Lucros
Depois de dois dias de ganhos firmes, a Bovespa engatou, segundo profissionais, uma saudável realização de lucros. Petrobras e OGX, os papéis que mais subiram nas sessões anteriores, foram os mesmos papéis que puxaram o índice para baixo ontem. Vale também ajudou, enquanto os bancos subiram e contrabalançaram o desempenho.
Ibovespa
O Ibovespa fechou o dia em baixa de 0,70%, aos 57.432,75 pontos. Na mínima, registrou 58.129 pontos (-1,22%) e, na máxima, 59.031 pontos (+0,31%). A queda de ontem, no entanto, não impediu a bolsa de ter a melhor semana do ano, com +2,72% de elevação. No mês, acumula ganho de 1,76% e, no ano, perda de 4,13%. O giro financeiro totalizou R$ 7,459 bilhões.
Pé no chão
"O investidor não se jogou na Bovespa. Está pé no chão, por isso hoje (ontem) a Bolsa engatou uma realização. Os ganhos foram fortes nos dois últimos dias e nada mais natural do que colocar isso no bolso antes do final de semana", explicou um profissional da mesa de renda variável.
Resistência
A resistência das bolsas norte-americanas após os dados do mercado de trabalho também ajudou a limitar a venda de papéis no mercado doméstico. Os índices acionários, lá, operaram o dia todo com uma pequena variação positiva, ao redor de 0,40% perto do fechamento da Bovespa.
Desemprego
Wall Street foi beneficiada pela queda da taxa de desemprego em fevereiro para 7,7%, o menor nível desde o final de 2008. A criação de vagas também superou as estimativas, ao atingir 236 mil, bem acima da expectativa de +160 mil vagas. O dado de janeiro, no entanto, foi revisto de 157 mil novas vagas para 119 mil novas vagas. Na China, o superávit comercial também agradou.
Importações
As importações menores da China, no entanto, pesaram em Vale, que caiu 2,78% na ON e 2,33% na PNA. OGX ON perdeu 8,53% e liderou as quedas do Ibovespa. Petrobras ON teve variação negativa de 3,02% e PN, de 3,06%.
Câmbio
O dólar à vista encerrou em queda de 0,56%, a R$ 1,950 no balcão - valor mais baixo desde 10 de maio de 2012. No mercado futuro, às 16h57, o contrato de dólar com vencimento em 1º de abril recuava 0,71%, a R$ 1,9525.
Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (395.805 contratos negociados) estava em 7,31%, ante 7,23% do ajuste de ontem. Já o DI para janeiro de 2014 (693.275 contratos) marcava 7,96%, ante 7,79%, enquanto o DI para janeiro de 2015 (511.935 contratos) tinha taxa de 8,66%, ante 8,48%. Na ponta mais longa, o contrato para janeiro de 2017 (143.775 contratos) tinha taxa de 9,26%, ante 9,10% de ontem, e o DI para janeiro de 2021 (14.835 contratos) marcava 9,65%, ante 9,53%.
Londres
As bolsas europeias fecharam com ganhos generalizados ontem, impulsionadas pelo último relatório de emprego dos EUA, que surpreendeu positivamente. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,80%, aos 295,55 pontos, garantindo um avanço de 2,26% na semana.
Mercados
Os mercados de Londres, Frankfurt, Milão e Lisboa também garantiram ganhos na semana, de 1,65%, 3,61%, 3,12% e 2,32%, respectivamente.
Ásia
Os mercados de ações da Ásia fecharam em direções divergentes ontem, com as bolsas de Hong Kong e de Sydney fechando em alta depois da divulgação dos dados comerciais da China, que dão início a publicação de uma série de indicadores da segunda maior economia do mundo.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta acentuada ontem, com o índice Nikkei retornando a níveis anteriores à crise financeira de 2008, uma vez que o enfraquecimento renovado do iene motivou compras amplas de ações de empresas pesos-pesados, como as Fast Retailing, e de exportadores, como a Honda Motors.
Índice Nikkei
O índice Nikkei avançou 2,6%, para 12.283,62 pontos, acumulando sete fechamentos em alta seguidos. Foi a maior alta do índice desde 28 de fevereiro, e seu nível mais elevado de fechamento desde 10 de setembro de 2008.

(Agência Estado)

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