MERCADO FINANCEIRO
Volta ao vermelho
A valorização da Bolsa nos últimos três dias teve fôlego curto e o Ibovespa inicia o mês de março de volta ao vermelho, novamente abaixo dos 57 mil pontos. A queda foi conduzida por Vale, OGX e siderúrgicas. Além da realização dos lucros recentes, essas ações foram prejudicadas por indicadores que apontam para uma atividade global mais fraca. Já os papéis da Petrobras, que caíram 20% em fevereiro, no caso das ON, começaram março em alta e, juntamente com os bancos, amenizaram as perdas do índice à vista na sessão de ontem.
Ibovespa
Em queda desde a abertura, o Ibovespa encerrou os negócios ontem em queda de 0,94%, aos 56.883,99 pontos. Na mínima, o índice registrou baixa de 1,56%, aos 56.526 pontos e, na máxima, marcou 57.422 pontos (estável). O volume financeiro somou R$ 7,271 bilhões. Na semana, a Bolsa acumula ganho de 0,33%, mas, no ano, tem desvalorização de 6,67%.
'Embelezamento de carteiras'
Para um operador de renda variável de uma corretora paulista, as recentes altas da Bovespa estão relacionadas ao tradicional "embelezamento de carteiras" de fim do mês, em que os gestores puxam uma valorização dos papéis na tentativa de melhorar a performance dos fundos. "Hoje a Bolsa voltou ao mundo real, a um mercado ruim, sem muita gente comprando, apenas fazendo operações de rolagem. O comprador final continua ausente", observa o profissional.
Vale
As ações da Vale realizaram os ganhos recentes e encerraram em baixa de 2,78% as ON e de 3,56% as PNA, na mínima. No exterior, os contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam majoritariamente em queda, em meio a uma série de indicadores negativos sobre a economia da China e da Europa.
OGX
Sempre volátil, OGX ON perdeu 3,49%. "Os papéis da OGX são muito baratos e líquidos, por isso, sempre caem muito ou sobem muito", destaca um operador.
Petrobras
Na contramão, a Petrobras, que vive um inferno astral neste ano, finalmente trouxe uma boa notícia ao mercado - o número recorde de produção no pré-sal brasileiro - o que foi suficiente para estimular a alta de seus papéis ontem. Petrobras ON e PN tiveram ganho de 1,31% e 1,75%, respectivamente.
Basileia 3
Assim como a Petrobras, o setor financeiro ajudou a amenizar a perda da Bovespa ontem, com os investidores digerindo a aprovação das resoluções que permitem a implementação no Brasil do acorde de Basileia 3. Os destaques foram Banco do Brasil ON (+1,22%), Bradesco PN (+1,22%) e as units do Santander (+0,70%).
Destaques
Os destaques de alta do Ibovespa foram liderados por BR Malls ON, que subiu 2,27%. Em seguida, aparecem Natura ON (+2,13%), Banco do Brasil ON (+1,82%), Cia Hering ON (+1,80%) e Petrobras PN (+1,75%).
Queda
Já a principal queda do índice foi MMX ON, que perdeu 5,69%, seguida por PDG Realty ON (-4,98%), Eletropaulo PN (-4,60%), Marfrig ON (-4,57%) e Gafisa ON (-4,21%).
EUA
Em Wall Street, as Bolsas fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,25%, o S&P 500 avançou 0,23% e o Nasdaq registrou valorização de 0,30%.
Câmbio
No mercado à vista, a moeda dos EUA encerrou em alta de 0,30% no balcão, a R$ 1,9820. Durante o dia, oscilou 0,45%, entre uma mínima de R$ 1,9790 (+0,15%) e uma máxima de R$ 1,9880 (+0,61%). Na BM&FBovespa, o dólar à vista terminou a R$ 1,9795 (+0,15%). No mercado futuro, às 17h10, o contrato de dólar com vencimento em 1º de abril subia 0,23%, cotado a R$ 1,990.
Juros
Ao fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (197.145 contratos negociados) estava em 7,21%, ante 7,27% do ajuste de quinta-feira. O contrato para janeiro de 2014 (480.255 contratos) marcava 7,62%, ante 7,69%, enquanto o vencimento de janeiro de 2015 (343.860 contratos) estava em 8,30%, ante 8,35%. Entre os vencimentos mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (114.655 contratos) tinha taxa de 9,04%, ante 9,12%, e o para janeiro de 2021 (9.895 contratos) marcava 9,56%, ante 9,63%.





