Subiu
Dow Jones

Desceu
Petrobras

Perdas
Após a alta de segunda-feira, que chegou a colocar o Ibovespa acima dos 62 mil pontos, a Bolsa brasileira voltou a registrar perdas ontem, em meio à cautela no exterior. O debate sobre o teto da dívida nos Estados Unidos ofuscou dados positivos divulgados pela manhã, trazendo um viés de baixa para os principais índices de Nova York. Isso se traduziu na pressão de baixa sobre alguns ADRs e ações de empresas brasileiras, que também reagiram a notícias locais. Os papéis da Petrobras, por exemplo, oscilaram entre altas e baixas em meio à expectativa de que o reajuste dos combustíveis está próximo. Já os bancos, após os ganhos da segunda-feira, passaram por ajustes em baixa.

Ibovespa
O Ibovespa à vista encerrou o dia em baixa de 0,57%, aos 61.727 pontos. Na máxima, verificada longo no início da sessão, o índice atingiu 62.151 pontos (+0,11%) e, na mínima, marcou 61.695 pontos (-0,62%). Da máxima para a mínima, o Ibovespa oscilou 0,73%. O giro financeiro foi de R$ 6,65 bilhões. Em Nova York, às 17h52 (horário de Brasília), o Dow Jones subia 0,08%, o S&P 500 estava estável e o Nasdaq cedia 0,34%.

Calmaria
Por mais um dia, profissionais citaram certa calmaria no mercado de ações, com os investidores à espera de notícias mais impactantes, principalmente do exterior, para que a tendência do Ibovespa no curto prazo seja definida de forma mais clara. "A Bovespa está estranha, está perto dos 62 mil pontos, esperando alguma coisa nova", comentou um operador de renda variável.

Gasolina
A novidade para os negócios no Brasil - o possível reajuste de 7% da gasolina e de entre 4% e 5% para o óleo diesel, conforme informou na segunda-feira a Agência Estado - fez os papéis da Petrobras subirem mais de 1% pela manhã, mas o mau humor externo e novas ponderações sobre os reajustes dos combustíveis reduziram o fôlego da estatal. Fonte ouvida pela jornalista Sabrina Valle afirmou que, de fato, espera-se que o aumento da gasolina ocorra antes da próxima reunião do conselho da companhia, marcada para 4 de fevereiro. Porém, a decisão sobre o reajuste virá de Brasília e ainda não tem data marcada ou confirmação.

Petrobras
Pela manhã, o ministro interino da Fazenda, Arno Augustin, também disse que desconhece qualquer decisão sobre o aumento do preço da gasolina. "O desmentido do governo pesou sobre as ações da Petrobras", comentou o operador. No fim do dia, Petrobras ON marcou queda de 0,35%, enquanto Petrobras PN teve perda de 0,15%.

Vale
As ações da Vale, por sua vez, voltaram a recuar no Brasil, em um cenário de continuidade nas baixas do minério de ferro no mercado internacional. O preço à vista (spot) da tonelada seca do minério no porto de Tianjin, na China, caiu 1,1% ontem, para US$ 152,9. Após ter atingido a cotação de US$ 86,7 a tonelada seca em setembro do ano passado, o minério spot registrou forte alta no fim do ano passado. Agora, o que se vê é uma pressão de baixa. Para o ministro do Tesouro e vice-primeiro-ministro da Austrália, Wayne Swan, a industrialização da Ásia sustentará os preços altos do minério de ferro nos próximos anos, mas o mercado deve ficar levemente volátil no curto prazo. Hoje, Vale ON caiu 0,65%, enquanto Vale PNA teve baixa de 0,30%.

Bancos
Já as ações dos bancos recuaram, após os fortes ganhos de ontem. Banco do Brasil ON caiu 0,85%, Bradesco ON teve baixa de 1,53%, Itaú Unibanco recuou 1,24% e as units do Santander cederam 1,08%. A notícia de que a Caixa Econômica Federal reduziu a taxa de juros para financiamentos imobiliários acima de R$ 500 mil animou alguns papéis do setor imobiliário, com Gafisa em forte alta de 6,12% e Rossi ON com ganho de 1,12%.

Câmbio
No mercado à vista de balcão, o dólar chegou a R$ 2,040 na máxima e tocou R$ 2,033 na mínima cotação do dia. Na BM&F, o dólar pronto fechou cotado a R$ 2,036, com alta de 0,27% e dois negócios. O giro financeiro na clearing somava US$ 2,082 bilhões (US$ 1,784 bilhão em D+2), perto das 16h40. O dólar para fevereiro subia 0,15%, cotado a R$ 2,0415.

Juros
O juro com vencimento em janeiro de 2014 (94.840 contratos) projetava taxa máxima de 7,11%, de 7,10% no ajuste. O juro para janeiro de 2015 (205.760 contratos) indicava 7,71%, de 7,69% ontem. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (64.500 contratos) tinha taxa de 8,50%, ante 8,47% na véspera, e o contrato para janeiro de 2021 (6.740 contratos) marcava máxima de 9,22%, ante 9,18% no ajuste.

(Agência Estado)

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