o recuo das ações da Vale, principalmente. A ON perdeu 4,11% e a PNA, 3,89%, depois que o Goldman Sachs cortou sua previsão para o preço do minério de ferro neste, no próximo ano e em 2015 e também reduziu preço-alvo dos ADRs da Vale.
Siderúrgicas
No setor siderúrgico, destaque para o tombo de CSN, de 6,36%, o maior do Ibovespa. Fontes informaram que a empresa ofereceu US$ 3,8 bilhões pelas duas unidades siderúrgicas da alemã ThyssenKrupp no Brasil e nos Estados Unidos. Profissionais justificam que a empresa não teria caixa para fazer as aquisições, daí o efeito sobre as ações.
Petrobras
Petrobras também fechou em baixa, mas longe das mínimas. O papel ON recuou 0,96% e o PN, 0,52%. O mercado não gostou das declarações dadas pelo diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, de que os preços dos produtos da Petrobras estão de acordo com o mercado internacional.
OGX
OGX, ontem, fechou com valorização, de 1,62%.
Câmbio
O dólar no mercado à vista fechou com leve queda ontem, após acumular alta de 2,00% ante o real nas seis sessões anteriores. No encerramento da sessão, o dólar à vista estava em R$ 1,9870 (-0,10%) no balcão. Durante o dia, oscilou entre a mínima de R$ 1,9780 (-0,55%) e a máxima de R$ 1,9890 (estável). Na BM&FBovespa, o dólar spot também terminou em queda, a R$ 1,9845 (-0,05%). O giro total registrado na clearing de câmbio somava US$ 2,566 bilhões, sendo US$ 2,277 bilhões para liquidação em dois dias úteis (D+2).
Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros (245.010 contratos negociados) com vencimento em julho de 2013 estava em 7,17%, na mínima do dia, ante 7,19% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2014 (273.710 contratos) marcava 7,81%, também na mínima, ante 7,84%, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (192.740 contratos) tinha taxa de 8,53%, ante 8,57%. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (104.950 contratos) marcava 9,32%, ante 9,36%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 (5.620 contratos) tinha taxa de 9,78%, ante 9,82% do ajuste anterior.
Londres
As bolsas de valores europeias fecharam em queda pelo segundo dia ainda afetadas pelas preocupações sobre a saúde financeira do Chipre. As ações dos bancos foram as mais afetadas enquanto os investidores aguardavam a votação no Parlamento - adiada por duas vezes - da proposta de taxação sobre os depósitos bancários para facilitar o resgate da União Europeia (UE). Após a notícia de que o ministro de Finanças do Chipre apresentou sua renúncia, que ainda não foi aceita, traders avaliam que a turbulência política e o impasse no Parlamento eleva agora o risco de as autoridades da UE terem de enfrentar a real decisão de precisar considerar a necessidade da saída do Chipre da zona do euro.
(Agência Estado)





