MERCADO FINANCEIRO
Pregão
Os dados desanimadores de crescimento econômico na zona do euro e no Japão aumentaram a aversão ao risco e levaram a Bovespa a renovar a pontuação mínima do ano. Durante o pregão, o Ibovespa chegou a ser negociado na casa dos 57 mil pontos. As companhias ligadas a commodities foram as mais prejudicadas, com Vale caindo mais de 1%. O cenário só não foi pior porque as ações da Petrobras registraram queda menos expressiva. O giro financeiro também foi o pior do ano, totalizando R$ 5,321 bilhões.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em baixa de 0,56%, aos 58.077,31 pontos, menor pontuação desde 6 de dezembro do ano passado (57.656,42 pontos). O índice ficou no vermelho durante todo o pregão. Na mínima, recuou 1,12%, aos 57.751 pontos e, na máxima, ficou estável, aos 58.406 pontos. No mês, a Bovespa acumula perda de 2,82% e, no ano, de 4,72%.
PIB
"Os números do PIB do Japão e da Europa não agradaram ninguém e tiveram impacto nas ações que têm mais peso no Ibovespa", explica o superintendente da CGD Securities Raffi Dokuzian, citando os setores de petróleo, mineração e financeiro. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro e o das maiores economias do bloco - Alemanha, França e Itália - tiveram contração no quarto trimestre do ano passado.
Fragilidade
Ele acrescenta que, além do ambiente externo desfavorável, o volume negociado na Bovespa ontem foi fraco, o que acaba intensificando os movimentos de alta ou baixa no mercado acionário. "A coisa está frágil; com giro baixo fica mais frágil ainda", explica. Das 69 ações que compõe a carteira teórica do Ibovespa, apenas 24 fecharam no azul.
Petrobras
Os papéis da Petrobras recuaram 0,50% os ON e 0,73% os PN. OGX ON apresentou queda de 1,86%.
Vale
No caso da Vale, a queda foi mais intensa; as ON perderam 1,36% e as PNA registraram declínio de 1,76%. Os papéis da companhia também foram pressionados pela divulgação de um balanço fraco da concorrente anglo-australiana Rio Tinto, que anunciou seu primeiro prejuízo líquido anual em 2012, de US$ 2,99 bilhões, prejudicada por uma forte queda nos preços do minério de ferro, entre outras commodities.
Dow Jones
Em Wall Street, no final da tarde de ontem, o índice Dow Jones perdia 0,03%, o S&P 500 avançava 0,11% e o Nasdaq tinha ganho de 0,06%.
Câmbio
Na máxima do dia, vista após a abertura, a moeda americana atingiu R$ 1,9710 (+0,25%) no balcão e, na mínima, à tarde, marcou R$ 1,9580 (-0,41%), na menor cotação intraday desde 8 de fevereiro de 2013. Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -0,66%. Às 16h38 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,778 bilhões, sendo US$ 2,299 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F não registrou negócios ontem. No mercado futuro, o dólar para março era cotado a R$ 1,9610, em baixa de 0,43%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa para julho de 2013 (168.410 contratos) estava em 7,10%, de 7,09% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (319.090 contratos) marcava máxima de 7,39%, ante 7,38% ontem. O DI para janeiro de 2015 (275.180 contratos) indicava 8,17%, também na máxima, de 8,16% no ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (99.745 contratos) tinha taxa de 9,04%, idêntica à da véspera, e o DI para janeiro de 2021 (8.855 contratos) apontava 9,71%, ante 9,72% no ajuste.
Londres
As bolsas de valores europeias fecharam em queda ontem, após uma série de dados ruins do produto interno bruto (PIB) da zona do euro e do Japão ter pesado nos índices. Na Europa, as quedas do PIB eram esperadas, mas vieram acima do previsto. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,2%, fechando a 287,79 pontos.
Pessimismo
O pessimismo dominou desde cedo a sessão, as bolsas europeias ampliaram as perdas e o euro chegou a atingir as mínimas após a divulgação de uma queda de 0,6% no PIB da zona do euro no quarto trimestre do ano passado, em comparação com o terceiro trimestre. A contração foi maior do que a de 0,4% prevista e a mais profunda desde o primeiro trimestre de 2009.
(Agência Estado)





