MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Ibovespa
Subiu
Barclays
Pregão solitário
A Bovespa teve mais um pregão solitário, na contramão do Dow Jones. Fechou em baixa, quase perdeu o patamar de 60 mil pontos, e apagou todos os ganhos acumulados em janeiro. A baixa da sessão foi também a maior desde meados de novembro passado. Bradesco, bancos, Vale e siderúrgicas se destacaram entre os comportamentos negativos do dia.
Giro
O Ibovespa fechou a segunda-feira com perda de 1,87%, a maior retração desde 14 de novembro de 2012, quando havia recuado 2,10%. Encerrou nos 60.027,07 pontos, o menor nível desde 17 de dezembro passado (59.566,52 pontos). Na mínima do dia, atingiu 59.921,35 pontos (-2,04%) e, na máxima, 61.313 pontos (+0,23%). No mês e no ano, agora, o índice cai 1,52%. O giro financeiro totalizou R$ 7,414 bilhões.
Bancos
Bradesco PN, que abriu a temporada de balanços do quarto trimestre do ano passado, fechou com baixa de 3,07%. O resultado trimestral influenciou os demais papéis do setor, que também recuaram: Itaú Unibanco PN, -2,63%, BB ON, -2,72%, e Santander unit, -0,61%.
Siderúrgicas
Vale e siderúrgicas seguiram o mesmo ritmo: Vale ON, -3,03%, e PNA, -2,43%, prejudicada pela queda do preço do minério e baixa do dólar. Gerdau PN, -3,34%, Metalúrgica Gerdau PN, -3,72%, Usiminas PNA, -2,08%, e CSN ON, -3,08%. Petrobras ON perdeu 1,61% e PN, 1,22%.
Câmbio
Na máxima do dia, vista pela manhã, a moeda americana marcou R$ 2,0370 (+0,34%) e, na mínima, verificada à tarde, atingiu R$ 2,0010 (-1,43%). Da máxima para a mínima, a moeda americana oscilou -1,77% no balcão. Pouco depois das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,468 bilhões, sendo US$ 2,113 bilhões em D+2. Já o dólar pronto da BM&F, com apenas quatro negócios, fechou em baixa de 0,81%, a R$ 2,01650. No mercado futuro, o dólar com vencimento em fevereiro era cotado a R$ 2,00250, em baixa de 1,52%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa para outubro de 2013 (13.845 contratos) estava em 7,15%, de 7,17% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (173.875 contratos) marcava taxa de 7,24%, ante 7,25% na quinta-feira. O DI para janeiro de 2015 (497.085 contratos) indicava mínima de 7,94%, ante 7,96% no ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (177.510 contratos) tinha taxa de 8,81%, ante 8,76%, e o DI para janeiro de 2021 (12.610 contratos) apontava 9,53%, ante 9,47% no ajuste.
Londres
As bolsas da Europa fecharam em direções divergentes ontem, em um dia sem grandes dados macroeconômicos no continente e com indicadores divergentes sobre a economia dos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com leve queda de 0,12%, a 289,36 pontos.
Libra
O destaque no mercado de câmbio foi a libra, que atingiu os menores níveis ante o dólar desde meados do ano passado e as mínimas ante o euro em 14 meses, pressionada pelas expectativas de que o governo do Reino Unido forneça mais estímulos à economia após os dados fracos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na sexta-feira.
Bolsa
Nesse cenário, o índice FTSE da Bolsa de Londres subiu 0,16%, fechando a 6.294,41 pontos. Quase nos 6,3 mil pontos, o índice está próximo do maior nível desde maio de 2008. Ontem as ações do Barclays ganharam 1,71%. Já as mineradoras e empresas de varejo tiveram desempenho ruim, com destaque para Anglo American (-0,72%), Evraz (-2,10%) e Marks & Spencer (-0,68%).
Tóquio
Os mercados de ações na Ásia fecharam em alta ontem, com destaque para a Bolsa de Hong Kong que terminou o pregão no maior nível em 21 meses. As ações na China responderam com otimismo aos resultados das indústrias do país, cujos lucros avançaram 5,3% em 2012, em comparação com o ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas no fim de semana.
Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, uma vez que o iene volátil levou os investidores a assegurarem seus ganhos recentes. Além disso, um corte na estimativa de lucro da Fanuc para o atual ano fiscal levou muitos exportadores de tecnologia a um forte declínio. O índice Nikkei perdeu 0,9%, terminando o pregão com 10.824,31 pontos.





