MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobras
Desceu
Usiminas
Sinal positivo
A Bovespa acompanhou Nova York à distância. Ignorou o sinal positivo emitido pelas bolsas norte-americanas durante a tarde e recuou. Não pela falta de incentivo de Vale e Petrobras, que subiram e contrabalançaram as perdas do índice. Usiminas e Oi disputaram a liderança das maiores quedas do dia, enquanto Eletrobras foi o destaque positivo.
Queda
O Ibovespa terminou o dia em queda de 0,34%, aos 61.692,29 pontos. Na mínima, registrou 61.534 pontos (-0,59%) e, na máxima, 61.995 pontos (+0,15%). No mês e no ano, acumula ganho de 1,21%. O giro financeiro totalizou R$ 6,297 bilhões.
À deriva
Segundo profissionais, o mercado estava "meio à deriva" ontem, mais pautado por notícias pontuais do que pelo cenário macro. Os dados norte-americanos mistos contribuíram para a hesitação do mercado, que aguarda para hoje votação na Câmara de projeto que elevaria o teto da dívida norte-americana. Os republicanos no Senado se reuniriam ontem, às 19h30, para avaliar o projeto da Câmara.
Destaques
No Brasil, CCX e Oi foram os principais destaques corporativos, a primeira com a confirmação do fechamento do capital e a segunda, com a saída do presidente Francisco Valim. CCX ON disparou 22,36% e Oi PN recuou 7,93%.
Blue chips
As blue chips Vale e Petrobras subiram: Petrobras ON, 0,96% e PN, 0,98%. Vale ON, 1,40%, e PNA, 1,12%.
Câmbio
O dólar à vista no balcão chegou a superar os R$ 2,05 no início da tarde de ontem, mas acabou retornando para patamar inferior, em meio à percepção de que o Banco Central (BC) poderia agir para segurar a moeda americana - o que não ocorreu. O fluxo negativo de dólares determinou o viés de alta da moeda ante o real na maior parte do dia, mas perto do fechamento a relativa melhora externa fez o dólar fechar cotado a R$ 2,0440 no balcão, em alta de 0,10%.
Dólar
Na mínima do dia, vista na abertura, a moeda americana marcou R$ 2,0410 no balcão, em baixa de 0,05%. Na máxima, o dólar atingiu R$ 2,0510 (+0,44%), a maior cotação intraday verificada desde 27 de dezembro do ano passado. Naquele mês, aliás, o Banco Central lutava por meio de leilões de linha (venda de moeda com compromisso de recompra) para prover liquidez ao sistema e conduzir a moeda americana para níveis mais baixos, considerados confortáveis para o controle da inflação.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato para janeiro de 2014 (81.515 contratos) marcava taxa máxima de 7,17%, ante 7,13% na segunda-feira. O DI para janeiro de 2015 (140.525 contratos) indicava 7,88%, ante 7,81%. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (63.500 contratos) tinha taxa de 8,68%, ante 8,63% da véspera, e o DI para janeiro de 2021 (8.350 contratos) apontava 9,41%, ante 9,35% no ajuste.
Londres
As bolsas da Europa fecharam em baixa ontem, mas longe das mínimas da sessão. O noticiário econômico misto, as negociações sobre a elevação do teto da dívida e a decepção causada pelo anúncio de política monetária do Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês) pesaram sobre o sentimento dos investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,04%, fechando a 287,66 pontos.
Tóquio
As ações da Bolsa de Tóquio fecharam em queda, causada pela decepção dos investidores com a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). A frustração provocou uma queda no valor do dólar ante o iene, resultando na venda de papéis de grandes exportadores como a Honda Motor e a Canon. O índice Nikkei caiu 0,4%, para 10.709,93 pontos, após um decréscimo de 1,5% na sessão anterior. O volume de negócios totalizou mais de 3,9 bilhões de ações negociadas - em linha com a tendência recente de 3 bilhões de ações.
Ásia
Os mercados acionários da Ásia fecharam em direções divergentes, uma vez que a decisão do Banco do Japão não conseguiu estimular a compra de ações na região. Segundo especialistas, a definição do BoJ de uma meta de inflação de 2% e a implementação de uma política monetária mais relaxada já eram esperadas pelo mercado. Na China, os papéis terminaram o pregão em território negativo, uma vez que os investidores aproveitaram os ganhos das sessões anteriores para realizar lucros. O índice Xangai Composto recuou 0,6%, para 2.315,14 pontos, e o índice Shenzhen Composto fechou o pregão em baixa de 1,4%, a 928,90 pontos.
(Agência Estado)





