Subiu
Vale

Desceu
Dólar

Pregão volátil
A Bovespa teve um pregão bastante volátil, titubeando entre aprofundar as perdas e se segurar no mesmo sinal de Wall Street. À tarde, essa segunda tendência prevaleceu e, no final do dia, o índice renovou as máximas da sessão, com a firmeza recém-conquistada das ações da Vale. Petrobras e Bradesco, por outro lado, contiveram o avanço do índice.

Variação positiva
O Ibovespa terminou o dia com variação positiva de 0,63%, aos 60.406,33 pontos. Na mínima, registrou 59.758 pontos (-0,45%) e, na máxima, com 60.428 pontos (+0,67%). No mês e no ano, acumula perda de 0,90%. O giro financeiro totalizou R$ 6,887 bilhões.

Vale
As ações da Vale se firmaram no finalzinho da sessão e tiraram o Ibovespa da indefinição que marcou os negócios durante todo o dia. Os papéis subiram 1,16% na ON e 1,17% na PNA, ajudados, nesse fim de dia, por declarações do diretor executivo de Finanças e de Relações com Investidores da empresa. Luciano Siani comentou que o foco da empresa será recuperar participação em minério de ferro. Ele também reafirmou o compromisso em expandir a capacidade de produção nos próximos anos por meio da obtenção de novas licenças ambientais.

Petrobras
Petrobras, por outro lado, jogou contra. Os papéis trabalharam pesados o dia todo e contiveram o desempenho do Ibovespa ao longo da sessão. À indefinição sobre um reajuste dos combustíveis foi somada a perspectiva de um balanço ruim do quarto trimestre do ano passado. Petrobras ON caiu 1,33% e PN, 1,34%.

Bradesco
Bradesco PN seguiu em queda ontem de 1,15%. E a queda do dólar afetou empresas exportadoras, a exemplo da véspera. Ontem, as principais vítimas foram Suzano e Fibria.

Câmbio
Durante todo o dia, o dólar oscilou abaixo dos R$ 2,00 no balcão - um patamar que, por vários meses, foi considerado piso para a moeda. Na cotação máxima da sessão, vista no início do dia, o dólar marcou R$ 1,9970 (-0,25%) e, na mínima, perto das 15h30, atingiu R$ 1,9840 (-0,90%). Às 17h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,793 bilhões, sendo US$ 2,501 bilhões em D+2. Já o dólar pronto da BM&F, com 13 negócios, fechou em baixa de 1,56%, a R$ 1,9851. No mercado futuro, o dólar com vencimento em fevereiro era cotado a R$ 1,9855, em baixa de 0,55%.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa para outubro de 2013 (24.450 contratos) estava em 7,11%, de 7,15% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (260.190 contratos) marcava taxa de 7,19%, ante 7,24% na véspera. O DI para janeiro de 2015 (360.315 contratos) indicava 7,87%, ante 7,94% no ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (130.590 contratos) tinha taxa de 8,76%, ante 8,81% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (4.950 contratos) apontava 9,48%, ante 9,53% no ajuste.

Londres
As bolsas da Europa fecharam em direções divergentes com novos dados mistos dos Estados Unidos e também da Europa. Apesar de o índice de confiança do consumidor norte-americano do Conference Board ter decepcionado, as altas no índice de confiança do consumidor da Alemanha e no índice de preços de moradias em 20 cidades dos EUA ajudaram as principais bolsas da Europa a fecharem em alta. O índice FTSE, da Bolsa de Londres, fechou acima de 6.300 pela primeira vez desde maio de 2008 e o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com alta de 0,37%, a 290,42 pontos.

Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em leve alta, uma vez que o dólar se manteve relativamente firme contra o iene, atraindo caçadores de pechinchas - voltados para papéis de exportadores, como a Fanuc e a Nissan Motor - enquanto resultados sólidos da KDDI ajudaram a levantar o mercado. O índice Nikkei avançou 0,4%, para 10.866,72 pontos, após uma queda de 0,9% na sessão anterior. O volume de negociações foi robusto com 3,47 bilhões de papéis.

Ásia
Os mercados acionários da Ásia fecharam em alta ontem, com a Austrália liderando os ganhos da sessão na reabertura do pregão depois de um feriado nacional na segunda-feira. Por outro lado, a Bolsa de Hong Kong foi puxada para baixo pelo Industrial & Commercial Bank of China (ICBC).

(Agência Estado)

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