MERCADO FINANCEIRO
Federal Reserve
A sinalização de que a compra de ativos pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano, pode terminar antes do previsto, contribuiu para aumentar a aversão ao risco nos mercados internacionais e, na Bovespa, não foi diferente. Com o mercado acionário doméstico já fragilizado e incapaz de registrar alta desde a volta do carnaval, o Ibovespa marcou sua sétima queda seguida. Nos últimos minutos do pregão, no entanto, a Bolsa minimizou as perdas e conseguiu recuperar o patamar dos 56 mil pontos - perdido logo após a abertura -, ajudada pela Vale, que migrou para o positivo, e pela OGX, que disparou mais de 11% e foi o destaque de alta do pregão.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em leve queda de 0,04%, aos 56.154,68 pontos, o pior nível desde 16 de novembro do ano passado (55.402 pontos). O giro financeiro totalizou R$ 8,162 bilhões (dado preliminar). Entre a mínima e a máxima do dia, o índice à vista oscilou dos 55.430 pontos (-1,33%) aos 56.227 pontos (+0,09%). No mês de fevereiro, a Bolsa contabiliza queda de 6,03%. No ano, a perda acumulada corresponde a 7,87%.
Sete quedas
Observando a sequência de sete sessões de queda desenhada pela Bolsa, há uma diferença importante, destaca o analista da Empiricus Research Rodolfo Amstalden. Nos últimos dois pregões, o fator determinante para a trajetória de baixa foi o cenário externo. Mas o profissional destaca que a fragilidade do cenário doméstico prossegue. "Com a perspectiva de crescimento baixo e inflação alta, as dúvidas são grandes, teremos uma definição melhor só mais pra frente", observa.
Petrobras
As ações da Petrobras caíram 2,26% as ON e 1,70% as PN, na esteira da desvalorização dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos para abril caíram 2,49%, para US$ 92,84 o barril, o nível mais baixo de fechamento em 2013. A commodity foi pressionada pelo aumento nos estoques dos EUA e por indicadores econômicos negativos que podem sinalizar redução de demanda por petróleo no futuro.
Vale
No fim da sessão, os papéis ON e PNA da Vale conseguiram reverter a tendência de baixa e fechar em alta, de 0,71% e 0,06%, respectivamente.
OGX
OGX ON também disparou no fim dos negócios e registrou alta de 11,80%, embora ainda acumule perda de 11,71% só no mês de fevereiro.
Negativo
As principais quedas do Ibovespa ontem foram lideradas por Gafisa ON, com declínio de 3,69%, seguida por Rossi Residencial (-3,62%), Gol PN (-3,44%), Brookfield ON (-3,27%) e Klabin PN (-2,34%).
Positivo
Depois de OGX ON, os destaques de alta do índice ficaram por conta de Ultrapar ON (+4,54%), Banco do Brasil ON (+4,07%), LLX ON (+3,74%) e PDG ON (+3,09%). Tanto Banco do Brasil quanto Ultrapar foram impulsionados pela divulgação de seus balanços, que superaram a previsão dos analistas.
Câmbio
O dólar fechou o dia no balcão em alta de 0,56%, cotado a R$ 1,9750, no segundo pregão seguido de ganhos ante o real.
Dólar
Na mínima do dia, pela manhã, a moeda mostrou estabilidade, sendo cotada a R$ 1,9640. Na máxima, às 12h20, ela atingiu R$ 1,9800 (+0,81%). Perto das 17 horas (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro à vista de US$ 3,119 bilhões, sendo US$ 2,650 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F fechou em alta de 0,71%, a R$ 1,9740, com três negócios. No mercado futuro, o dólar para março subia 0,61% no horário acima, a R$ 1,97550.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho deste ano (263.255 contratos) encerrou em 7,18%, ante 7,19% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (325.945 contratos) projetou taxa de 7,67%, ante 7,69% na quarta. O contrato com vencimento em janeiro de 2015 (349.885 contratos) fechou em 8,36%, de 8,39% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI com vencimento em janeiro de 2017 (91.485 contratos) marcou taxa de 9,12%, de 9,15% ontem; e o DI para janeiro de 2021 (8.745 contratos) apontou 9,65%, de 9,66% no ajuste.
(Agência Estado)





