Alta
A Bovespa fechou em alta ontem, com a volta do apetite por risco após o acordo nos EUA para evitar o abismo fiscal. Em Nova York, no entanto, os mercados permaneciam com viés de queda, após a forte alta registrada na quarta-feira. Os papéis de Petrobras e bancos tiveram desempenho positivo e puxaram o índice.
ibovespa
O Ibovespa encerrou com valorização de 1,22%, aos 63.312,46 pontos, depois de atingir mínima de 62.341 pontos (-0,33%) e máxima de 63.473 pontos (+1,47%). O volume financeiro foi de R$ 7,13 bilhões.
Confiança
"O acordo nos EUA tirou um peso muito grande no curtíssimo prazo. Retirou um risco, que era o aumento de impostos para a classe média. Isso aumenta a confiança das empresas e dos investidores", disse Hersz Ferman, da Yield Capital. Segundo o gestor, o fato de os cortes de gastos terem sido postergados por dois meses deve significar volatilidade mais à frente. "Mas pelo menos o mercado ganhou dois meses de respiro."
Bolsa
Para Hersz, o movimento da Bolsa neste começo de ano é muito mais macro do que micro. "A posição em ações ainda está bastante baixa. A alocação é muito grande em bonds (títulos do Tesouro norte-americano) e muito menor do que o normal em ativos de risco." De acordo com ele, a partir do final do ano passado os recursos começaram a voltar para as ações, e esse movimento continua no começo de 2013.
Reflexo
Ontem, isso acabou se refletindo nos setores mais líquidos, como os de bancos, siderúrgicas e construtoras, que acabaram puxando bastante a Bolsa.
Petrobras
Entre os papéis mais negociados, Petrobras PN avançou 3,61%, enquanto a ON subiu 3,73%, entre as maiores altas do Ibovespa. Vale PNA recuou 1,20% e a ON, 1,70%. As ações da mineradora passaram por realização de lucros, depois de terem subido mais de 4% ontem.
Câmbio
Após iniciar o dia em alta, em meio à cautela que prevalecia no exterior no início do pregão, o dólar inverteu o sinal no começo da tarde e passou a renovar mínimas, permanecendo em declínio ante o real até o encerramento do dia. O dólar à vista no balcão fechou a quinta-feira cotado a R$ 2,0360, com queda de 0,44%, no menor valor em quase dois meses. Especificamente, o valor de ontem é o mais baixo desde o dia 7 de novembro de 2012.
Moeda
A inversão de sinal da moeda, no começo da tarde, teve início pouco antes da formação da Ptax e na sequência dos dados do fluxo cambial. Quando o dólar apurado pelo BC estava na máxima do dia, o dólar à vista entrou em declínio. Como resultado, a Ptax fechou a R$ 2,0464, com alta de 0,24%, mas abaixo da maior taxa coletada, às 12h03, de R$ 2,0477.
Giro
O giro financeiro à vista totalizava US$ 2,236 bilhões (US$ 1,973 bilhão) pouco depois das 16h30. No mesmo horário, na BM&F, o dólar para fevereiro recuava 0,46%, cotado a R$ 2,045.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2014 (86.670 contratos) projetava taxa de 7,11%, de 7,10% no ajuste. O juro para janeiro de 2015 (111.070 contratos) indicava 7,70%, de 7,73% ontem. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (74.225 contratos) tinha taxa de 8,42%, ante 8,43% na véspera, e o contrato para janeiro de 2021 (8.525 contratos) marcava 9,09%, ante 9,11% no ajuste anterior.
Cenário externo
"O cenário externo, apesar do acordo sobre o abismo fiscal, ainda está muito incerto. Os EUA ainda terão problemas pela frente e a Europa seguirá tendo dificuldades. Não há muitos motivos para alta das taxas, mesmo porque a economia doméstica ainda não engatou uma recuperação mais consistente", afirmou um operador.
Tóquio
As bolsas da Ásia fecharam a sessão de ontem majoritariamente em alta, acompanhando os ganhos registrados anteontem nas bolsas europeias e também em Nova York, onde o índice Dow Jones teve o melhor pregão desde junho. O impulso para os mercados de ações foi dado pelo acordo no Congresso dos EUA para evitar o abismo fiscal. As bolsas da China e do Japão seguiram fechadas ontem.
Austrália
Na Austrália, a Bolsa de Sydney teve o fechamento mais alto desde maio de 2011, estimulada pelo acordo nos EUA, que elevou acentuadamente o preço das commodities. O índice S&P/ASX 200 subiu 0,74%, para 4.740,68 pontos.

(Agência Estado)

mockup