Desceu
BOVESPA

Subiu
DOW JONES

Estabilidade
A ausência do investidor estrangeiro na Bovespa ontem e a falta do referencial das bolsas de Nova York, fechadas em razão do feriado de Martin Luther King, deixaram o mercado brasileiro à deriva na segunda metade do pregão. O resultado da baixa liquidez foi um Ibovespa sem vigor para grandes oscilações, operando sempre próximo da estabilidade.

Movimentação
Durante a manhã, o vencimento de opções sobre ações chegou a conferir certa movimentação aos negócios locais e se refletiram em pressão de baixa para as blue chips Petrobras e Vale.

Bovespa
Após oscilar entre leves altas e baixas, o principal índice da Bolsa encerrou a sessão em queda de 0,09%, aos 61.899,71 pontos. Entre a mínima e a máxima do dia, o Ibovespa foi dos 61.804 pontos (-0,25%) aos 62.052 pontos (+0,15%). O giro financeiro somou R$ 6,656 bilhões (dado preliminar), sendo que o exercício de opções sobre ações correspondeu a R$ 2,703 bilhões do total. No mês de janeiro, a Bolsa acumula alta de 1,55%.

Tranquilidade
‘’O quadro hoje é tranquilo porque não há grandes direcionais que possam guiar a Bolsa, então ficamos mais voltados para fatores domésticos, para as incertezas que predominam aqui’’, resumiu o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. Entre esses fatores, ele cita a indefinição em relação ao possível reajuste de combustíveis e, no setor elétrico, as incertezas geradas pela MP 579, sancionada na semana passada, além do receio criado pela baixa dos reservatórios.

Petrobras
Pressionadas pelo vencimento de opções sobre ações, os papéis da Petrobras fecharam em queda de 0,95% os ON e de -0,97% os PN, enquanto as ações da Vale registraram perda de 0,07% as ON e de -0,13% as PNA. Os destaques do vencimento foram a série de opções de ValeA 40, ValeA 36 e PetroA 19. As ações ON da OGX, outro destaque do exercício, subiram mais cedo mas terminaram o dia de ontem em baixa de 0,40%.

Quedas
As principais quedas do Ibovespa foram lideradas por Oi PN, que recuou 5,13% - devido a rumores de conflito no alto escalão da companhia -, seguida por Usiminas ON (-3,11%), Usiminas PNA (-2,19%), CSN ON (-2,17%) e MMX ON (-2,01%).

Sobem
Já os destaques de alta do dia foram Eletrobras PNB, com valorização de 5,48%, Eletrobras ON (+5,19%), Eletropaulo PN (+4,45%), B2W ON (+2,83%) e Duratex ON (+2,64%). As ações da Eletrobras lideraram as altas na sessão de ontem impulsionadas pela notícia de que o presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto, discutirá no Ministério de Minas e Energia a reestruturação da companhia.

Tóquio
A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em queda ontem com o fortalecimento do iene e a realização de lucros antes de o comitê de política monetária do Banco do Japão (BoJ, o banco central do país) fazer seu anúncio, o que estimulou a sobrecompra e fez com que ações ligadas a moedas sensíveis, como as da Fast Retailing e Fanuc, caíssem sensivelmente, arrastando para baixo os índices mais amplos.

Câmbio
Na cotação mínima de ontem, registrada pouco antes das 11 horas de ontem, o dólar marcou R$ 2,040 no balcão (-0,24%) e, na máxima, vista perto das 12h30, R$ 2,044 (-0,05%). Da mínima para a máxima, o dólar oscilou 0,20%. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio registrava giro financeiro de US$ 1,539 bilhão (US$ 1,321 bilhão em D+2) - volumes inferiores aos registrados na sexta-feira. O dólar pronto na BM&F, com apenas um negócio durante o dia, recuou 0,02%, a R$ 2,0425. No mercado futuro, o dólar com vencimento em fevereiro era cotado a R$ 2,0455, em alta de 0,02%.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro para julho de 2013 (22.925 contratos) estava em 7,05%, de 7,07% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (97.705 contratos) marcava mínima de 7,13%, de 7,18% na sexta-feira passada. O DI para janeiro de 2015 (130.950 contratos) indicava 7,81%, também na mínima, ante 7,88%. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (57.690 contratos) tinha taxa de 8,63%, ante 8,70%, e o DI para janeiro de 2021 (5.800 contratos) apontava mínima de 9,35%, ante 9,41% no ajuste.

(Agência Estado)

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