Queda
Com o cenário externo desfavorável, os papéis das blue chips Petrobras, Vale e OGX conduziram a queda do Ibovespa no pregão de ontem, levando a Bolsa a fechar abaixo dos 58 mil pontos pela primeira vez no ano. A proximidade do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira, é outro fator que pressionou os principais papéis do índice à vista. Na semana, a Bovespa acumulou perda de 1,01%.
Juros
A percepção de que a taxa básica de juros da economia do País deve entrar em trajetória de elevação antes do previsto causou reações distintas sobre os papéis do Ibovespa. Se por um lado os bancos foram beneficiados e apresentaram alta consistente na sessão de ontem, os setores de consumo e construção civil amargaram perdas diante do possível aumento do custo do crédito.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem com desvalorização de 0,30%, aos 57.903,30 pontos, pior nível desde 6 de dezembro (57.656,42 pontos). O giro financeiro somou R$ 7,007 bilhões. Em baixa desde 14h30, o índice oscilou dos 57.802 pontos (-0,47%), na mínima do dia, aos 58.352 pontos (+0,47%), na máxima. No mês de fevereiro, a Bolsa acumula perda de 3,11% e, no ano, tem declínio de 5,00%.
Explicação
"Os bancos hoje (ontem) subiram, mas ações de peso na carteira do Ibovespa acompanham o exterior e caíram bem, como OGX, Vale, Gerdau e Usiminas, por exemplo", explica o operador da mesa institucional da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro.
Petrobras
As ações da Petrobras apresentaram queda de 0,57% as ON e de 0,23% as PN. No setor, OGX ON caiu 6,49%, liderando as perdas do Ibovespa no dia. No mercado internacional, os preços dos contratos futuros de petróleo apresentaram desvalorização. Na Nymex, o contrato com vencimento em março fechou em baixa de 1,83%, negociado a US$ 95,53 o barril. Os papéis ON e PNA da Vale recuaram 0,73% e 0,76%, respectivamente.
Bancos
O setor financeiro liderou as altas do Ibovespa, puxadas por Itaúsa PN, que subiu 4,67%. Em seguida, aparecem Itaú Unibanco PN (+4,64%), Bradesco PN (+4,42%), as units do Santander (+3,46%) e BM&FBovespa ON (+3,12%).
Destaques
Já os destaques de queda do índice foram, além de OGX ON, CCR ON (-5,08%), BR Malls ON (-4,44%), Lojas Renner ON (-4,29%) e Oi ON (-3,80%).
Dow Jones
Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,35%, o S&P 500 recuava 0,38% e o Nasdaq perdia 0,37%.
Câmbio
O dólar acabou fechando o dia com ganho de 0,41% ante o real no balcão, na cotação máxima da sessão, a R$ 1,9670. Na mínima, antes do leilão de swap reverso, a moeda marcou R$ 1,9520, em baixa de 0,36%. Da mínima para a máxima, as moeda oscilou +0,77%.
Dólar
Após a autoridade monetária entrar no mercado, por meio do swap cambial reverso, o dólar passou a subir. No leilão, o BC vendeu o lote integral de 27 mil contratos com vencimento em 1º de março de 2013. O volume financeiro foi de US$ 1,348 bilhão.
Piso
Profissionais alertaram que, ao atuar quando o dólar atingiu a faixa de R$ 1,95, o Banco Central deixou claro que este é o piso informal para a moeda americana. Na sexta-feira passada, 8 de fevereiro, o BC já havia feito um leilão de swap reverso para retirar a moeda da faixa de R$ 1,95. A diferença é que, naquela ocasião, apenas 27% da oferta total de 37 mil contratos haviam sido vendidos.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, em meio a um forte giro, a taxa para julho de 2013 (448.170 contratos) estava em 7,17%, de 7,10% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (1.026.510 contratos) marcava 7,62%, ante 7,39% ontem. O DI para janeiro de 2015 (601.045 contratos) indicava 8,29%, de 8,17% no ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (250.155 contratos) tinha taxa mínima de 8,99%, ante 9,04% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (30.730 contratos) apontava 9,61%, ante 9,71% no ajuste.

(Agência Estado)

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