Desceu
Vale

Subiu
Dólar

Sinal vermelho
O mercado externo teve um dia de aversão a risco e o sinal vermelho contaminou a Bovespa. A expectativa ruim com o balanço Petrobras, que seria conhecido ontem fez com que as ações tivessem queda firme e também contaminassem o principal índice à vista. Vale, siderúrgicas e bancos também caíram.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com desvalorização de 1,28%, aos 59.575,66 pontos. Na mínima, registrou 59.256 pontos (-1,81%) e, na máxima, ficou estável nos 60.350 pontos. No mês, acumula perda de 0,31% e, no ano, de 2,26%. O giro financeiro totalizou R$ 6,411 bilhões.

Petrobras
A Petrobras deve divulgar um lucro líquido de R$ 5,73 bilhões, segundo a média dos analistas consultados pela Agência Estado. Se confirmado, será 13,5% maior do que um ano antes. Para o ano, a previsão é de R$ 19,16 bilhões que poderá se configurar, se vier este número, no menor desempenho desde 2004.

OGX
No mesmo setor, OGX também não teve um dia fácil, embora as perdas tenham sido mais tímidas do que as registradas nos piores dias da semana passada. A queda foi de 3,13%, prejudicada pela aversão a risco e pelo relatório de produção.

Vale
Vale e siderúrgicas caíram: Vale ON, -0,98%, Vale PNA, -1,15%, Gerdau PN, -0,91%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,08%, Usiminas PNA, -3,40%, CSN ON, -2,87%.

Bancos
Seguindo seus pares no exterior, os bancos recuaram, ainda pressionados pela notícia divulgada hoje no Estadão de que o governo quer o Banco do Brasil e a Caixa participando, ao lado do BNDES, dos financiamentos de obras de infraestrutura. Bradesco PN perdeu 1,35%, Itaú Unibanco PN, 2,34%, BB ON, 1,85%, e Santander unit, 0,54%.

Indicadores mistos
O sinal negativo das bolsas externas decorreu de indicadores mistos não tão bons nos EUA e um quadro mais nervoso na Europa, mais precisamente na Espanha e Itália.

Câmbio
A aversão ao risco no exterior, com a volta de Espanha e Itália ao centro das atenções, impulsionou o dólar em relação ao euro e a moedas com elevada correlação com commodities, como o real. Em busca de ativos mais seguros, os investidores retiraram recursos dos mercados de ações e correram para o dólar, que fechou em alta de 0,30% ante o real no balcão, cotado a R$ 1,9930. No Brasil, o movimento foi reforçado no fim da tarde por um fluxo negativo de dólares.

Dólar
Na mínima do dia, vista logo cedo, o dólar à vista foi cotado a R$ 1,9870 (estável) no balcão e, na máxima, registrada perto das 16 horas, marcou R$ 1,9950 (alta de 0,40%). A moeda americana, que se manteve em sintonia com o exterior, ampliou a alta ante o real no fim da tarde em função de operação de uma companhia de petróleo que, conforme profissional do mercado, retirou do País US$ 100 milhões.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa para julho de 2013 (11.900 contratos) estava em 7,06%, de 7,08% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (69.785 contratos) marcava taxa mínima de 7,24%, ante 7,26% na sexta-feira. O DI para janeiro de 2015 (130.905 contratos) indicava 7,99%, idêntico ao ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (86.625 contratos) tinha taxa de 8,89%, ante 8,84%, e o DI para janeiro de 2021 (4.945 contratos) apontava máxima de 9,60%, ante 9,54% no ajuste.

Londres
As bolsas europeias encerraram em forte queda, devido a preocupações dos investidores com um escândalo político na Espanha, enquanto as eleições na Itália aparecem como uma fonte potencial de instabilidade para o país. Os mercados acionários também foram pressionados pelos dados fracos dos preços ao produtor da zona do euro. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 4,30%, fechando aos 283,90 pontos, com os papéis dos bancos liderando os declínios da sessão.

Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em alta ontem, uma vez que o enfraquecimento do iene combinado com os avanços de Panasonic, Sony e JFE Holdings, entre outras, resultaram na quinta sessão seguida de ganhos. O índice Nikkei subiu 0,6%, para 11.260,35 pontos, após acréscimo de 0,5% na sexta-feira. Com o resultado, o índice registrou o maior nível de fechamento em quase 34 meses.

Ásia
As bolsas asiáticas fecharam a segunda-feira sem direção única. O pregão começou com impulso dos indicadores econômicos positivos sobre a economia dos EUA divulgados na sexta-feira, que levaram os índices acionários de Nova York a fecharem a semana passada nas máximas em vários anos. No entanto, o efeito sobre as ações da Ásia perdeu força ao longo da sessão.

(Agência Estado)

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