Desceu
Vale

Subiu
Dólar

Em queda
A Bovespa fechou em queda ontem pelo terceiro dia consecutivo, dando sequência ao movimento de realização de lucros iniciado na sessão de sexta-feira. A trajetória de desvalorização do Ibovespa também acompanha o desempenho dos mercados acionários internacionais. Em meio às incertezas quanto ao problema fiscal que persiste nos Estados Unidos, já que o acordo que evitou o abismo fiscal não foi capaz de elevar o teto da dívida norte-americana, os investidores começam a se preocupar com os resultados financeiros das companhias, já que o início da temporada de balanços nos EUA começou ontem.

Ibovespa
No caso do Ibovespa, a queda foi conduzida pelas petrolíferas e pela Vale, que têm forte peso na composição do índice. As empresas do setor elétrico seguem liderando as perdas, diante das preocupações quanto ao baixo nível dos reservatórios e ao temor de um eventual racionamento de energia.

Oscilações
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 1,30%, aos 61.127,84 pontos, após oscilar entre leves altas e baixas pela manhã e se firmar no território negativo durante toda a tarde. Na mínima do dia, caiu 1,38% (61.081 pontos) e, na máxima, subiu 0,54% (62.265 pontos). O giro financeiro somou R$ 7,371 bilhões. Assim, o ganho acumulado da Bolsa foi reduzido para apenas 0,29% em 2013.

Abismo fiscal
''Depois do voo de galinha da Bolsa com o acordo para o abismo fiscal, agora o mercado começa a se voltar para os balanços. Se a recuperação econômica dos países estivesse em um ritmo satisfatório, o investidor poderia projetar que os lucros das empresas seriam bons. Mas se o PIB não vai bem, o mercado só pode prever balanços fracos'', destaca o gerente da mesa de renda variável da H.Commcor, Ari Santos. A lógica vale tanto para o exterior quando para o cenário doméstico. No caso do Brasil, a possibilidade de uma crise no setor energético pode ser um fator à mais para postergar a recuperação da economia do País neste ano.

Balanços
A temporada de balanços nos Estados Unidos teve início ontem, com a divulgação dos números trimestrais da Alcoa, após o fechamento dos negócios em Wall Street. Conforme Santos, são os resultados corporativos que devem dar o tom dos negócios nos próximos dias.

Vilã
A vilã do dia foi a Petrobras, que viu suas ações recuarem 2,85% (ON) e 2,89% (PN), apesar de ter divulgado ao mercado a descoberta de petróleo de boa qualidade no pré-sal da bacia de Santos. Segundo observou um operador, os resultados das novas descobertas não tiveram efeito sobre os papéis no pregão, pois não vão se refletir de forma imediata no resultado da companhia. ''Encontrar petróleo por si só não garante lucro. A descoberta ainda demandará investimentos para a produção'', ressaltou. Também no setor petrolífero, as ações ON da OGX cederam 4,36%.

Vale
A blue chip Vale acompanhou a trajetória de baixa generalizada e terminou o dia com os papéis ON e PNA em queda de 0,79% e 0,62%, respectivamente. Outro papel de peso na carteira teórica do Ibovespa, Usiminas PNA fechou em queda de 3,25%.

Elétricas
Assim como anteontem, as elétricas lideraram as perdas do Ibovespa, diante da percepção de que o baixo nível dos reservatórios e um eventual racionamento de energia atingirão em cheio o resultado dessas companhias, não bastassem as recentes medidas do governo no sentido de reduzir as tarifas - e automaticamente a rentabilidade - do setor.

Baixas
O ranking de baixas do índice ontem é composto por Eletrobras PNB, em forte queda de 9,35%, seguida por Eletrobras ON (-8,44%), Cesp PNB (-5,50%), Natura ON (-4,65%), Eletropaulo PN (-4,39%) e Cetep PN (-4,38%).

Dow Jones
Em Wall Street, há pouco, o índice Dow Jones recuava 0,55%, o S&P500 perdia 0,50% e o Nasdaq apresentava baixa de 0,43%.

Câmbio
O dólar à vista fechou cotado a R$ 2,040, com alta de 0,44%, no mercado de balcão, pouco abaixo da máxima do dia, de R$ 2,041. Na mínima, o dólar tocou R$ 2,021. Da mínima para a máxima, a oscilação da moeda foi de quase 1,0%.

BM&F
Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 2,040, com alta de 0,68%, e sete negócios (dado preliminar). O giro financeiro à vista somava US$ 1,725 bilhão (US$ 1,457 bilhão em D+2) perto das 16h30. No mesmo horário, o dólar para fevereiro operava em R$ 2,0465, com alta de 0,52%.

Juros
O juro com vencimento em janeiro de 2014 (235.180 contratos) projetava taxa de 7,16%, de 7,12% no ajuste de anteontem. O juro para janeiro de 2015 (205.025 contratos) indicava 7,79%, de 7,70% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (171.535 contratos) tinha taxa de 8,60%, ante 8,49% na segunda-feira, e o contrato para janeiro de 2021 (14.925 contratos) marcava 9,29%, de 9,16% no ajuste.

(Agência Estado)

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