Sexta queda
O ceticismo em relação à capacidade de recuperação da economia brasileira, em um cenário de inflação elevada, e a falta de apetite de investidores locais e estrangeiros por ativos de risco no País levaram a Bovespa a registrar sua sexta queda consecutiva e a perder o patamar dos 57 mil pontos. A trajetória de baixa foi acentuada após a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, nos EUA, que azedou de vez os mercados internacionais. Das 69 ações que compõe a carteira teórica do Ibovespa, apenas oito conseguiram terminar no azul.
Giro financeiro
O índice à vista fechou a sessão de ontem com perda de 1,98%, aos 56.177,60 pontos, pior patamar desde 16 de novembro do ano passado (55.402 pontos). Vale lembrar que a Bolsa iniciou 2013 no nível dos 62 mil pontos. Durante o dia, o Ibovespa oscilou dos 56.034 pontos (-2,23%), na mínima, aos 57.569 pontos (+0,44%), na máxima. O giro financeiro somou R$ 8,136 bilhões.
Perda acumulada
Com seis quedas seguidas, a Bovespa não engatava uma sequencia de baixas tão longa desde maio do ano passado, quando o Ibovespa recuou por oito sessões (8 a 17 de maio). No mês de fevereiro, a Bolsa acumula perda de 6,0% e, no ano, desvalorização de 7,83%.
Dúvida
"A Bovespa ficou sem sustentação. Apesar de os balanços de algumas empresas estarem mostrando números consistentes, há uma situação interna que converge para uma dúvida sobre se o governo está no controle da situação", avalia o analista-chefe da corretora Magliano, Henrique Kleine.
Blue chips
Por serem mais líquidas, as blue chips funcionaram ontem como uma porta de saída para os investidores, o que se refletiu nas quedas acentuadas desses papéis. Petrobras ON e PNA recuaram 2,70% e 2,65%, respectivamente. Vale ON teve desvalorização de 3,21%, enquanto as ações PNA da companhia perderam 3,57%. OGX ON, que recuou mais de 20% só em fevereiro, passou por uma correção e subiu 2,22%, principal alta do dia, ajudando a conter em parte a queda do índice à vista.
Vermelho
Todos os papéis do setor financeiro, que têm grande participação do Ibovespa, terminaram no vermelho. O mesmo aconteceu com os setores de siderurgia e metalurgia, que são mais expostos ao exterior.
Destaques negativos
Os destaques de queda do Ibovespa ontem foram liderados por PDG ON, com baixa de 5,83%, seguida por Rossi Residencial ON (-5,53%), Braskem PNA (-4,30%), Gafisa ON (-4,25%) e Gerdau Metalúrgica PN (-4,23%).
Câmbio
Os fatores externos pesaram mais que os internos no mercado de câmbio ontem, o que fez o dólar à vista fechar em alta de 0,46% ante o real no balcão, cotado a R$ 1,9640.
Dólar
Após a ata do Fed, divulgada às 16 horas, o dólar chegou a marcar R$ 1,9670 na máxima do dia, em alta de 0,61%. Na mínima, vista pela manhã, a moeda americana atingiu R$ 1,9540, em queda de 0,05%. Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +0,67%. Perto das 17 horas (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro à vista de US$ 3,446 bilhões, sendo US$ 2,973 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F fechou a R$ 1,9600 (+0,20%), com apenas dez negócios realizados.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho deste ano (490.385 contratos) encerrou em 7,19%, ante 7,20% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (651.380 contratos) projetou taxa de 7,69%, ante 7,75% ontem. O contrato com vencimento em janeiro de 2015 (392.715 contratos) fechou em 8,39%, de 8,45% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI com vencimento em janeiro de 2017 (199.180 contratos) marcou taxa de 9,15%, igual a ontem; e o DI para janeiro de 2021 (14.140 contratos) apontou 9,66%, de 9,68% no ajuste.

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