MERCADO FINANCEIRO
Tropeço
A Bovespa mais uma vez prometeu e não cumpriu. Abriu em alta, seguindo o exterior, mas no meio do caminho tropeçou. Virou e caiu pela terceira sessão seguida, não encerrando em nenhum dia de março no azul. Vale, Gerdau e OGX foram algumas das razões que puxaram o índice para baixo, enquanto Petrobras e BM&FBovespa se seguraram em alta.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão com desvalorização de 0,97%, aos 55.950,73 pontos, na mínima do dia. Foi o pior desempenho desde 16 de novembro do ano passado (55.402 pontos). Na máxima, registrou 57.227 pontos. No mês, acumula perda de 2,57% e, no ano, de 8,21%. O giro financeiro totalizou R$ 7,889 bilhões.
'Gordura'
Um profissional comentou que alguns papéis tiveram 'stop loss', como OGX, e outros queimaram um pouco de gordura. "O investidor compra de manhã e vende de tarde. São operações curtas, não tem dinheiro de longo prazo na Bolsa brasileira", comentou um operador.
Indicadores
A rodada de indicadores de atividade globais foi bastante positiva ontem, o que por si só já ajudaria a segurar os índices em alta. A trégua na Itália, a perspectiva de continuidade dos incentivos do Federal Reserve na economia dos EUA e as perspectivas otimistas da China construíram um cenário de ganhos para as ações globais. A China avisou que aumentará os gastos públicos em 2013, com o objetivo de gerar uma expansão de 7,5% para a economia do país.
EUA
Nada disso, entretanto, convenceu o investidor. Perto do fechamento da Bovespa, o Dow Jones subia 0,91%, o S&P avançava 0,93% e o Nasdaq tinha ganho de 1,12%. O contrato do petróleo para abril negociado na Nymex subiu 0,77%, a US$ 90,82 o barril.
Petrobras
Petrobras ON fechou ontem em alta de 0,14% e a PN, de 0,36%, enquanto Vale ON caiu 0,53% e PNA, 0,70%. OGX perdeu mais 4,14% de seu valor, e BM&FBovespa ON subiu 1,37%.
Câmbio
O dólar ante o real oscilou em baixa o dia todo no mercado à vista, pressionado pelo cenário exterior mais calmo e por expectativas relacionadas à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que começou ontem e termina hoje.
Dólar
A moeda dos EUA fechou cotada em baixa de 0,51%, a R$ 1,9660 no balcão. A moeda à vista oscilou 0,41% no dia, entre uma mínima no começo da tarde de R$ 1,9640 (-0,61%) e uma máxima, pela manhã, de R$ 1,9720 (-0,20%). Na BM&FBovespa, o dólar spot encerrou a R$ 1,9685 (-0,56%).
Mercado futuro
Já no mercado futuro, às 16h41, o contrato de dólar com vencimento em 1º de abril de 2013 estava em queda de 0,20%, a R$ 1,9750. Até esse horário, este vencimento da moeda variou 0,41%, de R$ 1,9715 (-0,38%) a R$ 1,9795 (+0,03%)
Juros
No fim da sessão, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013(443.290 contratos) marcava 7,24%, ante 7,20% do ajuste de ontem. O contrato para janeiro de 2014 (577.880 contratos) tinha taxa de 7,67%, ante 7,64%, enquanto o DI para janeiro de 2015 (210.245 contratos) indicava 8,33% - a mesma taxa do ajuste de segunda-feira.
Vencimentos longos
Entre os vencimentos mais longos, o movimento foi diferente. "Se ocorre alta da taxa nos vencimentos curtos, por conta da expectativa com a elevação da Selic, é de se esperar que as taxas longas caiam um pouco", comentou um profissional ouvido pelo Broadcast. A taxa do contrato futuro para janeiro de 2017 (92.030 contratos) estava em 8,98%, ante 9,03%, enquanto o DI para janeiro de 2021 (21.860 contratos) marcava 9,45%, ante 9,55%.
Tóquio
As bolsas asiáticas fecharam em alta, recuperando-se das perdas da sessão de anteontem com ajuda de declarações feitas por Janet Yellen, vice-presidente do Federal Reserve, que reiterou o compromisso do banco central com estímulos à economia dos EUA.
Londres
As principais bolsas de valores europeias encerraram em forte alta, com os índices acionários de Paris e Madri registrando máximas de fechamento, impulsionadas por dados da atividade industrial e das vendas no varejo na zona do euro, e pelo forte desempenho das bolsas em Wall Street. Números do setor manufatureiro dos Estados Unidos também colaboraram para impulsionar o apetite por risco dos investidores.
(Agência Estado)





