Londres
As bolsas de valores da Europa fecharam em queda ontem, com os investidores cautelosos antes da divulgação das decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que serão divulgadas hoje. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,36%, fechando a 284,52 pontos.
Paris
O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, perdeu 1,40%, fechando a 3.642,90 pontos. O setor bancário liderou as perdas, com destaque para BNP Paribas (-2,55%), Société Générale (-3,54%) e Credit Agricole (-3,71%). Já a montadora Renault subiu 1,58%, se recuperando de perdas recentes.
Alemanha
Em Frankfurt, o índice DAX recuou 1,09% e fechou a 7.581,18 pontos. No território negativo aparecem Bayer, com perda de 2,23%, Merck, com desvalorização de 2,09%, e RWE, que caiu 2,03%. A Daimler, que divulga balanço hoje, subiu 1,91%.
Inglaterra
Já na Bolsa de Londres o índice FTSE subiu 0,20%, encerrando a sessão a 6.295,34 pontos. A empresa de serviços financeiros Hargreaves Lansdown saltou 11,23%, após reportar uma alta de 30% no lucro antes de impostos do primeiro semestre fiscal. Já a gestora de fundos Schroders subiu 2,88%, após ter sua recomendação elevada por um analista. E o Royal Bank of Scotland (RBS) teve alta de 1,36%, depois de anunciar que chegou a um acordo de US$ 610 milhões com autoridades dos EUA e do Reino Unido para encerrar acusações sobre manipulação da taxa interbancária de Londres (Libor).
Espanha
Em Madri, o índice IBEX-35 teve queda de 0,46% e fechou a 8.056,20 pontos. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, caiu 0,58%, a 6.137,18 pontos. E na Bolsa de Milão o índice FTSE-Mib perdeu 0,65%, a 16.602,85 pontos.
Ásia
A maioria das bolsas asiáticas fechou em alta ontem, corrigindo perdas registradas na sessão anterior em meio a preocupações com a situação política na Espanha, que enfrenta um grave escândalo de corrupção, e na Itália, que realizará eleições gerais no fim do mês.
China
Na China, as ações fecharam perto da estabilidade, após sete pregões consecutivos de alta. O índice Xangai Composto teve um ligeiro ganho de 0,06% e encerrou o dia aos 2.434,48 pontos, à espera de dados de inflação que saem na sexta-feira. Já o Shenzhen Composto subiu 0,48%, para 951,52 pontos. A Vanke, a maior incorporadora do país em valor de mercado, contrariou a tendência e recuou 1,4%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng apagou parte da baixa verificada na sessão anterior e avançou 0,5%, para 23.256,93 pontos.
Seul
O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, por outro lado, apresentou uma pequena queda de 0,1%, a 1.936,19 pontos, estendendo a série de perdas pela quinta sessão seguida. Algumas das principais ações de tecnologia conseguiram se recuperar ontem, mas as montadoras foram afetadas por preocupações em relação aos lucros dos próximos anos, em função da desvalorização do iene ante o won.
Taiwan
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé terminou com o índice Taiwan Weighted em alta de 0,3%, aos 7.906,65 pontos, impulsionada por fortes ganhos das ações financeiras. Cathay Financial avançou 4,4%, Chinatrust ganhou 2,0% e Fubon Financial subiu 0,5%. A busca por barganhas também ajudou a fabricante de smartphones HTC, cujos papéis saltaram 2,1%.
Austrália
Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 encerrou o dia com alta de 0,8%, aos 4.921,00 pontos, depois de recuar 0,5% anteontem, sua maior queda em quatro semanas. As mineradoras BHP Billiton, Rio Tinto, Fortescue Metals, Santos e Oil Search avançaram entre 0,9% e 2,9%.
Filipinas
A Bolsa das Filipinas caiu, pressionada por realização de lucros de blue chips que haviam acumulado ganhos recentes. O índice PSEi encerrou a sessão com queda de 0,6%, aos 6.431,35 pontos, num pregão marcado por forte volume de negócios. "Foi apenas uma pequena correção. Ainda há muito dinheiro esperando o momento certo de comprar", comentou Joey Roxas, presidente da Eagle Equities.
Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em alta acentuada na sessão de ontem, uma vez que os investidores ficaram esperançosos com a perspectiva de que um novo presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) poderá realizar políticas mais agressivas de estímulo ao mercado. A confiança do mercado enfraqueceu o iene e ajudou as ações de grandes exportadores. Como resultado, o índice Nikkei terminou o pregão no maior nível em 52 meses, com alta de 3,8%, a 11.463,75 pontos.

(Agência Estado)

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