Em baixa
O noticiário chinês causou uma onda de vendas pelas principais bolsas globais e a Bovespa seguiu o movimento, puxada por Vale, Petrobras e OGX. A melhora em Wall Street no período vespertino amenizou as ordens de vendas, mas não impediu que o principal índice à vista registrasse seu segundo pregão seguido em baixa.
Giro financeiro
O Ibovespa terminou o dia com queda de 0,68%, aos 56.499,17 pontos. Na mínima, registrou 56.067 pontos (-1,44%) e, na máxima, os 56.878 (-0,01%). O giro financeiro totalizou R$ 6,5 bilhões.
Mercado chinês
O recuo do mercado chinês decorreu das medidas do governo de Pequim para conter o aumento dos preços dos imóveis. A medida pode frear o consumo dos chineses e, por tabela, de matérias-primas, daí o efeito sobre a bolsa brasileira, sustentada principalmente por papéis ligados a commodities. Além disso, o governo da China também anunciou um PMI fraco, o que serviu para reforçar o viés negativo dos mercados acionários internacionais neste início de semana.
EUA
As bolsas norte-americanas, no entanto, conseguiram se desvencilhar do sinal negativo predominante na Ásia e Europa e viraram para cima na reta final do pregão doméstico.
Recuos
Apesar de a Bolsa ter melhorado, Vale, OGX e Petrobras tiveram recuos fortes e pesaram sobre o índice. Vale ON perdeu 3,02%, PNA, 3,40%, OGX ON, 4,61%, Petrobras ON, 3,07%, e PN, 2,37%.
Câmbio
No fim da sessão, a moeda norte-americana à vista estava na mínima do dia, cotada a R$ 1,9760, em baixa de 0,30%. Na BM&FBovespa, às 17h01, o dólar com vencimento em 1º de abril estava na mínima, de R 1,9790 (-0,48%). Nas máximas, pela manhã, o dólar spot no balcão subiu até R$ 1,9870 (+0,25%) e, no mercado futuro, o dólar abril avançou até R$ 1,9940 (+0,28%).
Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros para julho de 2013 (153.765 contratos negociados) estava em 7,20%, ante 7,21% do ajuste de sexta-feira. Já o DI para janeiro de 2014 (240.885 contratos) marcava 7,64%, ante 7,62% do ajuste anterior, enquanto o DI para janeiro de 2015 (152.370 contratos) tinha taxa de 8,33%, ante 8,30%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (105.445 contratos) marcava 9,03%, ante 9,04%, e o contrato para janeiro de 2021 (43.185 contratos) tinha taxa de 9,55%, ante 9,56%.
Londres
A maioria das bolsas de valores europeias teve mais uma sessão de baixas ontem, ainda pressionadas pela difícil situação política na Itália após a eleição geral inconclusiva de uma semana atrás. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com ligeira queda de 0,04%, aos 288,89 pontos.
Exceções
As exceções de ontem foram as bolsas de Madri, cujo índice Ibex 35 avançou 0,72%, para 8.246,30 pontos e de Paris, onde o índice CAC-40 subiu 0,27%, para 3.709,76 pontos. Na Espanha, o suporte veio da Telefónica (+3%), que teve sua recomendação elevada pelo JPMorgan, e da Repsol (+2,5%), que anunciou a venda de 5% de suas ações para a Temasek, por 1,04 bilhão de euros. Já na capital francesa, se destacaram France Telecom (+5,7%), Veolia Environment (+6%) e EADS (+2,4%).
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta, após atingir o maior nível em 2013, uma vez que as expectativas sobre o relaxamento de política monetária do banco central japonês aumentaram o entusiasmo em relação a empresas de finanças - como o Daiwa Securities Group - e companhias ligadas ao mercado imobiliário como a Sumitomo Realty & Development e a Mitsubishi Logistics. O índice Nikkei subiu 0,4%, para 11.652,29 pontos, após o avanço de 0,4% na sessão anterior. No processo, o índice chegou a seu nível mais alto desde 29 de setembro de 2008.
Pequim
O movimento do governo da China para conter o aumento dos preços dos imóveis provocou queda no mercado de ações do país e afetou também outras bolsas asiáticas. No fim da semana passada a China determinou o pagamento de uma entrada maior na compra de imóveis e taxas de hipotecas mais altas, além de um imposto sobre ganhos de capital de 20% nas transações com bens imóveis.

(Agência Estado)

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