Desceu
DOW JONES

Subiu
BOVESPA

Bovespa
O mercado internacional mais favorável nesta terça-feira não foi suficiente para impulsionar a Bovespa, que encerrou o pregão em queda pressionada pelas blue chips Petrobras, Vale e OGX. No caso da petroleira, a proposta de pagamentos diferenciados de dividendos para as ações ordinárias e preferenciais fez os papéis ON da estatal despencarem mais de 8%, a maior queda do índice, em um movimento de ajuste de baixa dos preços das ações em questão. O principal índice da Bolsa só não caiu mais devido à recuperação do setor financeiro.

Queda
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,22%, aos 59.444,97 pontos, após operar no vermelho durante toda a tarde. Na máxima do dia, na primeira metade dos negócios, o índice chegou a subir 0,67% (59.974 pontos), enquanto, na mínima, recuou 0,74%, aos 59.132 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 8,654 bilhões (dado preliminar). Com o resultado de ontem, a Bolsa acumula perda de 0,53 no mês de fevereiro, e de 2,47% no ano.

Petrobras
"Apesar do quadro melhor lá fora, com indicadores positivos do setor de serviços dos EUA, da Europa e da China, mais uma vez, não ‘surfamos essa onda’", destaca o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. "A nossa Bolsa não consegue sair desse quadro em que ela está por questões nossas, internas. A incerteza é muito grande e impede que acompanhemos lá fora", lamenta, citando que a mudança na política de dividendos da Petrobras penaliza os acionistas e respinga sobre outras companhias de peso do índice à vista, como Vale e OGX.

Balanço
Principal queda do Ibovespa, as ações ON da Petrobras sofreram um ajuste após a proposta da companhia de pagamentos diferenciados dos papéis ordinários e preferenciais. Isso explica a divergência entre o comportamento das duas classes de papéis. Enquanto as ON despencaram 8,29%, as PNs apresentaram alta de 0,44%. Além disso, o balanço da companhia, divulgado ontem, não agradou.

OGX
No setor, os papéis ON da OGX recuaram 6,22%, ainda repercutindo o relatório de produção divulgado segunda-feira pela empresa.

Vale
Ainda entre as blue chips, as ações da Vale perderam 1,85% as ON e 1,68% as PNA, em reação a um relatório do Eurasia Group, que afirma que o novo código de mineração, que será enviado até março ao Congresso, será ruim para os players do setor.

Lucro
A queda do Ibovespa ontem foi, em parte, amenizada pelo setor financeiro, beneficiado pelo balanço do Itaú Unibanco, que reportou, antes da abertura dos mercados, lucro em linha com as estimativas. O desempenho da instituição garantiu uma valorização de 2,52% às ações PN do banco e Itaúsa subiu 2,24%. Banco do Brasil ON avançou 0,88%, mas Bradesco PN teve leve recuo de 0,08%, Cielo perdeu 0,52% e as units do Santander caíram 1,02%.

Mais perdas
Além de Petrobras ON e OGX ON, que lideraram as perdas do Ibovespa ontem, outros destaques foram MMX ON (-4,66%), LLX ON (-3,64%), Marfrig ON (-2,92%) e Oi PN (-2,22%).

Altas
Já as principais altas do índice foram Brookfield ON, que subiu 4,60%, seguida por Usiminas ON (+4,07%), Hypermarcas ON (+3,31%), Itaú Unibanco PN (+2,52%) e Localiza ON (+2,44%).

Subida
Em Wall Street, ontem, o índice Dow Jones subia 0,90%, o S&P 500 avançava 1,21% e o Nasdaq apresentava ganho de 1,41%.

Câmbio
Na manhã de ontem, a moeda chegou a ser cotada na máxima de R$ 1,9940 (+0,05%) e, à tarde, atingiu a mínima de R$ 1,9820 (-0,55%). Perto das 16h40 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 4,012 bilhões, sendo US$ 3,599 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F caiu 0,08%, a R$ 1,98650, com apenas três negócios durante a sessão. No mercado futuro, a moeda americana com vencimento em março era cotada a R$ 1,99250, com queda de 0,50%.

Juros
A taxa para julho de 2013 (35.500 contratos) estava em 7,07%, de 7,06% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (271.885 contratos) marcava taxa máxima de 7,28%, ante 7,24% na véspera. O DI para janeiro de 2015 (398.820 contratos) indicava 8,02%, de 7,99% no ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (141.555 contratos) tinha taxa máxima de 9,00%, ante 8,89% na segunda-feira, e o DI para janeiro de 2021 (38.215 contratos) apontava máxima de 9,72%, ante 9,60% no ajuste.

(Agência Estado)

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