MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobras
Desceu
Bradesco
Alta
Depois de um início fraco, penalizada pelas preocupações no exterior com a saúde financeira do Chipre e pelo exercício de opções sobre ações, a Bovespa adentrou a tarde bem mais leve, conduzida por Petrobras PN e acompanhada por papéis como Usiminas, CSN, Itaú e Vale, que subiram. A queda em Wall Street, no entanto, fez sombra em boa parte do mercado, mas não o impediu de fechar com elevação.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com variação positiva de 0,18%, aos 56.972,96. Na mínima, registrou 56.139 pontos (-1,28%) e na máxima, 57.152 pontos (+0,50%). No mês, cai 0,79% e no ano, 6,53%. O giro financeiro totalizou R$ 9,429 bilhões, dos quais R$ 3,244 bilhões do exercício.
Chipre
O destaque negativo do dia foi a notícia de que o Chipre decidiu taxar os depósitos bancários para arrecadar 5,8 bilhões de euros. A medida faz parte do acordo fechado com os credores internacionais para levantar outros 10 bilhões. O Congresso ainda tem que aprovar a medida, mas a reação foi negativa não só entre os depositantes como também no mercado global, em especial na Europa.
Temor
O temor é de que a ideia seja seguida por outros países com problemas, como Grécia, Itália ou Espanha. Por essa razão, as bolsas europeias recuaram e as norte-americanas também. O Dow caiu 0,43%, o S&P, 0,55%, e o Nasdaq, 0,35%.
Proteção
À tarde, ministros de finanças da Europa realizaram teleconferência e sugeriram que os depósitos abaixo de 100 mil euros sejam protegidos de imposto no Chipre.
Petrobras
Aqui, Petrobras PN operou em alta a tarde toda e fechou com +0,58%. Vale, que vinha fraca, se firmou nos ajustes e subiu 0,84% na ON e 0,33% na PN. Usiminas PNA avançou 3,45%, ON, 3,74%, e CSN ON, 1,33%.
Bancos
No setor financeiro, Itaú Unibanco PN teve ganho de 1,26%, após ter sua recomendação elevada pelo Credit Suisse de neutro para outperform. Bradesco PN caiu 1,78%, BB ON, 1,37%, e Santander unit, 1,49%.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,30%, para R$ 1,9890 - valor mais alto desde 4 de fevereiro último (de R$ 1,9930). Com o resultado, o ganho acumulado em seis sessões passou a ser de 2,00%. Em março, a moeda dos EUA contabiliza uma alta de 0,66%; em 2013, no entanto, ainda apura uma desvalorização de 2,74%.
Dólar
Durante a sessão, a moeda no balcão oscilou 0,40%, entre R$ 1,9830 (estável) e R$ 1,9910 (+0,40%). Na BM&FBovespa, o dólar spot encerrou a R$ 1,9855 (+0,35%). Às 16h44, o giro financeiro registrado na clearing de câmbio (balcão e BM&FBovespa) somava US$ 2,630 bilhões, dos quais US$ 2,345 bilhões para liquidação em dois dias úteis. No mercado futuro, nesse horário, o dólar para abril de 2013 subia 0,25%, a R$ 1,9930.
Juros
A taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (126.755 contratos negociados) marcava 7,19%, ante 7,18% do ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2014 (237.210 contratos) estava em 7,84%, a mesma do ajuste de sexta-feira, enquanto o vencimento de janeiro de 2015 (158.205 contratos) tinha taxa de 8,57%, ante 8,58%. Na ponta mais longa, a taxa do DI para janeiro de 2017 (66.540 contratos) estava em 9,36%, ante 9,33% de sexta, enquanto o contrato para janeiro de 2021 (2.655 contratos) marcava 9,82%, ante 9,78% anteriormente.
Londres
As bolsas de valores europeias encerraram em queda, mas acima das mínimas registradas na sessão, afetadas pelas preocupações sobre a saúde financeira do Chipre. Segundo traders, os investidores parecem ter encontrado alívio com as notícias de que os bancos cipriotas continuarão fechados pelos próximos dias e à medida que alguns detalhes da taxa sobre depósitos, exigida no pacote de resgate aprovado no fim de semana para o país, poderão ser renegociados.
Ásia
Os mercados de ações asiáticos fecharam em forte queda ontem. As ações na China terminaram em queda, embora a reação tenha sido mais extrema em Hong Kong, onde o índice Hang Seng perdeu 2%. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,7% e o índice Shenzen recuou 1,2%.
(Agência Estado)





