MERCADO FINANCEIRO
Sessão morna
Sem o referencial das bolsas de Nova York, que não operaram ontem devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, a disposição para negócios na Bovespa foi reduzida. Após uma sessão morna, o principal índice da Bolsa renovou o pior fechamento do ano, em baixa de 0,50%, aos 57.613,90 pontos, menor patamar desde 4 de dezembro do ano passado. Esta também foi a quarta queda consecutiva da Bolsa brasileira, conduzida por Vale, OGX e pelos setores de siderurgia e metalurgia. Durante a manhã, o vencimento de opções sobre ações teve giro fraco e não foi capaz de aliviar a pressão vendedora nos negócios locais.
Volume financeiro
O volume financeiro somou R$ 7,128 bilhões. Do total negociado, R$ 2,1 bilhões corresponderam ao vencimento de opções sobre ações. Sem considerar o exercício, o giro foi o mais fraco do ano (R$ 5,0 bilhões).
Acumulado
Na mínima do dia, o índice registrou 57.420 pontos (-0,83%) e, na máxima, foi aos 57,929 pontos (+0,04%). No mês de fevereiro, a Bolsa acumula perda de 3,59% e, no ano, contabiliza queda de 5,48%.
Ibovespa
"A Bovespa está sem 'lenha para queimar', não tem comprador final de jeito nenhum", lamentou um operador. Segundo ele, fica difícil atrair investidores para montar posição em renda variável em meio à perspectiva de crescimento mais baixo da economia brasileira neste ano e à constante intervenção do governo na economia. "O cenário é pouco animador, então vemos um pregão morno", resume.
Inflação
O avanço dos índices de inflação neste início de ano e as projeções de elevação da taxa básica de juros para conter os preços pressionaram especialmente os papéis das varejistas, que estiveram entre os destaques de queda do dia.
Petrobras
Com desvalorização acumulada de 13% só em fevereiro, as ações ON da Petrobras passaram por correção e encerraram em alta de 1,72%, na máxima, amenizando a queda do Ibovespa. As PN, por sua vez, subiram 1,53%, também na máxima do dia.
vale
Os papéis da Vale atuaram na direção oposta e apresentaram queda de 0,68% os ON e de 0,14% os PNA. Sem um motivo específico, as ações ON da petroleira de Eike Batista OGX amargaram perda de 4,34%.
Quedas
As principais quedas do Ibovespa ontem foram lideradas por B2W ON, com declínio de 5,89%, seguida por Brookfield ON (-4,97%), OGX ON (-4,34%), Usiminas ON (-3,64%) - que divulgaria balanço ontem - e Gerdau Metalúrgica PN (-3,42%). A queda da Usiminas está ligada à previsão de um prejuízo líquido no quarto trimestre do ano passado.
Destaques
Já os destaques de alta do índice ficaram por conta de JBS ON, que subiu 2,05%, Suzano PNA (+1,98%), ALL ON (+1,97%), Petrobras ON (+1,72%) e Bradesco PN (+1,62%).
Agenda
A agenda de balanços da semana está carregada e reserva os resultados de Gerdau, Banco do Brasil, BM&FBovespa e Pão de Açúcar, entre outros. Ontem, além de Usiminas, após o fechamento do mercado serão divulgados os números do quarto trimestre de Oi, BR Properties e Panamericano.
Câmbio
Para o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel, o feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos reduziu os negócios no Brasil. "Quando o fluxo é pequeno, o mercado fica mais volátil. Mas mesmo caindo um pouco hoje (ontem), o dólar (no balcão) permaneceu acima da mínima vista na sexta-feira (de R$ 1,9520), quando o Banco Central atuou", disse Battistel, em referência ao leilão de swap cambial reverso (equivalente à compra de dólares no mercado futuro).
Dólar
Segundo Battistel, a atuação do BC e as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o controle da inflação é feito por meio dos juros - e não do câmbio - deixaram claro que o piso informal da moeda é, atualmente, de R$ 1,95.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2013 encerrou a sessão com taxa de 7,22%, com 209.935 contratos, ante 7,17% no ajuste da sexta-feira. O contrato para janeiro de 2014 marcou 7,73% (411.130 contratos), de 7,62% no ajuste da sexta-feira. O DI com vencimento em janeiro de 2015 apontou máxima de 8,45% (248.730 contratos), de 8,29%. Na ponta longa da curva, o juro para 2017 terminou na máxima de 9,13% (102.090), de 8,99% de sexta-feira, enquanto o DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,66% (13.350), de 9,61% do fim da semana passada.
(Agência Estado)





