MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Gerdau
Subiu
OGX
Ibovespa
A queda das bolsas norte-americanas foi seguida de perto pela Bolsa doméstica, que caiu puxada por construtoras, siderúrgicas e as blue chips. OGX, ontem, deu uma trégua, mas ela foi insuficiente para proporcionar um desempenho do Ibovespa mais próximo a Wall Street.
Desvalorização
O Ibovespa terminou o dia com desvalorização de 0,72%, aos 56.869,28 pontos. Na mínima, registrou 56.805 pontos (-0,83%) e, na máxima, 57.532 pontos (+0,44%). Na semana, perdeu 2,67% e, no mês, cai 0,97%. No ano, o índice acumula retração de 6,70%. O giro financeiro totalizou R$ 9,015 bilhões.
Confiança
"A confiança do consumidor norte-americano veio bem abaixo do esperado. Mas o Dow está em suas máximas históricas e o S&P próximo disso. Foi mais uma retração do que a avaliação de que as coisas pioraram", avaliou o analista da Empiricus Research/Investmania Rodolfo Amstalden, para justificar o recuo das bolsas lá fora.
EUA
O vencimento quádruplo também penalizou as bolsas norte-americanas - e, por tabela, a brasileira, que na segunda-feira também enfrenta um exercício, de opções sobre ações. O Dow Jones recuou 0,17%, o S&P perdeu 0,16% e o Nasdaq caiu 0,30%. O índice de sentimento do consumidor caiu para 71,8 na leitura preliminar de março, de 77,6 na leitura final de fevereiro. A expectativa era de que ficasse em 78,0.
Blue chips
Aqui, Petrobras e Vale operaram divididas entre altas e baixas. A ação ON da Petrobras foi a mais firme de todas, fechando com ganho de 2,12%. A PN ficou mais volátil e acabou recuando 1,50%. Vale ON caiu 0,77% e a PNA, 0,12%.
Siderúrgicas
No setor siderúrgico, Usiminas ON, -6,88%, PNA, -5,23%, CSN ON, -3,17%, Gerdau PN, -1,30%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,80%.
Construtoras
As construtoras também tiveram um pregão difícil, em razão dos resultados recentes apresentados por alguns players e que prejudicaram as perspectivas para aqueles que ainda sairão. MRV ON ontem liderou as perdas do Ibovespa, com -8,07%, depois de anunciar lucro líquido de R$ 115 milhões no quarto trimestre de 2012, queda de 44,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Gafisa ON perdeu 7,02%.
OGX
OGX ON subiu 4,18% e liderou as altas do Ibovespa, com as operações de aluguel de ações da empresa se aproximando do limite estabelecido pela Bolsa - o que obriga os investidores a comprarem papéis para zerarem suas posições.
LLX
LLX ON, por sua vez, avançou 2,13%, depois de ter informado que assinou contrato com a finlandesa Wärtsilä para instalação de unidade industrial em canal do Superporto do Açu.
Câmbio
A moeda norte-americana fechou a R$ 1,9830 (+0,30%) no balcão - na máxima do dia e no maior valor desde 26 de fevereiro último (a R$ 1,9840). O resultado de ontem ampliou o ganho acumulado na semana para 1,69% e, em março, para 0,35%. Em 2013, no entanto, o dólar à vista ainda exibe queda de 3,03% em relação ao real. Na BM&FBovespa, o dólar spot terminou a R$ 1,9785 (+0,51%).
Futuro
No mercado futuro, às 17h08, o dólar para abril de 2013 estava em alta de 0,48%, a R$ 1,9855.
Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (91.240 contratos negociados) marcava 7,18%, a mesma taxa do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2014 (361.670 contratos) estava em 7,84%, também a mesma do ajuste, enquanto o vencimento de janeiro de 2015 (278.830 contratos) tinha taxa de 8,58%, ante 8,62%. Na ponta mais longa, a taxa do DI para janeiro de 2017 (168.490 contratos) estava em 9,33%, ante 9,38% de ontem, enquanto o contrato para janeiro de 2021 (17.160 contratos) marcava 9,78%, ante 9,84%.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, renovando o maior nível em quatro anos e meio, uma vez que a confirmação formal dos candidatos do governo para a liderança do Banco do Japão (BoJ) ajudaram a Sony e outros exportadores. Ao mesmo tempo, as expectativas sobre a participação do Japão no acordo comercial Trans-Pacific Partnership (TPP) impulsionou as transportadoras, entre outras empresas que devem se beneficiar do pacto.
(Agência Estado)





