Melhora
Sem conseguir fechar no azul desde a volta do carnaval, a Bovespa contou com a melhora dos mercados internacionais e finalmente conseguiu se firmar no terreno positivo no pregão de ontem. Mesmo com as blue chips Petrobras e Vale pressionando o índice à vista para baixo, as ações dos bancos se sobressaíram e garantiram a trajetória de valorização, interrompendo uma sequencia de sete quedas.
Alta
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em alta de 0,97%, aos 56.697,06 pontos. Na mínima, marcou 56.107 pontos (-0,09%) e, na máxima, foi aos 56.742 pontos (+1,05%). O giro financeiro foi forte e somou R$ 8,936 bilhões (dado preliminar). Mesmo com a valorização, a Bolsa acumula queda de 5,13% no mês de fevereiro e recuo de 6,98% no ano.
Recuperação técnica
"A recuperação da Bovespa hoje (ontem) foi mais técnica do que ligada a fundamentos. O patamar ao qual a Bolsa chegou é que está motivando essa reação", avalia o chefe da mesa de operações da HSBC Corretora, André Moura. "Mas o mercado amanheceu com expectativa de alta maior da Bolsa hoje (ontem)", ponderou.
Investidores
O profissional destaca que o fato de o Ibovespa, após uma longa trajetória de queda, ter respeitado o suporte dos 55.500 pontos na quinta-feira mostra que os investidores estão preferindo manter suas posições, acreditando em um ajuste dos preços no curto prazo.
Bancos
O setor bancário foi o destaque de ontem e subiu como um todo. O IFNC, índice que reúne as ações do segmento financeiro, avançou 2,24%, puxando o Ibovespa para cima. Itaú Unibanco PN subiu 3,24%, as units do Santander avançaram 2,14%, Banco do Brasil ON teve alta de 1,70% e Bradesco PN registrou valorização de 2,06%.
Blue chips
As blue chips Petrobras e Vale jogaram contra o Ibovespa, o que reflete a contínua saída de estrangeiros da Bolsa. No caso das ações da estatal, as ON tiveram baixa de 0,46% e as PN recuaram 0,98%. Os papéis ON da mineradora tiveram a maior queda do índice à vista ontem, com perda de 2,67%, e os PNA apresentaram declínio de 2,07%.
OGX
Após a forte alta de mais de 11% no pregão de anteontem, as ações da OGX subiram praticamente durante todo o dia, em reação à notícia de que o empresário Eike Batista estaria interessado em vender participações em blocos petrolíferos da companhia. Mas nos momentos finais do pregão, as ações viraram para o negativo, para encerrar em queda de 0,28%.
Destaques
Os destaques de alta do Ibovespa ontem foram liderados por Gafisa ON, com ganho de 8,44%. Em seguida, aparecem Suzano PNA (+6,48%), Brookfield ON (+6,08%), MMX ON (5,94%) e BR Foods ON (+5,08%).
Quedas
As principais quedas do dia, além de Vale ON, foram JBS ON (-2,61%), Usiminas ON (2,56%), Bradespar PN (-2,52%) e Br Malls ON (-2,50%).
Câmbio
O dólar à vista fechou em baixa de 0,15%, cotado a R$ 1,9720 no balcão. A moeda oscilou no território negativo durante toda a sessão. Na mínima do dia, vista no início dos negócios, a moeda marcou R$ 1,9640 (-0,56%). Com o movimento de ontem, o dólar fechou a semana com alta acumulada de 0,25%. Em fevereiro, a moeda registra queda de 0,75% e, em 2013, recuo de 3,57%.
Dólar
Às 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro à vista de US$ 2,864 bilhões, sendo US$ 2,488 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F fechou em baixa de 0,14%, a R$ 1,9713, com apenas oito negócios. No mercado futuro, o dólar para março caía 0,10% no horário acima, a R$ 1,973.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2013 (537.500 contratos) encerrou em 7,32%, ante 7,18% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (752.260 contratos) projetou taxa máxima de 7,83%, ante 7,67% ontem. O contrato com vencimento em janeiro de 2015 (411.745 contratos) fechou em 8,51%, de 8,36% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI com vencimento em janeiro de 2017 (132.995 contratos) marcou taxa de 9,20%, de 9,12% ontem; e o DI para janeiro de 2021 (19.970 contratos) apontou 9,67%, de 9,65% no ajuste.

(Agência Estado)

mockup