Azul
A melhora do humor externo, juntamente com a alta das ações da Vale, que na última hora do pregão migraram para o positivo, ajudou a Bovespa a encerrar a sessão de ontem no azul, interrompendo uma sequência de quatro quedas. Os papéis PN da Petrobras passaram por uma correção e também impulsionaram o movimento de alta. O pregão foi volátil e influenciado por questões técnicas, como a disputa entre comprados e vendidos diante do vencimento de índice futuro, marcado para a volta dos negócios locais, na próxima quarta-feira. O vencimento de opções sobre ações, no dia 18 de fevereiro, também estimulou os negócios.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em alta de 0,21%, aos 58.497,83 pontos. Apesar do desempenho desta sexta-feira, a Bovespa termina a semana com queda de 3,07%. No mês de fevereiro, o principal índice da Bolsa acumula perda de 2,11% e, no ano, contabiliza desvalorização de 4,03%.
Pregão
Durante o pregão de ontem, apesar de trocar de sinal algumas vezes, o índice oscilou pouco, dos 58.025 pontos (-0,60%), na mínima, aos 58.638 pontos (+0,46%), na máxima. É importante destacar que a Bolsa defendeu o importante suporte dos 58 mil pontos, que representa a média móvel de 200 dias. O giro financeiro somou R$ 7,134 bilhões.
Vale
As ações da Vale encerraram o dia em alta de 0,79% as ON e de 0,75% as PNA. Segundo operadores, alguns investidores já estão montando posição para o vencimento de opções sobre ações do dia 18, já que a próxima semana é mais curta. Também contam a favor da mineradora os indicadores positivos de comércio na China, principal cliente da companhia, divulgados mais cedo.
Petrobras
Os papéis ON e PN da Petrobras chegaram ao fim do dia em direções distintas. Enquanto as ações ON recuaram 0,62%, as PN subiram 1,37%. No setor, OGX ON avançou 1,32%.
Bancos
Os bancos terminaram o dia predominantemente em alta, liderados por Bradesco PN, que subiu 2,01%, seguido de Itaú Unibanco PN (+1,80%), units do Santander (+0,84%) e Banco do Brasil ON (+0,72%).
Dow Jones
Há pouco, em Wall Street, o índice Dow Jones registrava alta de 0,29%, o S&P 500 subia 0,51% e o Nasdaq avançava 0,88%.
Câmbio
O dólar à vista acabou fechando o dia estável ante o real no balcão, cotado a R$ 1,9720. Na mínima, vista às 10h09, a moeda marcou R$ 1,9530, em baixa de 0,96% e na menor cotação intraday desde 11 de maio de 2012. Na máxima, já durante a tarde, o dólar atingiu R$ 1,9790 (alta de 0,35%). Da mínima para a máxima, a oscilação foi de 1,33%.
Dólar
Às 16h41 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,163 bilhões, sendo US$ 1,750 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F não registrou negócios hoje. No mercado futuro, o dólar para março era cotado a R$ 1,9780, em alta de 0,25%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa para julho de 2013 (123.840 contratos) estava em 7,12%, de 7,14% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (517.220 contratos) marcava 7,40%, ante 7,44% na véspera. O DI para janeiro de 2015 (405.300 contratos) indicava 8,17%, de 8,19% no ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (207.525 contratos) tinha taxa de 9,05%, ante 9,09% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (2.100 contratos) apontava 9,74%, ante 9,77% no ajuste.
Londres
As bolsas de valores da Europa fecharam em alta ontem, impulsionadas por dados dos Estados Unidos e da China, mas tiveram queda na semana, em meio às expectativas com a reunião do Banco Central Europeu (BCE), que ocorreu anteontem. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 1,22%, fechando a 287,34 pontos ontem. Na semana, entretanto, houve retração de 0,30%.
China
A China, que hoje inicia o feriado do Ano Novo Lunar e cujos mercados só voltarão a operar no próximo dia 18, teve superávit comercial de US$ 29,2 bilhões em janeiro, menor que o saldo positivo de US$ 31,6 bilhões verificado em dezembro, mas acima dos US$ 26,6 bilhões projetados por analistas. Além disso, as exportações chinesas deram um salto de 25% no mês passado, enquanto as importações subiram 29%, ambos resultados bem superiores aos de dezembro.

(Agência Estado)

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