MERCADO FINANCEIRO
Recuperação
A melhora do mercado acionário norte-americano ontem diminuiu a aversão ao risco e permitiu à Bovespa engatar uma trajetória de recuperação no fim da tarde. Após passar praticamente a sessão inteira em queda, o Ibovespa migrou para o território positivo na última hora de pregão, impulsionado pela alta das ações da Vale, das metalúrgicas e do setor elétrico. A correção, no entanto, não foi suficiente para que a Bolsa retomasse o patamar dos 57 mil pontos, perdido no início da semana passada.
Giro
O índice à vista encerrou o dia em alta de 0,59%, aos 56.948,87 pontos. Na mínima, chegou a cair 1,01%, aos 56.047 pontos e, na máxima, foi aos 57.007 pontos, com avanço de 0,69%. O giro financeiro somou R$ 8,148 bilhões. No mês de fevereiro, a Bolsa acumula perda de 4,71% e, no ano, tem desvalorização de 6,57%.
Análise
"A Bolsa vinha caindo muito e parece estar buscando uma recuperação, mas de curto prazo. Por enquanto, vejo qualquer subida apenas como um repique", pondera o analista da Ativa Corretora Gilberto Coelho, em referência ao ganho registrado ontem, após as perdas mais recentes.
Blue chips
Entre as blue chips, a Vale, que divulga hoje seus resultados referentes ao quarto trimestre, viu suas ações subirem 2,01% as ON e 2,54% as PNA, liderando a recuperação do Ibovespa.
Petrobras
Por outro lado, Petrobras teve mais um dia de perdas. Os papéis ON caíram 1,34% e os PN recuaram 1,24%. Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a Petrobras continuará tendo correções periódicas de preços, mas não deu indícios de que um novo aumento deve ser concedido no curto prazo.
OGX
As ações ON da OGX acompanharam a recuperação do Ibovespa e conseguiram fechar em alta de 3,98%, também com uma inversão para o azul ao fim dos negócios.
Siderúrgicas
Com relevante participação no índice à vista, o setor siderúrgico marcou mais um dia de ganhos. O movimento de valorização deve início ontem, com a notícia de que a Usiminas irá promover um reajuste de preços a partir de março. Gerdau PN subiu 3,32% e CSN ON avançou 2,15%.
Destaques
Os destaques de alta do Ibovespa ontem foram liderados por Eletrobras ON, que subiu 4,14%. Em seguida, aparecem JBS ON (+4,02%), OGX ON (+3,98%), Metalúrgica Gerdau PN (+3,78%) e Duratex ON (+3,46%).
Quedas
Já a principal queda do índice foi BR Malls, que perdeu 2,67%, seguida por Bradesco PN (-2,19%), Ultrapar ON (-1,99%), Light ON (-1,97%) e Itaúsa PN (-1,93%).
EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,82%, o S&P 500 avançou 0,60% e o Nasdaq registrou alta de 0,47%.
Câmbio
O dólar chegou a ser cotado acima de R$ 1,99 na sessão de ontem, em um movimento influenciado pelo exterior, mas acabou encerrando o dia cotado a R$ 1,9840 no balcão, em alta de 0,35%. Este é o maior patamar de fechamento do dólar desde 6 de fevereiro, quando marcou R$ 1,9890.
Dólar
Na mínima do dia, verificada às 11h45, o dólar à vista no balcão foi cotado a R$ 1,9750 (-0,10%) e, na máxima, às 13h26, atingiu R$ 1,9910 (+0,71%). Da mínima para a máxima, a moeda americana oscilou +0,81%. Com o movimento de ontem, o dólar acumula queda de 2,98% em 2013.
Cotação
Às 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro à vista de US$ 3,452 bilhões, sendo US$ 3,044 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F fechou em alta de 0,67%, a R$ 1,98370, com 14 negócios. No mercado futuro, o dólar para março subia 0,08% no horário acima, a R$ 1,98550 - abaixo da máxima de R$ 1,9940 vista mais cedo.
Juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2013 projetava taxa de 7,32%, com 329.975 contratos, de 7,28% no ajuste de anteontem, e o contrato com vencimento em janeiro de 2014 tinha taxa de 7,81%, com 577.505 contratos, de 7,80% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2015 apontava 8,45% (298.470 contratos), ante 8,47%. Entre os contratos com vencimento no longo prazo, o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 9,14% (85.920 contratos), ante 9,16% no ajuste anterior e o contrato com vencimento em janeiro de 2021 apontava 9,62% (15.805 contratos), estável em relação ao ajuste de ontem.
(Agência Estado)





