MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobras
Desceu
Vale
Inflação
Dados negativos divulgados na China, que mostraram a aceleração da inflação em dezembro, pressionaram as commodities ao longo do dia e se refletiram no desempenho da Bovespa, bastante dependente de papéis ligados a matérias-primas. O receio de que, com preços em alta, o gigante asiático atue para conter o ritmo de atividade atingiu o preço internacional do minério de ferro e se traduziu na queda de mais de 2% da Vale. Outros papéis importantes para o Ibovespa também recuaram, como os de siderúrgicas, enquanto Petrobras conseguiu encerrar o dia no território positivo.
Ibovespa
Ao fim da sessão, o Ibovespa à vista indicou queda de 0,29%, aos 61.497 pontos. Na semana, a Bolsa acumula perda de 1,64%, enquanto, no ano, contabiliza valorização de 0,89%. O giro financeiro na Bovespa ontem foi de R$ 8,26 bilhões. Em Nova York, com os mercados ainda abertos, os principais índices estavam próximos da estabilidade às 17h49 (horário de Brasília): o Dow Jones subia 0,01%, o S&P 500 tinha baixa de 0,12% e o Nasdaq avançava 0,03%.
Preços
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China avançou 2,5% em dezembro de 2012 em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que indica aceleração ante a alta anual de 2,0% vista em outubro. O resultado de dezembro, que também superou levemente a mediana de 2,4% prevista por economistas, elevou a expectativa de que o país possa apertar a política monetária para conter os preços, prejudicando a expansão da atividade.
Ferro
Ao mesmo tempo, o preço do minério de ferro passou por mais um dia de ajuste em baixa no porto de Tianjin, na China. O preço da tonelada seca recuou 2,1%, para US$ 154,9, após bater a cotação de US$ 158 a tonelada seca no início da semana. "A Vale cai porque o preço do minério spot recuou bastante, mas é preciso lembrar que ele vem de uma alta enorme", ponderou Álvaro Bandeira, economista-chefe da Órama Investimentos. De fato, no início de setembro de 2012, o minério chegou a ser cotado abaixo de US$ 100 a tonelada seca. Nos últimos meses do ano passado, os preços se recuperaram.
Vale
Vale ON recuou 2,06% e Vale PNA teve baixa de 2,56%, sendo que a mineradora aprofundou as perdas no fim da sessão. A pressão de baixa foi vista também entre as siderúrgicas - algumas delas com projetos na área de mineração. CSN ON recuou 0,71%, Gerdau PN teve baixa de 1,20%, Usiminas ON caiu 1,37%, enquanto o papel PNA da Usiminas teve alta de 0,42%. A Petrobras, por sua vez, conseguiu encerrar o dia no território positivo, em alta de 0,25% nos papéis ON e também nos PN, a despeito da queda do petróleo no mercado internacional.
Câmbio
O dólar manteve-se em alta nesta sexta-feira ante o real, acompanhando a trajetória da moeda dos EUA em relação a divisas de elevada correlação com os preços das commodities. Tais moedas, e a brasileira, ficaram sob pressão com a elevação da inflação na China, que pode representar um risco à retomada econômica local e é entendida como potencial barreira a estímulos monetários adicionais no país. Ao fim da sessão, o dólar ficou cotado a R$ 2,036, com avanço de 0,30%. Na semana, o dólar apresenta recuo 0,10% e perde 0,44% em janeiro.
Dólar
No Brasil, ontem, o dólar à vista no balcão chegou a R$ 2,040 na máxima cotação do dia e tocou R$ 2,032 na mínima. Na BM&F, não houve negociação com o dólar pronto. E perto das 16h20, o dólar para fevereiro era cotado a R$ 2,0425, com alta de 0,32%. O giro financeiro no mesmo horário era forte e somava US$ 2,352 bilhões (US$ 2,054 bilhões em D+2).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2014 (67.145 contratos) projetava taxa de 7,11%, de 7,12% no ajuste. O juro para janeiro de 2015 (152.495 contratos) indicava 7,73%, de 7,74% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (91.000 contratos) tinha taxa de 8,51%, ante 8,53% ontem, e o contrato para janeiro de 2021 (4.990 contratos) marcava mínima de 9,20%, ante 9,24% no ajuste.
(Agência Estado)





