MERCADO FINANCEIRO
Petroleiras
As ações do setor de petróleo foram destaque ontem na Bovespa, com Petrobras e OGX sendo as responsáveis pela maior parte do ganho de mais de 1% do principal índice à vista. A alta do mercado, mais forte pela manhã, diminuiu à tarde com a inversão de alguns papéis de peso, como Vale. No exterior, o sinal seguiu positivo, com indicadores bons nos EUA e também a fala de Mario Draghi, Presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Valorização
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,56%, aos 58.846,81 pontos, maior nível desde 6 de fevereiro passado (58.951 pontos). Na mínima, registrou 57.940 pontos (estabilidade) e, na máxima, 59.472 pontos (2,64%). No mês, o índice já sobe 2,48% e, no ano, recua 3,45%. O giro financeiro totalizou R$ 10,652 bilhões.
Petrobras
Petrobras ON subiu 4,94% e PN, 4,99%, em mais um de entusiasmo dos investidores com a empresa. Hersz Ferman, da Yield Capital, comentou que o mercado melhorou a percepção sobre a estatal, daí a continuidade de cobertura de posições vendidas dos papéis. Aumento de posições e compras isoladas também garantiram o desempenho da ação.
OGX
OGX ON, por sua vez, saltou 16,44%, depois de bater 27,74% na máxima do dia. MMX ON teve ganho de 17,04% e LLX ON, de 10,41%. Os papéis do grupo EBX subiram após a notícia da parceria com o BTG Pactual para 'aconselhamento e abertura de linhas de crédito'. HRT ON avançou 5,29%.
Copom
O resultado do Copom, na quarta, com a sinalização de aumento iminente da taxa básica de juros, também pode ter contribuído para o desempenho da Bovespa ontem, segundo alguns profissionais. "Embora o juro mais alto seja ruim para o mercado acionário, a sinalização de que a decisão do BC é menos política e mais técnica é importante para o investidor", justificou Ferman.
EUA
Nos EUA, as bolsas operavam com pequena elevação, puxadas pelos dados dos pedidos de auxílio-desemprego (queda de 7 mil pedidos, para 340 mil, ante previsão de alta para 350 mil) e a fala de Mario Draghi na Europa. O presidente do Banco Central Europeu afirmou que a atividade econômica na zona do euro começou o ano fraca, mas deve se recuperar no segundo semestre. Também destacou que as pressões inflacionárias devem continuar contidas, razão pela qual a política continuará acomodatícia.
Vale
Aqui, Vale virou e caiu, pesando sobre o índice. A ON recuou 0,05% e a PNA, 0,78%.
Câmbio
No mercado à vista, o dólar fechou a R$ 1,9610, em baixa de 0,41%. Na BM&FBovespa, o dólar spot terminou em queda de 0,30%, a R$ 1,9615. O volume financeiro movimentado somava US$ 2,733 bilhões às 17h15, dos quais US$ 2,463 bilhões para liquidação em dois dias úteis. No mercado futuro, nesse horário, o contrato de dólar com vencimento em 1º de abril recuava 0,53%, a R$ 1,9670.
Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro com vencimento em julho de 2013 (1.414.790 contratos negociados) estava em 7,23%, ante 7,21% do fechamento de ontem. O contrato de janeiro de 2014 (1.112.650 contratos) marcava 7,79%, ante 7,67%, enquanto o DI para janeiro de 2015 (502.400 contratos) tinha taxa de 8,48%, ante 8,35%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (147.125 contratos) estava em 9,10%, ante 8,98%, e o DI para janeiro de 2021 (17.345 contratos) tinha taxa de 9,53%, ante 9,43%. Chamou a atenção o grande volume de contratos negociados, reflexo direto do reposicionamento do mercado em relação aos próximos passos do Copom, após o comunicado de anteontem.
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, com ganhos relativamente modestos, após o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidirem manter suas políticas monetárias inalteradas por mais um mês. Desta forma, as taxas básicas de juros do BCE e do BoE permanecem em 0,75% e 0,50%, respectivamente, e o tamanho do programa de compra de ativos do banco central inglês continua sendo de 375 bilhões de libras.
(Agência Estado)





