Desceu
Dólar

Subiu
Eletrobras

Nova York
A fragilidade dos negócios em Nova York, onde os principais índices de ações registravam ganhos moderados, foi verificada também na Bolsa brasileira. O Ibovespa fechou o dia em leve alta de 0,16%, aos 61.678,31 pontos, após ter ficado entre o território positivo e o negativo em momentos diferentes da sessão. Mais do que de uma tendência única, o Ibovespa ficou à mercê de empresas específicas e dos investidores estrangeiros, que atuaram tanto na compra quanto na venda de papéis.

Mercado fraco
"O mercado está muito fraco. O sentimento do início de ano é ruim, em função das ameaças de um possível racionamento de energia, o que prejudica a Bovespa. Além disso, há dúvidas sobre o crescimento do País em 2013", comentou um operador ouvido pela Agência Estado. "Hoje (ontem) a Hering também caiu muito. Ela não tem tanto peso no Ibovespa, mas acaba prejudicando a Bolsa", acrescentou outro profissional. Já Pedro Galdi, estrategista da SLW, citou as baixas no setor bancário e, por outro lado, os ganhos da OGX e das companhias do setor elétrico. "A Bovespa ficou muito vinculada hoje (ontem) ao índice Dow Jones, que também não estava tão bem", destacou.

Ibovespa
Ao longo do dia, o Ibovespa à vista atingiu a máxima de 61.947 pontos (+0,60%) e a mínima de 61.156 pontos (-0,69%). O giro financeiro foi de R$ 7,7 bilhões. Um operador comentou que a mínima da sessão esteve muito vinculada à atuação de grandes investidores estrangeiros na ponta da venda. À tarde, um grande banco estrangeiro entrou com força no mercado comprando ações, o que fez o Ibovespa passar para o território positivo.

Estrangeiros
"Neste início de ano, havia estrangeiros na compra, mesmo com a Bolsa registrando perdas. Os 'gringos' estão com fluxo bom em janeiro, como normalmente ocorre. Hoje (ontem) apareceu estrangeiro vendendo, o que não deixou o Ibovespa andar, mas depois um banco estrangeiro entrou na ponta da compra", comentou o profissional, que prefere não se identificar.

Hering
As ações ON da Hering desabaram 11,92% e foram o principal destaque de baixa da carteira do Ibovespa. A companhia, que possui peso de apenas 1,062% no índice, anunciou crescimento de 10,7% em sua receita bruta total no quarto trimestre de 2012, ante o mesmo período do ano anterior, e alta de 14,8% nas vendas totais da rede Hering Store no período. No conceito "mesmas lojas" (unidades com mais de um ano), houve queda de 0,2%.

Bancos
No setor financeiro, Banco do Brasil ON recuou 1,50%, Bradesco PN teve baixa de 1,32% e Itaú Unibanco PN caiu 1,27%. Na contramão, as units do Santander tiveram ganhos de 5,06%, em meio à avaliação de que o banco espanhol pode vir a vender seus ativos no Brasil, a exemplo do que tem feito em outros países. OGX ON avançou 3,53%. No setor elétrico, houve continuidade da recomposição das perdas mais recentes: Eletrobras ON subiu 0,30%, Eletrobras PNB teve alta de 1,78%, Cemig PN avançou 1,70%, CPFL Energia ON teve ganho de 0,92%, Copel PNB avançou 2,01%, Light ON subiu 0,10% e Cesp PNB teve elevação de 3,17%.

Câmbio
O enfraquecimento do dólar em escala global fez com que a moeda dos EUA aprofundasse o declínio ante o real com mais fôlego no período da tarde. No encerramento dos negócios, o dólar ficou cotado a R$ 2,030, com recuo de 0,39%, depois de atingir a mínima intraday de R$ 2,029. O valor de fechamento de ontem é igual ao nível registrado em 31 de outubro do ano passado e o menor valor desde 26 de outubro do mesmo ano, quando marcou R$ 2,027.

Dólar
Na máxima, o dólar à vista no balcão tocou R$ 2,038, no nível do fechamento de ontem. Na BM&F, o dólar pronto fechou a quinta-feira cotado na mínima do dia, a R$ 2,032, com queda de 0,29% e três negócios (dados preliminares). Na clearing, o giro financeiro foi forte e somava US$ 3,065 bilhões (US$ 2,769 bilhões) perto das 16h30. No mesmo horário, o dólar para fevereiro recuava 0,46%, cotado a R$ 2,0380.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2014 (162.710 contratos) projetava taxa de 7,12%, de 7,14% no ajuste. O juro para janeiro de 2015 (291.020 contratos) indicava 7,74%, de 7,77% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (138.000 contratos) tinha taxa de 8,53%, ante 8,56% ontem, e o contrato para janeiro de 2021 (1.930 contratos) marcava 9,24%, de 9,25% no ajuste.

(Agência Estado)

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